Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Nesta Lisboa que eu amo...



Pelas ruas da minha cidade, apanhando alguma luz na escuridão...

Como sempre, com o meu acompanhante e orientador Bruno, que me explica todas as hipóteses que tenho na linhas de metro, em que estações tenho de mudar, confio plenamente nas indicações dele...
Fizemos uma viagem tranquila.
Apesar de ter havido um senão, e tive que usar o meu código de distracção.
Numa situação, na estação do metro, onde nós aguardavamos a sua chegada, do outro lado da linha, estava um grupo de jovens, que me pareceram perigosos, aos gritos e armados com facas, estive sempre na tentativa de não prestar atenção ao grupo, aliás tentei afastar-me do ângulo deles, e o Bruno sempre a olhar e a dizer que eles até atravessaram a linha, jovens insconscientes.
Nestas situações recorro ao meu código de distracção kkk, que é tentar focaliza-lo noutra coisa, só que numa estação de metro só encontrei os placards que que fui pedindo que me lesse kkk

domingo, 4 de outubro de 2009

Raízes...


Sinto paz nestas paisagens bucólicas, perdidas na imensidão ...
Naquela natureza de novo selvagem, embora sem a formosura de outrora...
Aqui, nestes lugares mágicos, recordo a minha infância, o cheiro da terra molhada, o chilrear dos passarinhos, as águas a rolarem pelas ribeiras, o verde da vegetação, os frutos que ia "penicando" aqui e ali...
As pessoas, todas se cumprimentavam, eram todos primos e primas, as casas de xisto com os fumeiros, os animais que passeavam no campo, de ir levar as cabras e as ovelhas para o pasto, de dar milho ás galinhas e chamar-lhes pita, pita, pitinha!...
De andar com pés descalços, a regar as leiras de milho, que bem me sabia aquele contacto...
Viajar na carroça do burro, eram umas férias magníficas.
E o presunto , os queijos e os enchidos,da tia Augusta, que estavam na adega há espera dos veraneantes...
Isto era vida, era sentir, os lugares recônditos, caminhávamos a pé, e respirávamos a plenos pulmões.
São memórias vivas, que guardo nos meus recantos...
Não posso estraga-las com o abandono a que a maioria das aldeias foi vetada, há muitas mais acessibilidades e foram criadas algumas infra-estruturas que ainda assim não "agarraram" as pessoas ao interior...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Viagem à Madeira



Aqui, ficam mais uma vez os registos fotográficos da ilha, numa escolha difícil, onde o verde abunda e nas rochas nasce água que brota pelas encostas, acompanhem com a escolha musical do Bruno, que ele associou à beleza da ilha...
Mãe Mina

Na sexta-feira encontrámonos com a Noris e o M. no Fórum Madeira.
E depois fomos ao Centro da Cidade do Funchal e mostrei o jardim onde fizeram o discurso daquilo que gostaram, o restaurante onde jantavam e o Centro Comercial Dolce Vita.
No sábado mostrei a Pousada da Juventude onde dormi e fomos de autocarro até ao Monte onde vimos uma multidão a andar nos famosos carrinhos de cesto do Monte e depois regressámos ao Funchal de teleférico.
No domingo demos umas voltas pela cidade de autocarro fomos à Praia Formosa e ao Pico de Barcelos.
Na segunda-feira alugámos um carro e vimos o Cabo Girão. Fomos à praia da Calheta não tivemos tempo para tomar banho porque o parque de estacionamento é a pagar. Depois fomos ao Miradouro da Ponta do Pargo. Depois de passarmos a ponta do Pargo o tempo mudou e fez nevoeiro e choveu um pouco e não deu para tomarmos banho nas piscinas naturais de Porto Moniz depois subimos o Paúl da Serra e disseram-me que era o único local plano que há lá na Madeira e era para ser lá o aeroporto da Madeira. E disseram-me que o aeroporto da Madeira não foi construido no Paúl da Serra por causa do nevoeiro. E foi por causa do nevoeiro que não se conseguiu ver nada no Paúl da Serra a não ser as vacas junto à estrada. Voltámos ao pé de Porto Moniz onde vimos o véu da Noiva até Santana ainda vimos mais duas cascatas. Em Santana a mãe tirou fotografias às casas tipicas da região, Depois páramos na praia em Machico que juntamente com Calheta são as duas praias na ilha da Madeira com areia. Depois regressámos ao hotel.
Na terça-feira fomos à Eira do Serrado onde se vê o Curral das Freiras que também fomos lá. Voltámos para trás e fomos até ao Pico do Areeiro, um dos pontos mais altos da ilha da Madeira. Aí é um espectáculo as nuvens andam por baixo de nós. Depois fizemos um piquenique. Depois do piquenique fomos à Camacha e à ponta do Garajau onde está lá um Cristo-Rei. Depois fomos à Ponta de São Lourenço, o ponto mais oriental da ilha da Madeira. Depois o pai pôs gasolina e devolveu o carro.
Na quarta-feira fomos de barco até Porto Santo e ficámos na praia. Estivemos na esplanada num restaurante para ser atendidos e ninguém nos servia o almoço. Nesse restaurante vimos uma mulher a fazer de estátua e quem quisesse tirar uma fotografia tinha de pagar.
Na quinta-feira as coisas correram-nos mal:
Depois do check-out no hotel.
Primeiro fui eu que me esqueci das sandes do almoço no autocarro. Eu pensava que a saída do autocarro não era naquela paragem mas sim um pouco mais à frente o que me pôs em stress. A seguir fomos andar nos carrinhos de cestos do monte tivémos de pagar 50 euros para andarmos todos.
A minha mãe depois de andar nos carrinhos de cestos no monte ficou arrependida. Porque queria apanhar autocarros do Giro no Livramento e não havia e mesmo que houvesse havia poucos e poderiamos ter de esperar mais de meia hora para apanharmos o giro. A minha mãe procurou jardins onde pudessemos fazer o piquenique. Descemos, descemos, descemos até chegarmos ao centro da cidade do Funchal já estavamos muito cansados e apanhámos o autocarro e saímos no jardim onde um senhor me tinha ameaçado matar. Comemos lá o meu pai teve de comprar sandes no Dolce Vita. Depois a minha mãe sujou as calças e eu fiquei a rir e a minhã mãe ameaçou-me com a garrafa de água. Aquele jardim para mim é o jardim das ameaças porque sempre que eu vou a esse jardim sou sempre ameaçado. Depois também o pai entornou a bebida e sujou-se .. E a minha mãe também me viu sujo na paragem do autocarro para o hotel. Só faltava a minha irmã também estar suja para nos termos sujado todos. Depois fomos para o hotel à espera que alguém nos levasse para o aeroporto. Para casa o avião não tinha videos como quando fomos para lá.
O meu pai só queria andar de avião para experimentar e não gostou porque tem de se estar no aeroporto duas horas antes da partida para se fazer o check-in e o meu pai achou aquilo uma seca porque depois do check-in tem de se esperar para entrar no avião. E também porque depois de se sair do avião tem de se esperar muito tempo pela bagagem.
O tio V. Levou-nos até ao aeroporto e buscou-nos.
Deixámos o nosso carro na casa dele e foi ele que nos levou ao aeroporto.
No dia da chegada ainda estivémos na casa do tio V.
Chegámos a casa à meia-noite.
Fim da viagem.

