Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Pedrogão Grande , vestido de negro


Depois da tragédia, renascer das cinzas
É com profunda consternação e dor, com sentido pesar, pelas famílias enlutadas, que apenas imagino a dor inapagável que estão a sentir neste momento.
Aqueles que perderam os bens materiais desculpem o meu egoísmo, mas a VIDA é o bem mais valioso e essa não se recupera, tudo resto renasce das cinzas.
Aproveitem a vida e deixem a mesquinhez do que não vale a pena, a vida perdesse a qualquer momento, e o que levamos no momento da partida são as memórias dos afectos, pelo menos para mim são.
E só estou a escrever agora e não o fiz mais cedo, apesar de estar a seguir nos média o trágico desenrolar deste caminho negro em que aquelas localidades se transformaram num autentico inferno terrestre, mais uma vez reforço as minhas condolências às famílias das vitimas que não conheço. somos todos irmãos.
Tocaram nas raízes do meu coração, Pedrogão Grande a terra dos meus pais, as recordações dos carreirinhos verdes, das fontes que brotavam água, das ribeiras onde lavavam a roupa, da frescura das adegas, dos animais que podia levar ao pasto, das pessoas que partilham o duro trabalho do campo e de levarem o farnel, de andar de pés descalços a regar o milho, de arrear a burra para tirar água do poço, das escamisadas *, um rol de memórias que valem milhões e fazem de mim a pessoa que sou, que dá prioridade a este sentir de SER humano, talvez "lamechas", mas estes são alguns dos tesouros que nenhum incêndio apagará ( a não ser quando me falhar a memória) a tal "lamechice" que se chama Amor, guardo até hoje os valores e o amor ao próximo a dádiva dos meus tios Augusta e Zé António.
Muita força a Todos/as , e que este inimigo dê tréguas ás populações , e aos soldados da paz um bem haja.
Felizmente, neste dia a situação do fogo , está muito mais controlada.
Desculpem o desabafo, não consegui ficar indiferente , ao sucedido.
Quero deixar  uma mensagem de esperança , depois da tragédia irá florescer.
Aos que enfrentam a dor da perda, que encontrem força na memória dos afectos.


Mãe Mina
*-Tirar a "camisa" do milho

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Dor de Dentes



Transcrição integral:

Se amanhá ao acordar, pelos menos, eu não sentir no dente, as dores insuportáveis que não me deixam dormir, eu já durmo mais descansado.
É, que eu, estou tão bem a dormir, e acordo sempre com dores de dentes, quase insuportáveis.
Só quando as dores diminuírem, e os dentes já me doerem menos, é que eu durmo mais descansado.
Eu acorde,i e depois ainda tentei adormecer, outra vez, mas as dores de dentes não me deixaram dormir.
é que de manhã bem cedo, os dentes doíam-me tanto, ou mais do que antes de ir ao dentista.
 E, eu, fico preocupado que a dor se mantenha, ou piore.
Espero bem que seja por pouco tempo, que as dores se mantenham.
Espero bem que depois de tomar algum benuron, as dores ás 6 horas da manhã não voltem.
Agora, eu vou tentar, ter pensamento positivo, e pensar, que eu vou lavar muito bem os dentes e assim as dores não voltem.
E se as dores se mantiverem, não devia ter ido ao dentista.
Se amanhã ás 8 horas da manhã os dentes não me doerem tanto, eu já deixo de ralhar com Deus.
Uma médica disse que se calhar o dente precisa ser desvitalizado, e se for desvitalizado, eu já fico mais contente, porque depois o dente deixa de me doer,
As dores normalmente duram-me entre uma, a duas semanas, e só depois é que não voltam.
Se o dente amanhã melhorar, nem que seja só um bocadinho, eu já fico muito contente.
Mesmo quando não dói, eu penso, que é por pouco tempo, doze horas depois os dentes, já me doem bastante outra vez, tanto como me doíam antes.
Se amanhã de manhã, eu não digo, se não me doer, mas se os dentes, doerem  menos, já não vou ralhar com Deus.Mas sim, digo-lhe MUITO OBRIGADO.

Texto do Bruno V.  26-06-2014

Na mesma sequência, da mesma dor


"Outra vez"



Qualquer, mau estar implica, desestabilizar...
As dores, são sempre insuportáveis, para quem as sente, ás vezes até para quem está de fora, e não pode controlar.
O difícil, é avaliar a dor física no outro, até onde vai pieguice, e dor efectiva.
Quem já  teve dor de dentes,  sabe que são dificíes de suportar.
Mas se a juntar, a isso houver "um miar" constante, mesmo nas alturas, em que não dói, mas se prevê, que vá doer, ficamos cansados de ouvir ( ninguém é de ferro).
Tentamos remediar as dores com a medicação disponível para o efeito, durante esse período, não dói, mas quando passa o efeito do medicamento, volta a dor, nada como sofrer por antecipação.
Pessoa informada, quer saber tudo, não sendo no computador, vai ao guia médico, e de uns, passa para os outros, e eram  pelo menos 5 livros abertos, tudo relacionado com problemas dentários, à procura do seu auto diagnóstico.
Insistentemente, me pede para ver o que tem no dente.
-E eu sei lá, não sou dentista.
Insistentemente, vê aqui, é este, e anda sempre lá com dedo, e mexe, remexe.
As queixas começaram segunda feira, e começou com anti-inflamatório, que foi aliviando a dor, durante o período do seu efeito.
Ontem, quarta feira, já cansada de ouvir a "ladainha", fomos ao dentista.
Gentilmente, foi logo atendido.
Uma carie, que foi  recentemente tratada, a massa estava a sair, foi recolocada , uma massa provisória, pode ter atingido o nervo o tratamento da cárie, fazer o teste durante uma semana, para ver o estado , na próxima semana... Até lá temos , " música da dor" que não passa...

Temo, que na idade, mais madura, quando aparecerem, aquelas dores insistentes e persistentes, como irá sobreviver!?
E quem irá, suportar estas "ladainhas"!?