O Livro da Catarina-Desafio do Autismo, brevemente disponível!
Os valores auferidos com venda do livro revertem , para o movimento CAIS -Centro de Autismo e Inclusão Social.
Podem ver apresentação , onde Asperger às Claras, esteve representado.
Ver aqui
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terça-feira, 20 de outubro de 2015
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
No pré lancamento do livro
No Pré-lançamento do livro:
"O livro da Catarina-Desafio do Autismo"
Com a Catarina e a mãe uma das Co-autoras do livro
Uma presença marcante a do nosso "ator", encantando no papel de Mozart.
sábado, 29 de maio de 2010
Na base do meu primeiro "encontro" com o autismo (3)
As crianças autistas já nascem assim ou ou tornam-se autistas num determinado momento?
Algumas crianças podem tornar-se autistas após uma doença grave ou uma experiência traumatizante.
Contudo ao que parece a maioria delas são autistas de nascença, embora a doença não se torne evidente antes do 2 ou 3 anos, idade em que a escassez da conduta social, se torna manifesta.
Na escola disseram-me que o meu filho de 8 anos, se distraí muito nas aulas , não presta atenção às explicações do professor e está muito distante. Estas poderão ser as primeiras manifestações de um autismo infantil?
Não. A criança autista apresenta graves perturbações de comunicação desde a primeira infância, e portanto não pode seguir uma escolaridade normal.
O comportamento de seu filho nas aulas poderá estar relacionado com dificuldades de aprendizagem escolar ou nas suas relações pessoais com o seu professor ou companheiros de classe.
Tenho um filho de 4 anos a quem diagnosticaram autismo infantil. Actualmente está numa escola para crianças deficientes mentais, mas um amigo disse-me que seria melhor colocá-lo numa escola especializada só em crianças autistas.
Deverei seguir o seu conselho?
É provável que nas escolas para deficientes mentais seu filho seja tratado, como se a sua perturbação principal fosse um atraso de inteligência, quando não é assim: esse atraso costuma ser consequência das dificuldades de contacto social por parte das crianças autistas, mas não é a perturbação principal.
É muito importante que o seu filho seja tratado por pessoas ou instituições dedicadas especificamente à terapêutica do autismo infantil.
Estas questões foram transcritas de um guia com cerca de 25 anos, ainda assim julgo que com alguma actualidade...Página inicial aquiprimeiras questões aqui
última parte
Nota: devo referir ainda que nenhuma informação aqui transcrita,substitui a ida a um técnico de saúde credenciado e habilitado a diagnosticar
Algumas crianças podem tornar-se autistas após uma doença grave ou uma experiência traumatizante.
Contudo ao que parece a maioria delas são autistas de nascença, embora a doença não se torne evidente antes do 2 ou 3 anos, idade em que a escassez da conduta social, se torna manifesta.
Na escola disseram-me que o meu filho de 8 anos, se distraí muito nas aulas , não presta atenção às explicações do professor e está muito distante. Estas poderão ser as primeiras manifestações de um autismo infantil?
Não. A criança autista apresenta graves perturbações de comunicação desde a primeira infância, e portanto não pode seguir uma escolaridade normal.
O comportamento de seu filho nas aulas poderá estar relacionado com dificuldades de aprendizagem escolar ou nas suas relações pessoais com o seu professor ou companheiros de classe.
Tenho um filho de 4 anos a quem diagnosticaram autismo infantil. Actualmente está numa escola para crianças deficientes mentais, mas um amigo disse-me que seria melhor colocá-lo numa escola especializada só em crianças autistas.
Deverei seguir o seu conselho?
É provável que nas escolas para deficientes mentais seu filho seja tratado, como se a sua perturbação principal fosse um atraso de inteligência, quando não é assim: esse atraso costuma ser consequência das dificuldades de contacto social por parte das crianças autistas, mas não é a perturbação principal.
É muito importante que o seu filho seja tratado por pessoas ou instituições dedicadas especificamente à terapêutica do autismo infantil.
Estas questões foram transcritas de um guia com cerca de 25 anos, ainda assim julgo que com alguma actualidade...Página inicial aquiprimeiras questões aqui
última parte
Nota: devo referir ainda que nenhuma informação aqui transcrita,substitui a ida a um técnico de saúde credenciado e habilitado a diagnosticar
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Na base do meu primeiro "encontro" com o autismo(2)
Perguntas e respostas
Tenho um filho de 4 anos que é muito egoísta, briga frequentemente com amigos por causa dos brinquedos e costuma sofrer ataques de cólera por esse motivo. Poderá interpretar-se esse seu comportamento como forma de autismo?