Bruno V.

domingo, 23 de agosto de 2009

Passeando por Évora



As férias ainda não chegaram, e este ano são curtas...
Principalmente para o pai, só chegam em Setembro está quase, rssss
E como, por aqui funciona o clã, estamos à espera para o "obrigar" lool
Se o pai estivesse a ler isto diria:" se é mentira vai já outra" xD
Enquanto não chegam vamos aproveitando as folgas, para umas escapadinhas, pelo nosso país...
O pai vai sempre assim, um pouco a" toque de caixa", que ainda é mais "toquinhas" que o filho.
Mãe e filho, tanto insistem que ele não têm alternativa, para não nos ouvir...
Têm mesmo de ir, connosco "curtir"...

Embora se acredite que a primitiva ocupação do sítio da atual Évora remonte à pré-história, o seu povoamento alcançou expressão à época da Invasão romana da Península Ibérica, quando ali existiu um oppidum denominado Ebora Cerealis
Informação retirada da Wikipédia

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ao encontro das tradições...



Ruma-mos para a sul, sob um calor intenso, por terras Alentejanas, até á Vila do Redondo, outrora para nós desconhecida, pequena mas acolhedora a 30 e poucos kms da cidade histórica e patrimonial de Évora, fomos de propósito para ver este evento, das ruas Floridas, que já constava da nossa agenda....
Cada rua tipicamente Alentejana, de casas caiadas de branco, com matiz azul.
Palmilha-mos as várias ruas, cada uma obedecendo a um tema específico de decoração florida, como que a querer contar-nos uma história desde os dinossauros, passando por África, histórias de encantar do Obélix ,a típica corrida á portuguesa ,etc
Ficam aqui algumas imagens, para ilustrar...

Leia aqui mais sobre esta tradição:

terça-feira, 21 de julho de 2009

No Mercado Medieval



Estivemos ontem no mercado medieval de Óbidos...
Com todos os sentidos alerta, podemos degustar o porco no espeto, beber a bela da ginga em copo de chocolate e saborear a doçaria conventual.
Tudo isto numa vila histórica, onde são recriados os factos e feitos da época...
Foi uma noite mágica na companhia das amigas e claro do meu grande acompanhante, o meu filho que parte comigo para todas
estas aventuras...
Ah!... Não se esqueçam de acompanhar com a música da época.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O prazer de desfrutar



Uma tarde bem passada, pelas majestosas e imponentes, estátuas, na frondosa vegetação, e um belo lago, para a vista arregalar...
A sumptuosa mansão antiga, ali mesmo ao lado de braço dado, numa mistura agradável do típico Português com o místico Oriental, integrado na paisagem, envolvente...
Tudo isto num espaço magnífico onde se respira a paz do Oriente, embrulhado num espaço verde, com as vinhas ali mesmo a espreitar...

