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terça-feira, 22 de julho de 2014
"Uma palavra a dizer"
Sempre que possível, e , o tema nos interesse, assistimos aos eventos realizados, pela associação viver o concelho ( movimento de cidadãos, sempre com temas pertinentes).
A que qualquer um pode assistir, independentemente da sua raça, credo politico ou religioso.
Não sou de todo inocente, ou ignorante,e o cariz politico é dominante ( apesar de não me sentir seduzida por essa vertente politica), são momentos de reflexão, cidadania e cultura inequívocas (ainda por cima à borla).
Estas sessões realizam-se mensalmente, nos dias 21 ás 21 horas ( com pausa em Agosto, já uma preocupação para Bruno :), cuja calendarização é um acto importante .
Mas o que vinha aqui mesmo falar, era sobre a intervenção do Bruno , na temática abordada ontem " 100 anos depois de 1914", com o professor doutor Luís Mota, um século de história, por onde passaram duas guerras mundiais...
Com a sua voz, sempre poderosa , quando estavam a falar das colónias e países colonizadores, deu para ouvir, que ele disse: " que a Índia, tinha sido colonizada pelos Ingleses", mas isto, era só para a mãe ouvir :).
A questão que ele levantou, embora de uma forma atabalhoada, e foi exactamente assim :
-Ouvi dizer!Que a Alemanha atacou a Madeira! É verdade ou não!?
Podia, não questionar, mas estava no seu direito , de ter a palavra, eu, como sempre fico perplexa, e acho que a plateia, ficou admirada ;)
De onde ele tira, estes conhecimentos, ferramentas, que não sabe usar, mas, que as tem, nesta, e noutras matérias (esta é sua forma de comunicar, com peças soltas, apanhadas, aqui e ali)., que espero as pessoas consigam perceber, apesar de parecer banalidades.
Ainda, deixou, no ar a observação, de poder ter ocorrido, uma terceira guerra mundial, aquando dos atentados do 11 de Setembro.
O certo, é que mundo, anda em constante convulsão. e que todos temos uma palavra a dizer.
Que as criticas, e parcerias sejam construtivas e inter-activas.
Que ninguém puxe o "gatilho"...
Links , não terá sido daqui que ele ouviu ou viu...
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013
"Apanhados"
No dia da manifestação convocada, pelos D "Eficientes indignados" e por outros movimentos cívicos e políticos.
Também nos juntamos à manifestação, nenhum de nós, alguma vez tinha participado numa manifestação,e a meio do percurso, que foi a altura em chegamos, entramos no cortejo, não levava mos cartazes, nem tínhamos palavras de ordem ensaiadas.
O grupo era grande, e havia muita comunicação social, por ali, fotógrafos jornalistas etc,
Achei melhor sair mos do grupo, alargamos o passo, para ir-mos ocupar lugar, junto à Assembleia, a minha intenção era assistir mos, e estar solidária com quem protestava.
Para o Bruno, a noção de multidão é uma festa, e lá íamos nós de mão dada, e sem saber como!!!
Aparece nos um jornalista, a fazer uma pergunta ao Bruno, oiço, a dizer vamos aqui ouvir um jovem mas nunca imaginei, que era para ele .
-O que que traz , aqui a manifestar-se? (pergunta o jornalista)
O meu coração tremeu, como sempre em todas as situações, lá tenho que me socorrer do rótulo.
-Ele, é , Autista, que nem que ocorre ele têm autismo, por que ele, não é autista, ele , têm Autismo.
-E não sabe responder a essa pergunta.
E não tenho mais tempo, para explicações, que tenho agora o microfone apontado a mim (fico numa espécie de anestesia), sem saber o que dizer, se para mim é difícil, lidar com estes imprevistos.
Para uma pessoa no espectro do autismo (neste caso ele), ficaria muito tempo para dar uma resposta, que poderia, nem ser à pergunta, impossível saber o que pode sair de uma pessoa sem filtros (não posso arriscar), porque o que menos quero, é que faça figuras ridículas, e fique exposto, tenho que o proteger.
Por muito, que eu ,saiba, que ele sabe, e que defendo, que ele tem de participar, mas não pode ser assim, de improviso, tudo tem que ser calculado.
Talvez seja demasiado protetora, mas não posso permitir que fique marcado de "emplastro".
Com a apetência, e vontade, que tem de ser famoso, lá deve ter atraído as camaras.
E neste caso, deixou a mãe num beco, sem saída...
Tentei, depois do primeiro choque, responder com aquilo, que sinto (sendo porta voz, de nós próprios) .
Falando nos cortes, que atingem as pessoas com Necessidades Especiais...
A seguir, sentei-me no tal muro, a refazer do choque inicial.
