Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Uma Questão de Fé



A fé é sempre muito discutível, e independentemente daquilo em que acreditamos, a fé ou esperança é  o que nos move.
Fé e religião podem estar inter-ligadas mas não obrigatoriamente pode ter-se fé sem professar nenhuma religião.
No entanto sendo nós um país com tradições católicas, acaba por fazer parte da nossa educação e formação (ainda sou do tempo que a disciplina religião e moral , era obrigatória).
Confesso  que durante alguns anos, andei dividida, provavelmente ainda ando , não terei eu a fé suficiente !?
Ainda assim agarramos a ela, e em horas de aflição, fazemos coisas que jamais pensaríamos fazer, promessas, algumas implicam sacrifício e muitas vezes dor, mas a dor que sentimos na aflição é bem maior.
Por um filho daríamos a vida e também por eles fazemos este percurso de peregrino, mas somos nós que promete-mos, e assim somos levados por essa força da fé.
Levar  por  "arrasto", alguém que não têm fé em nada, será justo!?
Se esse alguém for tão resiliente e persistente que acaba por ser ele a nos dar força !?


Nota-esta publicação têm alguns anos guardada nos rascunhos, foram momentos dolorosos de mãe que não consegue "sobreviver" à dor de um filho/a e encontrou este ponto de fuga na fé para atenuar a sua própria dor, levando consigo o seu sempre fiel companheiro de todas as horas nesta longa e dolorosa caminhada que a dois conseguimos, por duas vezes chegar ao fim...


segunda-feira, 8 de abril de 2019

De volta à ilha da Madeira



Para quem têm filhos, no espectro do Autismo, reconhecerá  que não são fáceis as alterações de rotina e de ambientes.
Nós por cá, fazemos os planos de férias com muita antecedência.
Tudo é orientado ao pormenor, a marcação dos dias, a maior dificuldade  reside nas dormidas a escolha desse local têm de ter algumas variáveis importantes a maior delas a privacidade.
Desta vez corremos um risco calculado ( meio a apalpar terreno) não podíamos despender muito dinheiro na estadia, com conhecimento do Bruno e escolha inicial dele, resolvemos reservar um quarto, numa casa onde também residiam os nossos anfitriões.
Fiz todo um estudo prévio, do perfil das pessoas que nos iriam receber e inspirou-me confiança.
Se tive dúvidas!? Algumas , para não dizer bastantes, ir para casa de uma família que não conhecemos com um adulto, que é bastante comunicativo e sociável , mas que efectivamente não faz de forma nada padronizada, pode fazer das respostas perguntas que ninguém entende ( como se as pessoas tivessem poder de adivinhar).
Não têm as normas de etiquetas formais, é tu cá, tu lá, como se fossem amigos de longa data.
Esta forma diferente, não o impede de gostar, e gosta de gostar, e se do outro lado tiver-mos a empatia, temos a sintonia perfeita.
Enquanto mãe gostei deste gostar de estar ,desta compreensão e inter-acção, à pessoas que têm este poder de nos tocar, foi o caso desta família que nos acolheu no seu seio familiar  com muito carinho,  do qual  trouxemos um pedacinho mais de Amor da ilha.
Grata a esta família, que nos permitiu mais uma experiência, que sem experimentar nunca iríamos calcular o resultado de uma forma diferente de viajar.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

"Os estudos"



Porque razão as estações do ano começam cada vez mais cedo?
Muita gente pensa que um ano bissexto é sempre de quatro em quatro anos. No entanto em 1582 houve uma mudança no nosso calendário e tudo mudou. Se até aí eram bissextos sempre de quatro em quatro anos com a mudança os anos seculares acabados em 00 que não sejam múltiplos de 400 deixaram de ser anos bissextos isto porque a terra não demora exactamente 365 dias e 6 horas para dar uma volta completa em torno do sol mas sim 365 dias 5 horas 48 minutos e 46 segundos o que faz que com o passar dos anos as estações do ano comecem cada vez mais cedo.

Texto integral de : Bruno Viana

O que povoa o cérebro deste meu filho, que se foca neste e noutros pormenores, aos quais a maioria  de nós é alheio.
Mãe Mina


Novo Ano



Os anos passaram, e actualização deste blogue  têm sido cada vez mais rara..
A vida continua a rolar da mesma forma, mas sem  estar rede.
Vou tentar que  em 2019, seja o ano de reactivação desta plataforma, cheia de vida, carregada de nós e de afectos...
Conto convosco, neste cantinho.
Sempre bem recebidos no nosso coração.
Apesar de  estar mos em  Fevereiro, um mês já tenha voado, que os restantes, sejam de plenitude...
Um grande abraço e beijinhos aos que por aqui passarem, mesmo que em silêncio.
Obrigada
Mãe Mina