Passeamos pelos "Jardim Buddha Eden", deliciamos os nossos sentidos, numa aura espectacular, em comunhão com a natureza...

Foi um espaço muito agradável de visitar, havemos de lá voltar...
Espero que os visitantes o consigam admirar, sem danificar...
E ao proprietário, um bem haja, por nos deixar deleitar...
Concretizou o seu sonho... Que com os outros permite partilhar...

sábado, 27 de junho de 2009

"Que Futuro?"



Fomos assistir a uma tertúlia, cujo tema foi a "Ciência Aberta", que abordou o desenvolvimento sustentável, as alterações climáticas e consequentes efeitos no planeta...
Foram analisadas as energias não renováveis (petróleo , gás natural, urânio ...) que ocupam uma enorme "fatia" no nosso consumo , e referidos os efeitos na atmosfera, a poluição...
As energias renováveis,(solar, eólica,hídrica...) que ocupam um curta parcela de produção, nas quais os países devem investir grandemente .
Foram mais de duas horas de explicação e debate, numa amostragem de gráficos, tabelas, fotos, e as próprias definições eram também numéricas (em parte).
No final compramos o livro, este é um tema de grande interesse para o Bruno. Contrariamente ao que nós pensávamos este livro não tem nenhuma imagem, foto ou gráfico, tem apenas a foto da capa e no seu interior a do autor.
Ohohohoh!... Pois claro o Bruno ficou desanimado, ao olhar para as mais de 500 páginas só de leitura, que ele pôs logo de lado, pois cansa qualquer um:)))
Não deixa de ser um livro muito actual, que irei ler e aprender, será eventualmente muito técnico-científico, de difícil leitura para o meu Asperger, que mesmo na área climática os números, gráficos e tabelas é que o satisfazem as palavras só para fazer ligação (de preferência poucas).
Vivemos cada vez mais num desenvolvimento insustentável, onde aumentam as diferenças entre países desenvolvidos e países em vias de desenvolvimento, alías esse fosso já é abismal.(foi também tema de debate)
Temos de parar para pensar e essencialmente agir e moderar o nosso consumismo.
E educar os nossos filhos nesse sentido, não podemos continuar a pensar se outro polui contamina, porque hei-de preocupar-me... Não se pode mesmo continuar a comprometer o planeta, que tem sido devastado nas últimas décadas...
Não é uma tarefa fácil, alterar hábitos, mas é urgentíssimo...
Foi um debate muito interessante , mas onde algumas questões não foram levantadas, principalmente no que se refere a proliferação desmesurada das novas tecnologias de comunicação e informação e o uso dos descartáveis...
É mesmo um "pau de dois bicos", esta qualidade de vida!...
Vamos ter avanços na medicina!.... Mas também muitos casos de cancro e doenças respiratórias...
É um tema apaixonante, mas muito preocupante.

Noutros eventos aqui

quarta-feira, 10 de junho de 2009

De regresso



Super-contente, com a felicidade estampada no rosto...
Nem sei onde encontrou tantos adjectivos e adequados aos sentimentos...
Estou deslumbrado, encantado, fascinado com aquela ilha maravilhosa, adorei a oportunidade que me deram – são algumas das muitas frases dele.
Regressou com uma vontade enorme de "despejar" a beleza da ilha para cima de nós.
Até parece que "cresceu", está com um discurso muito mais fluente e com tantas coisas para contar...

A mãe também de o ver tão eufórico, tão feliz, derreteu o coração...
Mãe lamechas não pára de se emocionar...
Fiquei tão feliz de o ver assim, que nunca poderia ficar triste de o ver partir...
P'ro ano prometo que me vou controlar :)
Agradeço às técnicas que os acompanharam, que vinham estafadas, mas também elas felizes, com a alegria de o dever cumprido.
E a todos que de uma forma generosa permitem estes momentos de felicidade, a estes homens e mulheres, que de outra forma não desfrutariam desta magnitude.
Todos eles nos agradecem com os olhares ternos, e com a meiguice, e ficam eternamente gratos a quem os presenteia, com estes momentos mágicos.

Mais palavras para quê ficam aqui as imagens da tal ilha maravilhosa
Num slide show feito pelo Bruno,que foi dificil seleccionar, tentamos deixar um
pouquinho de toda a ilha

domingo, 3 de maio de 2009

Presente do Dia da Mãe




Para a minha mãe, neste dia tão especial resolvi dar-lhe um presente e este presente especial foi uma maravilha como as imagens mostram.
Espectaculares, não são?

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Sugestões para o dia da mãe




Estas fotos representam trabalhos executados na sua maioria pelos formandos do CAO,
que entre muitas actividades ocupam também o tempo nestas tarefas de colagens, ceramica, cestaria, jardinagem, fazendo verdadeiros trabalhos artísticos.

Estes trabalhos, entre muitos outros que aqui não consegui colocar, estão a venda no Centro de Educação Especial aqui e tambem numa lojinha do Centro Comercial na rua das Montras, que fica no centro da cidade.

São pequenas lembranças com valores muito baixos e que pode ajudar e mimar a sua mãe com uma prenda diferente.