Dificílmente o será, visto que o comportamento de uma criança autista se caracteriza pela escassez de relações com as restantes pessoas- incluindo as crianças da sua idade -e pela falta de expressividade dessas relações.
Que possibilidade de recuperação existem para as crianças autistas?
Pouquíssimas crianças autistas conseguem recuperar por completo.
Mas o que está demonstrado é que todas as crianças autistas melhoram com uma educação especial, diferente da que se dá às deficientes mentais.
A educação de autista deve seguir um programa individualizado, pois cada um deles tem necessidades, problemas e capacidades diferentes.
Um sobrinho meu tem 4 anos e contudo ainda não pede para fazer as suas necessidades. Poderá ser autista incipiente?
Raramente as crianças autistas apresentam qualquer perturbação no controle dos esfincteres. Antes pelo contrário, e embora pareça parodoxal, estas crianças aprendem rapidamente a controlar a micção e a defecação.
Meu filho de 5 anos fala muito atabalhoadamente e tem a tendência para omitir palavras. Será possível estas dificuldades de linguagem serem um sintoma de autismo?
A principal dificuldade das crianças autistas não é a dificuldade na fala, mas sim a escassez manifesta de qualquer tipo de relações com outras pessoas. Por outro lado a dificuldade que uma criança autista tem na linguagem são diferentes das que posa ter uma criança normal: os autistas falam de uma forma monótona e afectada, mas costuma articular bem as palavras.
Estas questões foram transcritas de um guia com cerca de 25 anos, ainda assim julgo que com alguma actualidade...Página inicial aqui
To be continue
Nota: devo referir ainda que nenhuma informação aqui transcrita,substitui a ida a um técnico de saúde credenciado e habilitado a diagnosticar...
Tenho um filho de 4 anos que é muito egoísta, briga frequentemente com amigos por causa dos brinquedos e costuma sofrer ataques de cólera por esse motivo. Poderá interpretar-se esse seu comportamento como forma de autismo?
Dificílmente o será, visto que o comportamento de uma criança autista se caracteriza pela escassez de relações com as restantes pessoas- incluindo as crianças da sua idade -e pela falta de expressividade dessas relações.
Que possibilidade de recuperação existem para as crianças autistas?
Pouquíssimas crianças autistas conseguem recuperar por completo.
Mas o que está demonstrado é que todas as crianças autistas melhoram com uma educação especial, diferente da que se dá às deficientes mentais.
A educação de autista deve seguir um programa individualizado, pois cada um deles tem necessidades, problemas e capacidades diferentes.
Um sobrinho meu tem 4 anos e contudo ainda não pede para fazer as suas necessidades. Poderá ser autista incipiente?
Raramente as crianças autistas apresentam qualquer perturbação no controle dos esfincteres. Antes pelo contrário, e embora pareça parodoxal, estas crianças aprendem rapidamente a controlar a micção e a defecação.
Meu filho de 5 anos fala muito atabalhoadamente e tem a tendência para omitir palavras. Será possível estas dificuldades de linguagem serem um sintoma de autismo?
A principal dificuldade das crianças autistas não é a dificuldade na fala, mas sim a escassez manifesta de qualquer tipo de relações com outras pessoas. Por outro lado a dificuldade que uma criança autista tem na linguagem são diferentes das que posa ter uma criança normal: os autistas falam de uma forma monótona e afectada, mas costuma articular bem as palavras.
Estas questões foram transcritas de um guia com cerca de 25 anos, ainda assim julgo que com alguma actualidade...Página inicial aqui
To be continue
Nota: devo referir ainda que nenhuma informação aqui transcrita,substitui a ida a um técnico de saúde credenciado e habilitado a diagnosticar...
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voltando ao passado
quarta-feira, 5 de maio de 2010
A nova mãe- galinha

«Uma mãe nunca pode amar de mais um filho.
Mas, para que ele se sinta bem na sua pele e seja capaz de amar, deverá ela ser calorosa e presente ou mais discreta, reprimindo um pouco o seu talento para o amor?
Ora longe de ser um peso ou um obstáculo, o amor de uma mãe pelo filho é não apenas uma necessidade fundamental, mas também a condição do seu bom equilibro e do seu êxito como homem. Porque as mãe amantes e fortes permitem aos seus filhos tornarem-se igualmente fortes e sensíveis.