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Sindrome de Asperger
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
No rescaldo !
A partilha, o desejo, e a vontade de uma sociedade inclusiva, tem sido , a meta que tracei.
Não têm sido fácil.Não é novidade para ninguém, que a politica, é algo, que não entendo, e gostaria de deixar para quem entende.
O problema, é que essas politicas, interferem com bem estar das pessoas, e essas politicas estão cada vez mais virada , para os lobbies e interesses financeiros...esquecendo -se das pessoas, e das suas necessidades.
Lentamente, como quem, não quer a coisa (e, de facto, não queria, mesmo), fui me aproximando, observando, este movimento, de cidadãos, que trazia , alguma aragem, e momentos de cultura com interesse, numa cidade tão parada.
Em maio , foi formalizada a candidatura de uma mulher com uma enorme "bagagem", quer académica, quer profissional, com ideias, energia e uma enorme vontade de mudança.
Seguia-se a fase de recolha de assinaturas, para que essa formalidade se tornasse efectiva, nós fomos dos que assinamos a propositura, aos movimentos de cidadãos, nada é facilitado, e, a partir daí , achei que já tinha feito a minha parte (pouquíssimo), mas, para se ser cidadão de corpo inteiro , tem que se dar mais, e a história do colibri*, levou-me a reflectir, estava a fazer pouco, mas muitos, poucos, podem fazer muito.
Algumas pessoas, nestes meios, ainda têm medo de expor as suas ideias, e de serem vistas, ligadas a um movimento independente, numa terra destas ( "é de loucos"). Vamos, perder o medo!
Tudo isto, dá um trabalho enorme , para quem não têm uma máquina partidária , por detrás
Criar as listas com candidatos aos vários locais: câmara, assembleia municipal, e juntas de freguesia.
Estas coisas, obedecem a certas formalidades, de número de inscritos, para os vários locais.
Pediram-me se podia integrar as listas.
A minha resposta, : Não quero tachos, nem panelas, só se for necessário para tapar algum buraco.
E assim foi, fiquei na lista, como a última candidata suplente à câmara.
Mas isso, também , não interessa nada, e o ser suplente , dava-me muito menos responsabilidade, e a liberdade, de que não abdico .(não quer dizer, que os outros também , não façam)
O certo! é que durante toda esta panóplia de afazeres, houve, muito trabalho e companheirismo, fizemos uma campanha, criativa e muito participativa, criamos uma família alargada, com cumplicidades e algumas diferenças, que também fazem parte .
O Bruno, como é lógico, participou em todas as actividades, sempre pronto a ajudar, e querer estar presente..
Faço aqui uma confissão, foi mais por ele, que me meti nisto, e agora seria difícil sair, que ele não ia deixar :),
Foi a nossa "mascote" o nosso actor convidado.
Nestes dias ainda fala deles, com nostalgia.
-Nunca, mais , vou ver os do movimento!?
-Claro! que vais filho! ( o movimento , não se esgota, num dia)
-E para a próxima vamos ganhar (digo eu para o animar).
-Impossível ( acha ele), e se calhar têm razão, mas não é por isso que vamos desistir.
Outros locais, em que se achava, ser impossível ,mudaram.
-Nota, na segunda feira, comprou o jornal, para ver todos os resultados a nível nacional, agora anda a fazer uma tabela , dos locais que mudaram de cor politica, onde, estão as poucas mulheres eleitas, e os independentes.
Ainda, vamos ter , aqui, um futuro comentador politico :)
Manifesto do movimento aqui
*colibri é uma publicação do movimento, leiam e descubram
1-Imagem: o Zé povinho (Bruno) com a candidata a presidente, nota-se a cumplicidade e a empatia, que criou. Inclusão também é isto, estar onde os outros estão.
2-Imagem. o Zé povinho (Bruno) com a Maria Paciência (mãe)
sexta-feira, 20 de março de 2009
Política...! E Autismo não tem nada a ver...!

A minha cabeça esteve erupção, nem sei se perderei a razão...
Mas política e autismo, não ligam não!...
Devo referir que sou politicamente descrente, céptica e até ignorante, na minha misera opinião de pessoa mal informada, acho que é tudo a mesma política, só mudam os rostos. E infelizmente acho que como eu muitas pessoas deixaram de acreditar, e fico por aqui .
Porque este é um assunto, que me transcende .
Agora quando fazem ligações de que um governo está autista, isso já me inquieta, e muito.
Tal como eu não entendo nada de politica, parece-me que os políticos nada entendem de autismo.
