Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Isto Choca-me...


O vandalismo.
Hoje deparamo-nos ao chegar ao CAO, com cenário literalmente negro, já a renascer das cinzas com cheiro a tintas e diluente. Pois os "amigos do alheio", durante a interrupção de Carnaval, resolveram pregar uma partida de muito mau gosto assaltando a instituição.

Não satisfeitos com os valores recolhidos, resolveram incendiar o local durante a madrugada.
Deixando os utentes, já de si pessoas especiais, numa situação mais difícil.
Teve de haver alterações nas actividades ali ministradas, criando também uma sobrecarga de formandos nas actividades que não foram afectadas, o que implica alguma instabilidade.
A área de preferência do Bruno ficou totalmente inoperacional, não se sabendo ainda quando estará restaurada.
Este era um espaço também aberto à comunidade, durante alguns períodos, estará agora encerrado. Falo do espaço onde funcionam as TIC (técnicas de informação e comunicação) e o espaço Net.
Aí !que raiva, que me dão estes bandidos...


Para ver notícia aqui

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Crianças que são "antropólogas da sociedade"


O neuropediatra Nuno Lobo Antunes esteve nas Caldas da Rainha no passado dia 19 de Novembro para falar sobre a Síndrome de Asperger e partilhar histórias das centenas de crianças que acompanha no CADIN- Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil.


“São miúdos especiais, pessoas boas, com ausência de maldade e que sofrem muito com isso”. Foi desta forma que Nuno Lobo Antunes caracterizou as crianças que sofrem de Síndrome de Asperger, a forma mais ligeira de autismo, num colóquio que decorreu no antigo pólo da UAL.
De acordo com o especialista, um conjunto de características definem a “constelação” do portador deste síndrome, mas “as estrelas podem, cada uma, brilhar de maneira diferente”, podendo apresentar sintomas de marcado isolamento social ou, pelo contrário, contacto social desprovido de filtro.
A Síndrome de Asperger afecta uma em cada 125 crianças que, ao contrário das outras, ditas normais, não intuem, mas fazem as coisas por imitação. “São observadores dos humanos ou antropólogos da sociedade”, disse Nuno Lobo Antunes, acrescentando que também são anti-políticos, enfatizando as suas características de honestidade, fiabilidade e dedicação.
Qualidades que, segundo o orador, não são apropriadas para uma vida de relação e que, além disso, podem causar muitos embaraços aos pais.
No que se refere aos interesses pessoais, canalizam normalmente a sua actividade mental para um determinado tema, sendo os interesses mais frequentes os computadores, máquinas ou dinossauros.
Nas relações interpessoais “não são nenhuns Cristiano Ronaldo, antes jogam na Liga dos Últimos”, brincou o neuropediatra, para logo depois acrescentar que são “comunistas congénitos” no sentido relacional do termo, em que todas as pessoas têm o mesmo valor.
Nuno Lobo Antunes partilhou ainda com os presentes, mais de uma centena de pessoas na sua maioria professores, a sua história preferida, a de um aluno que todas as semanas perguntava à mãe se tinha ossos porque esta lhe chamava “fofo”. “Tens muita dificuldade em perceber o sentido figurado”, explicou.
Os portadores deste síndrome são ainda caracterizados por possuírem um código moral forte, serem perfeccionistas e gostarem de ter o controlo dos jogos.
O orador apresentou ainda alguns casos de heróis e figuras da televisão que apresentam características da Síndrome de Asperger, como o Super Homem, Mr. Bean, Professor Tournesol ou o General Patton, e defendeu que tem que haver um esforço no sentido de re-educar a criança e a sociedade.
“Tem que ser uma estrada de duas vias”, disse, acrescentando que é fundamental o respeito pela pessoa portadora desta síndrome, empatia, calma, ambiente de suporte e apoio.
Piedade Monteiro, presidente da APSA, explicou que esta associação, que existe há cinco anos e conta com mais de 200 associados, “nasceu para integrar melhor as crianças” e realiza acções de sensibilização por todo o país.
“Todos têm que estar envolvidos para se conseguir fazer trabalho”, disse a responsável, acrescentando que a missão é chegar a todos os seres humanos “para formar jovens com dignidade”.
O colóquio foi organizado pelos pais de crianças com Asperger, em conjunto com professores da D. João II e a APSA. Também presente neste colóquio, o presidente do Conselho Executivo da D. João II, Gil Pacheco, garantiu o apoio da escola a “todas estas iniciativas que permitam cumprir o projecto educativo”.


Acrescento que o Bruno e mãe estiveram presentes nesta palestra, e por termos gostado muito aqui a referimos para que todos possam ter uma ideia,já tinha feito alusão a este evento no blog furtadas.

"http://www.gazetacaldas.com/Desenvol.asp?NID=24157