Mamãs de toda a parte confiem portanto em vós próprias quando tiverem sentimentos ternos, apaixonados e mesmo sub-repticiamente amorosos em relação ao vossos filhos!»
sinopse do livro
Como o dia da mãe é todos os dias xD.
Hoje é que resolvi presentear-me e este foi mais um livro, para o meu "monte":)))
O post abaixo é um teste deste mesmo livro.
Em que tipo (s) de mãe se inclui?
Responda sim ou não às seguintes questões, e marque com um circulo as letras que correspondem às suas respostas afirmativas.
1.B- Teria preferido uma menina ou um menino?
2.A- Aceita que o seu filho nem sempre responda às suas perguntas?
3-E- Sente-se a mais feliz das mães quando ele se aninha nos seus braços?
4.C-Sente-se obrigada a acordá-lo todas as manhãs apesar de ele ter despertador no quarto?
5.E- Pensa muitas vezes nele como o rapaz mais bonito do mundo.
6.C- Sente muitas vezes necessidade de lhe dizer: «Tem cuidado!. É muito fácil acontecer um acidente...»?
7.A - aceita que não lhe conte facilmente o que se passa com ele?
8.C- Inquieta-se com o mais pequeno atraso dele?
9.B- Pensa muitas vezes: «Só me sinto bem com bebés»?
10.A- Quando tem uma critica a fazer-lhe, consegue facilmente exprimi-la de maneira clara e directa?
11.E- Fica muito comovida quando lhe dizem que ele é muito bonito?
12.B- Julga que por ter um filho rapaz não tem necessidade de si?
13.E- Tem às vezes a sensação de que fala do seu filho às suas amigas de uma maneira«apaixonada»?
14.A- Procura que o seu filho realize actividades onde possa gastar energias físicas?
15.C- Fica sempre com medo de que ele não tenha comido o suficiente?
16.D- Coloca-se sistematicamente ao lado dele contra o pai?
17.D- Tem uma necessidade excessiva de controlar toda a sua vida escolar e as suas amizades?
18.A- Julga que é normal ele não ter interesse pelas suas preocupações pessoais?
19.D-Tem dificuldade em aceitar que ele goste de ir para casa dos avós?
20.D- Acha ridículo ele recusar-se a abraça-la?
21.D- Parece-lhe muitas vezes que ele podia fazer melhor?
22.B- Tem a sensação, desde que ele nasceu, de não conseguir sentir o que ele sente?
23.C- Receia sempre que ele se deixe dominar pelos colegas de escola?
24.E- Sente-se logo com outra disposição quando o seu filho recebe um elogio ou uma boa nota?
25.B- Sente-se pouco à vontade com o seu filho por ser rapaz?
1.B- Teria preferido uma menina ou um menino?
2.A- Aceita que o seu filho nem sempre responda às suas perguntas?
3-E- Sente-se a mais feliz das mães quando ele se aninha nos seus braços?
4.C-Sente-se obrigada a acordá-lo todas as manhãs apesar de ele ter despertador no quarto?
5.E- Pensa muitas vezes nele como o rapaz mais bonito do mundo.
6.C- Sente muitas vezes necessidade de lhe dizer: «Tem cuidado!. É muito fácil acontecer um acidente...»?
7.A - aceita que não lhe conte facilmente o que se passa com ele?
8.C- Inquieta-se com o mais pequeno atraso dele?
9.B- Pensa muitas vezes: «Só me sinto bem com bebés»?
10.A- Quando tem uma critica a fazer-lhe, consegue facilmente exprimi-la de maneira clara e directa?
11.E- Fica muito comovida quando lhe dizem que ele é muito bonito?
12.B- Julga que por ter um filho rapaz não tem necessidade de si?
13.E- Tem às vezes a sensação de que fala do seu filho às suas amigas de uma maneira«apaixonada»?
14.A- Procura que o seu filho realize actividades onde possa gastar energias físicas?
15.C- Fica sempre com medo de que ele não tenha comido o suficiente?
16.D- Coloca-se sistematicamente ao lado dele contra o pai?
17.D- Tem uma necessidade excessiva de controlar toda a sua vida escolar e as suas amizades?
18.A- Julga que é normal ele não ter interesse pelas suas preocupações pessoais?
19.D-Tem dificuldade em aceitar que ele goste de ir para casa dos avós?
20.D- Acha ridículo ele recusar-se a abraça-la?
21.D- Parece-lhe muitas vezes que ele podia fazer melhor?
22.B- Tem a sensação, desde que ele nasceu, de não conseguir sentir o que ele sente?
