Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

" O menino"


Bem vindos a 2017!
Ano novo, tudo na mesma.

Não é drama, não é tragédia, não é comédia é apenas vida real, vivida na primeira pessoa.
Há quem pudesse levar a mal este termo carinhoso de chamar "menino" a um homem de barba rija.
Não é por aí que isso me atrapalha, tal como perder a identidade e ser apelidada da mãe do "menino".

Na piscina, esqueceu-se da touca, o que até pode parecer um drama.
-Mina, Mina ( exclama por mim)
-O que é filho?
-A touca, a touca, não tenho  a touca.
-Pede à senhora da piscina uma touca emprestada, (reclamo eu):)
Não , faria esse pedido por iniciativa própria...

No balneário
Enquanto estão no duche as colegas da hidroginastica (falam entre elas).
-Falta alguém ( pergunta uma)
-Falta a mãe do "menino" (responde a outra)

Durante a aula de hidroginastica (mudamos de professor)
Agora é uma professora e o "menino", ficou "atiradiço" e curioso, por saber a idade, como não faz as perguntas diretas, manda "bitates" ;)
E não é que acertou em cheio .

E por hoje ficamos pelo meio aquático...
Pequenas notas a que aqui me refiro, dificuldade em pedir ajuda, esperar sempre  que o outro entenda que está em dificuldade.
As indirectas normalmente é em relação às idades, lá terá escutado, que não se pergunta a idade,
Não. Não o faz só com as senhoras ;)

Bem vindos a 2017. levem a vida com muito Amor e misturem o humor, que estas pessoas não vivem noutro mundo qualquer, é mesmo aqui, naquilo a que chamamos planeta terra.


quinta-feira, 9 de maio de 2013

"Cenas de um filme"


Quando alguma coisa o perturba,  a sua atenção fica totalmente virada, para aquele foco.
Nos dias que vamos à piscina, há sempre um de nós, com a cabeça no ar.
Desta vez a preocupação eram as chaves de casa, que a irmã, não sabia onde as tinha deixado, e uma das possibilidades , era terem ficado na porta.
Pois que ninguém escapa à cabeça no ar.
Lá fomos sem saber das chaves com essa preocupação , a martelar nos a cérebro, e já atrasados.
Pego no saco de piscina e digo-lhe para ele pegar na mochila dele.
Já estávamos nos balneários para nos equipar, o fato banho leva-mos sempre vestido de casa,  mas não tinha a touca , nem chinelos, nem  o resto( tinha uns lençóis, que eu tinha trazido do apartamento onde a irmã está), mochilas trocadas está claro..
Assim como assim, já entregamos as senhas, vamos  ter de remediar , porque já não é a primeira vez que não levamos a touca, por isso, agora no meu saco levo uma suplente, pronto  o essencial já temos, vamos ter que partilhar  o resto, só temos uma toalha, e os uns produtos de higiene.
Aproveitando , que não havia mais ninguém no balneário dos homens, levo o meu saco para lá e tomamos banho em cabines lado a lado, para dividir-mos  shampoo, gel de banho e amaciador para o cabelo.
Só temos uma toalha, que coloco  na porta da cabine dele, (enquanto eu me limpo a um dos lençóis).
Esperando que ele se limpe  dentro da cabine, e  que saia  de lá embrulhado na toalha, como faz em casa.
Ali já percebi que não faz, e que saie como Deus o deitou ao mundo.
Cuecas para  ele mudar também não há, vamos lá resolver isso, levas as da mãe :), que a mãe veste o  fato banho de reserva.
Ora !em tempo de guerra, não se limpam armas, e lá nos desenrascamos.
Mas o melhor foi chegar mos a casa e  já saberem das chaves,ufaaaaaaaaa, que alívio.