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quarta-feira, 30 de outubro de 2013
"Apanhados"
No dia da manifestação convocada, pelos D "Eficientes indignados" e por outros movimentos cívicos e políticos.
Também nos juntamos à manifestação, nenhum de nós, alguma vez tinha participado numa manifestação,e a meio do percurso, que foi a altura em chegamos, entramos no cortejo, não levava mos cartazes, nem tínhamos palavras de ordem ensaiadas.
O grupo era grande, e havia muita comunicação social, por ali, fotógrafos jornalistas etc,
Achei melhor sair mos do grupo, alargamos o passo, para ir-mos ocupar lugar, junto à Assembleia, a minha intenção era assistir mos, e estar solidária com quem protestava.
Para o Bruno, a noção de multidão é uma festa, e lá íamos nós de mão dada, e sem saber como!!!
Aparece nos um jornalista, a fazer uma pergunta ao Bruno, oiço, a dizer vamos aqui ouvir um jovem mas nunca imaginei, que era para ele .
-O que que traz , aqui a manifestar-se? (pergunta o jornalista)
O meu coração tremeu, como sempre em todas as situações, lá tenho que me socorrer do rótulo.
-Ele, é , Autista, que nem que ocorre ele têm autismo, por que ele, não é autista, ele , têm Autismo.
-E não sabe responder a essa pergunta.
E não tenho mais tempo, para explicações, que tenho agora o microfone apontado a mim (fico numa espécie de anestesia), sem saber o que dizer, se para mim é difícil, lidar com estes imprevistos.
Para uma pessoa no espectro do autismo (neste caso ele), ficaria muito tempo para dar uma resposta, que poderia, nem ser à pergunta, impossível saber o que pode sair de uma pessoa sem filtros (não posso arriscar), porque o que menos quero, é que faça figuras ridículas, e fique exposto, tenho que o proteger.
Por muito, que eu ,saiba, que ele sabe, e que defendo, que ele tem de participar, mas não pode ser assim, de improviso, tudo tem que ser calculado.
Talvez seja demasiado protetora, mas não posso permitir que fique marcado de "emplastro".
Com a apetência, e vontade, que tem de ser famoso, lá deve ter atraído as camaras.
E neste caso, deixou a mãe num beco, sem saída...
Tentei, depois do primeiro choque, responder com aquilo, que sinto (sendo porta voz, de nós próprios) .
Falando nos cortes, que atingem as pessoas com Necessidades Especiais...
A seguir, sentei-me no tal muro, a refazer do choque inicial.
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