23.C- Receia sempre que ele se deixe dominar pelos colegas de escola?
24.E- Sente-se logo com outra disposição quando o seu filho recebe um elogio ou uma boa nota?
25.B- Sente-se pouco à vontade com o seu filho por ser rapaz?
sexta-feira, 16 de abril de 2010
O meu primeiro "encontro" com o autismo (1)

Há mais de 22 anos, quando começaram as nossas suspeitas, de que o nosso filho tivesse comportamentos autistas, não havia internet, nem literatura disponível em português.
E também no fundo era só uma suspeita dos pais e de uma tia que trabalhava num infantário, que nos alertou para o facto.
Sendo um tema para mim completamente "escuro", só conhecia aquele autismo que mostrava pessoas muito inquietas que se auto-mutilavam, que rejeitavam os contactos físicos até com os progenitores... O meu filho não tinha nada a ver com esse quadro que me assustava. E se a pediatra até dizia que os comportamentos atípicos eram do mimo, era para descansar...
Tinha apenas uma enciclopédia um guia médico, onde procurei pela primeira o que era o autismo e esta descrição , já me ficava próximo do quadro que eu vivia, é apenas uma página , havia uma descrição que para mim não fazia sentido, como continua a não fazer hoje em dia a teoria de Kanner, e muni me de todas as armas para o contrariar. De falta de afecto o meu filho nunca haveria de padecer, e tornei isso no meu "cavalo de batalha", até me tornando chata, mas ele havia de se habituar a todos os meus afagos...
Mesmo com mais de 20 anos ainda continua actual, podendo ter mudado alguns termos:
Transcrição
O autismo é uma doença da infância caracterizada por uma manifesta escassez de relações com as restantes pessoas. Seus sintomas evidenciam-se entre os 2 e os 5 anos- de idade em que as crianças normais começam a desenvolver plenamente a sua conduta social-, mas com frequência os pais já tem notado algo estranho antes. As crianças afectadas por esta perturbação costumam ser bebés excessivamente bons. que quase nunca choram nem estão nervosos, e que podem ficar no berço durante muito tempo. Na presença dos pais mostram-se distraídos e não costumam reagir às demonstrações de afecto.
As crianças autistas sempre apresentam perturbações mais ou menos graves de linguagem. Por vezes esta não se desenvolve de modo algum, outras vezes a criança começa a falar, mas ao chegar aos 2 anos o seu progresso fica retido. Uma perturbação típica de autismo é a repetição mecânica de palavras ou frases pronunciadas por outra pessoa. Mesmo quando a linguagem evolui relativamente bem, fica afectada, tem algumas excentrecidades na sintaxe e é monótona.
Outra caracteristica das crianças é o seu grande interesse pelos objectos inanimados. Mostram também um grande desejo de mantêr constante seu meio ambiente, qualquer mudança, quer no trajecto seguido durante o passeio diário, quer na colocação de objectos em casa, provoca-lhes uma ansiedade extrema. Este aspecto do seu comportamento limita-lhes em grande medida as actividades, visto que possuem apenas um conjunto reduzido de comportamentos rituais que vão repetindo incansavelmente.
Actualmente ainda se desconhecem as causas do autismo. Os primeiros investigadores julgaram que se produzisse por falta de afecto maternal, mas ultimamente supõe-se que pelo menos na maior parte dos casos, tem uma base orgânica, de tipo genético. Uma prova disso é o facto de em cada quatro autistas três serem rapazes. Não se conhecendo a causa concreta do autismo, não existe um tratamento específico, para esta doença, mas comprovou-se que as crianças autistas melhoram quando se lhes proporciona uma educação especial. O prognóstico é muito favorável nas crianças que aos cinco anos de idade sejam capazes de se comunicar com os outros por meio da linguagem.
Nota: Este guia tem cerca de 25 anos é daquelas colecções da Salvat Editora do Brasil. Curiosamente são livros a que o meu "Aspie" recorre muitas vezes.
Mal sabe ele que a mãe começou a investigação por aqui, e muitos destas linhas encaixavam na perfeição... Têm ainda algumas perguntas e respostas que colocarei em jeito de comentários, em apenas uma página.
Inclusive esta imagem que vão ver faz parte do livro.
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voltando ao passdo
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Mal- Entendidos
É o titulo sugestivo da na nova obra do Drº. Nuno Lobo Antunes, consegui escutar um pouco da entrevista dada no programa da manhã Praça da Alegria.
