Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...

sábado, 10 de abril de 2010

Pragmático!...

-Sabes quem fazia anos hoje?!...(pergunto eu)
-Faria!... (acentua ele esse passado),a tua mãe, mas morreu no dia 2 de Novembro de 2002( referencia factual).
Pode parecer duro este ponto de afirmação tão pragmático, mas esta é forma como ele encara a morte e a perda de alguém tão querido como a avó. Na formula simples de que o ser humano como outros seres vivos Nasce, Cresce,"Reproduz" e Morre, são as fases da evolução naturais...
Não teria nada demais, visto por este prisma de "fechadas as emoções".

8 comentários:

Atena disse...

:))))
Beijinho para si Mina.
Cristina

Mrs_Noris disse...

Não me choca nada essa abordagem :)
Também não chorei pelas minhas avós.
Beijinho.

Mina disse...

Cristina
Obrigada, agradeço e retribuo os beijinhos em dobro loool
Bom fim de semana

Mina disse...

Noris
À pessoas que manifestam a dor sem chorar, outros choram por nada rsss, eu até com filme me emociono ainda á dias estava de lágrimas , por causa do livro "para minha irmã", falarei dele em breve.
Até porque eu infelizmente coloco-me sempre do lado do outro...
E neste caso a avó, era uma pessoa que vivia connosco, não é sinal de maior dor o choro, mas ficar triste secalhar é, mas até na dor os homens conseguem transmitir menos para fora, e recordo de o pai do meu filho, quando o meu sogro morreu também não ser muito expansivo na sua dor. Mas notavasse que a transportava a dor enclausurada...Já o Bruno aparenta uma enorme ligeireza que até faz impressão, ele só se preocupava com a mãe dele(eu) porque que eu chorava, se avó já tinha morrido...
Não é fácil de entender, mas temos de aceitar...
bjocas

Mrs_Noris disse...

Mina,
Eu também sou uma pessoa sensível e também choro por coisas de nada, com filmes, com crianças a cantar, com demonstrações de carinho por parte de animais, etc...
No entanto, não chorei a morte da minha avó paterna que vivia aqui ao lado. Deixei o assunto nas mãos dos mais adultos, não me pronunciei. A minha mãe estava bem, era o que interessava, não chorou também. O meu pai chorou muito durante o funeral, mas ao jantar já estava enxuto e comeu desalmadamente. Lembro-me que isso chocou um bocado a minha mãe.
Kisses.

PS: era só para não pensarem que sou uma pessoa fria. Apenas há coisas que me tocam mais que outras.

AVOGI disse...

é bom sempre lembrar os que partiram. seja de forma for por gostar por não gostar mas sempre lembrar.

Mina disse...

Noris
Cada um resolve a sua dor, da forma que mais lhe apraz lool, o pai era fome...
Para o Bruno é assunto arrumado rsss, morreu tá morto ponto final, a mim também não me choca que sei que é uma caracteristica dele esta forma pragmática de encarar a morte.
Mais chocada fiquei quando soube que os netos da parte do filho(meu irmão) estavam no funeral a contar anedotas, e que fizeram o especial favor ir enterrar a avó. O Bruno nem sequer foi ao funeral...
Levei-o lá depois a ver a sepultura e já lá tem ido algumas vezes comigo sabe que avó está ali...
Bjocas

Mina disse...

Avogi
Desculpa lá qualquer coisinha mas eu só gosto de recordar os bons kkk
E a mamy é presença assídua aqui em casa lool até na cozinha que era o espaço preferido dela, e qualquer coisa nos faz lembrar a Rosa, até o genro que ás vezes diz que são refeições "áti Maria Rosa" rsss
bjocas