Não que eu saiba muito sobre o autismo, sei que no mínimo um autista , nunca permitiria que a verdade de hoje fosse mentira amanhã ou menos verdade, nem conseguiria fazer promessas para não cumprir, entre outras estratégias que se usam na política e que fazem parte dela.(julgo eu)
Um autista é o ser mais puro do universo, e se calhar até teríamos melhor política, se em vez de usarem os autistas ,os utilizassem e olham-se como gente, teríamos certamente uma política mais justa.
Devo ainda referir que não represento nenhuma associação ou colectividade, embora seja sócia e apenas isso, de várias desde solidariedade social, até culturais recreativas e desportivas...
Represento-me a mim e a condição do meu filho com Síndrome de Asperger/com vertente de autismo de alto funcionamento e estou do lado dos familiares que discordam do uso abusivo do termo autista no discurso político.
Se calhar já deu para perceber o porquê deste discurso, e não é nada de pessoal ou partidário até porque não tenho nenhuma filiação política.
Mas dia 17/03/2009 nos nossos noticiários uma Líder partidária, referia-se a governação nos seguintes termos :"o governo socialista está autista". nem sei bem porquê, mas só apanhei esta frase no ar, e nem ouvi mais nada nem antes nem depois desta frase, por algum motivo eu a retive, e não podia deixar passar em claro.
Peço desculpa se de algum modo fui incorrecta, mas fiquei francamente enervada, até porque não é a primeira ,nem única pessoa a utiliza-la com este efeito...
E como os autistas de facto não se sabem defender, tem de haver alguém para o fazer .
Porque não usar a política com essa função?!...De protecção e integração dos verdadeiros autistas.
Não que eu saiba muito sobre o autismo, sei que no mínimo um autista , nunca permitiria que a verdade de hoje fosse mentira amanhã ou menos verdade, nem conseguiria fazer promessas para não cumprir, entre outras estratégias que se usam na política e que fazem parte dela.(julgo eu)
Um autista é o ser mais puro do universo, e se calhar até teríamos melhor política, se em vez de usarem os autistas ,os utilizassem e olham-se como gente, teríamos certamente uma política mais justa.
Devo ainda referir que não represento nenhuma associação ou colectividade, embora seja sócia e apenas isso, de várias desde solidariedade social, até culturais recreativas e desportivas...
Represento-me a mim e a condição do meu filho com Síndrome de Asperger/com vertente de autismo de alto funcionamento e estou do lado dos familiares que discordam do uso abusivo do termo autista no discurso político.
Se calhar já deu para perceber o porquê deste discurso, e não é nada de pessoal ou partidário até porque não tenho nenhuma filiação política.
Mas dia 17/03/2009 nos nossos noticiários uma Líder partidária, referia-se a governação nos seguintes termos :"o governo socialista está autista". nem sei bem porquê, mas só apanhei esta frase no ar, e nem ouvi mais nada nem antes nem depois desta frase, por algum motivo eu a retive, e não podia deixar passar em claro.
Peço desculpa se de algum modo fui incorrecta, mas fiquei francamente enervada, até porque não é a primeira ,nem única pessoa a utiliza-la com este efeito...
E como os autistas de facto não se sabem defender, tem de haver alguém para o fazer .
Porque não usar a política com essa função?!...De protecção e integração dos verdadeiros autistas.
Pequena informação do que é o autismo transcrevi parte:
O que é autismo?
O autismo é uma disfunção, no desenvolvimento cerebral que tem origem na infância e persiste ao longo de toda a vida. Pode dar origem a uma grande variedade de expressões clínicas.
Clinicamente o autismo é considerado uma "perturbação global do desenvolvimento"
Ao dizermos que uma pessoa tem autismo- ou perturbação no espectro do autismo (PEA)- Estamos simultaneamente a afirmar que ela tem um conjunto de disfunções características nas áreas da interacção social da comunicação e do comportamento (ex: resistência á mudança; maneirismos motores; respostas atípicas ás experiências sensoriais)...
Informação retirada Dra :Rita Soares: APPDA-Lisboa 2006
apacdah.no.sapo.pt/TEACCH/Autismo.pdf
O que é autismo?
O autismo é uma disfunção, no desenvolvimento cerebral que tem origem na infância e persiste ao longo de toda a vida. Pode dar origem a uma grande variedade de expressões clínicas.
Clinicamente o autismo é considerado uma "perturbação global do desenvolvimento"
Ao dizermos que uma pessoa tem autismo- ou perturbação no espectro do autismo (PEA)- Estamos simultaneamente a afirmar que ela tem um conjunto de disfunções características nas áreas da interacção social da comunicação e do comportamento (ex: resistência á mudança; maneirismos motores; respostas atípicas ás experiências sensoriais)...
Informação retirada Dra :Rita Soares: APPDA-Lisboa 2006
apacdah.no.sapo.pt/TEACCH/Autismo.pdf
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