O livro tanto quanto me foi dado ouvir aborda as situações de crianças com determinados padrões de desenvolvimento e consequente comportamento que vão da hiperactividade, perturbações de sono , dislexia, síndrome de Asperger...
Há que haver um boa analise da problemática destas crianças.
Diagnósticos o mais precisos possível, intervenção o mais precoce e coerente possível, grande interacção entre todos os meios envolvidos, para que não haja perdas para a criança.
Pais, profissionais de saúde, e educação em comunhão... E uma maior intervenção da sociedade civil, e estado para uma verdadeira integração destas pessoas, poderia desmistificar alguns "mal entendidos"
Esta é para já a minha opinião, apenas baseada no título, que acho muitíssimo bem conseguido, pelo menos em relação à Síndrome de Asperger estou completamente de acordo que são pessoas " mal entendidas", por quem não lhes dá oportunidades e não lhes permite ir mais longe...
Mãe Mina
Excerto da obra, pelo autor
«Para compreender uma criança temos de voltar ao país das memórias, reviver o que ficou para trás, habitar de novo medos de que nos esquecemos. Olhar com olhos de espanto, chamar filha a uma boneca, e replicar o milagre da criação dando-lhe voz. Para a compreender temos de voltar a pele do avesso, reduzir a dimensão do corpo na medida inversa em que cresce o sentimento. Cada criança é uma história por contar. Por vezes o Capuchinho Vermelho perde-se no bosque e não há beijo que resgate a Bela Adormecida.
Para muitas crianças a sua história pode não terminar bem, e não viverem felizes para sempre. Este livro destina-se a essas crianças e a quem delas cuida: Pais, Professores, Psicólogos ou Médicos, que querem que todas as histórias tenham um final feliz, e não deixam o Espelho Mágico dizer a nenhuma criança que há alguém mais belo do que ela.
Devem existir em Portugal cerca de 100.000 crianças com perturbações de desenvolvimento.»
Nuno Lobo Antunes, In Introdução
« Hoje mesmo, dia em que termino o meu livro, alguém começa uma história: as minhas filhas conheceram os professores e a Escola que as vai acolher. Sentados em cadeiras pequeninas, a minha mulher e eu sentíamos a insegurança de quem confia a outros o que tem de mais importante. »
Esta informação foi recolhida aqui
O livro tanto quanto me foi dado ouvir aborda as situações de crianças com determinados padrões de desenvolvimento e consequente comportamento que vão da hiperactividade, perturbações de sono , dislexia, síndrome de Asperger...
Há que haver um boa analise da problemática destas crianças.
Diagnósticos o mais precisos possível, intervenção o mais precoce e coerente possível, grande interacção entre todos os meios envolvidos, para que não haja perdas para a criança.
Pais, profissionais de saúde, e educação em comunhão... E uma maior intervenção da sociedade civil, e estado para uma verdadeira integração destas pessoas, poderia desmistificar alguns "mal entendidos"
Esta é para já a minha opinião, apenas baseada no título, que acho muitíssimo bem conseguido, pelo menos em relação à Síndrome de Asperger estou completamente de acordo que são pessoas " mal entendidas", por quem não lhes dá oportunidades e não lhes permite ir mais longe...
Mãe Mina
Excerto da obra, pelo autor
«Para compreender uma criança temos de voltar ao país das memórias, reviver o que ficou para trás, habitar de novo medos de que nos esquecemos. Olhar com olhos de espanto, chamar filha a uma boneca, e replicar o milagre da criação dando-lhe voz. Para a compreender temos de voltar a pele do avesso, reduzir a dimensão do corpo na medida inversa em que cresce o sentimento. Cada criança é uma história por contar. Por vezes o Capuchinho Vermelho perde-se no bosque e não há beijo que resgate a Bela Adormecida.
Para muitas crianças a sua história pode não terminar bem, e não viverem felizes para sempre. Este livro destina-se a essas crianças e a quem delas cuida: Pais, Professores, Psicólogos ou Médicos, que querem que todas as histórias tenham um final feliz, e não deixam o Espelho Mágico dizer a nenhuma criança que há alguém mais belo do que ela.
Devem existir em Portugal cerca de 100.000 crianças com perturbações de desenvolvimento.»
Nuno Lobo Antunes, In Introdução
« Hoje mesmo, dia em que termino o meu livro, alguém começa uma história: as minhas filhas conheceram os professores e a Escola que as vai acolher. Sentados em cadeiras pequeninas, a minha mulher e eu sentíamos a insegurança de quem confia a outros o que tem de mais importante. »
Esta informação foi recolhida aqui
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