Mostrar mensagens com a etiqueta férias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta férias. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 21 de outubro de 2014
"Cabeçinha de vento"
Quem lida, com pessoas portadoras desta síndrome (autismo/asperger), sabe que elas, têm uma sobrecarga informativa.
E que ás vezes uma coisa simples, eles complicam.
O seu estado de alerta para o mundo, pode estar noutro foco.
E um simples ir buscar uma mochila,(que reconhecidamente, ele sabe ser nossa), mas está dentro de um cesto diferente, que ele não reconhece.
Às vezes parece que não ouvem, mas estão atentos a tudo o que se passa ao redor ( desengane-se quem pense o contrário, e que fale, como se eles não ouvissem)
O bom do meu rapaz, peço-lhe para ir buscar a nossa mochila, depois do banho, enquanto me limpo.
Os seus ouvidos tinham escutado, uma cena minutos antes, de uns cestos, que o segurança achou, que um casal havia deixado, e chamou-os atenção, que casal saísse e deixa-se os cestos ( até nem eram do casal).
Perdido nestes pensamentos, não reconheceu a nossa mochila, dentro do cesto verde...
Como , não sabe resolver de outra forma, entra em agitação e grita :
-Segurança- Roubaram os nossos sacos ;)
Quando eles estavam lá.
Ele, é que ainda estava no assunto anterior...
Valha-nos a mão da nossa amiga Né, que lá vai buscar a nossa mochila :)
Mas , para que culpas, não fiquem só com a cabecinha de vento, do rapaz.
A mãe nesse dia, não se ficou atrás, e colocou o telemóvel, no saco de outro veraneante (cabecinha de alho chocho)...
Vá lá, que à gente séria e deixaram na recepção...
Obrigado
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
De regresso
As férias, acabaram...
Foram dias intensos, na ilha das mil cores...
Muito ficou por ver, mas muito foi visto, em percursos pedestres, de transportes públicos, e de carro, foram alguns kms percorridos.
Enriquecidos, com as paisagens deslumbrantes, cheios com as emoções ao rubro, pelas pessoas com quem partilhamos estes dias, e nos mostraram a beleza do coração...
Momentos de partilha, cumplicidade, risadas, um sem fim de recordações, que ficam na nossa memória para sempre...
Mas quando falamos desta síndrome, falamos da coerência, e do cumprimento, de todas regras.
Factos, são factos, e que mesmo que nos prejudiquem, ele não os deixa passar ( ás vezes, mais valia estar calado) :).
Há nossa frente, a fazer check in, estava um individuo, sozinho com 24 kg de bagagem, a quem a funcionária alertou, senão poderia tirar algumas peças, e levar na bagagem de mão, o senhor abriu a mala, e retirou um casaco, que pesaria uns 200g rsss, e não pagou o excesso (argumentando com a inflexibilidade da companhia).
Chegada a nossa vez, uma das nossas malas tinha mais 2kg ( o que até nos tinham dito, quando embarcamos, que havia essa tolerância) mas a outra mala tinha menos 3kg , compensava uma a outra ainda ficando com saldo, a nossa favor de um kg.
Mas o que para ele contava, era aquela, que tinha excesso , e não se calava em mencionar o facto rsss
Isto, é que é rigidez, no cumprimento das regras :)
Etiquetas:
comportamento social,
férias,
Sindrome de Asperger Preciosismo,
Viagens
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Até breve !
Porque, as perturbações do espectro do autismo, não são exclusivas de uma determinada região, etnia, ou classe social.
Queremos levar o mais longe possível, a compreensão e inclusão, destes indivíduos.
Pode parecer pretensioso!
Mas, é apenas, amor...
E uma vontade férrea, de que estas portas se lhes abram, para o Mundo, onde todos os entendam independentemente de cada particularidade...
Consta desta apresentação :
-Representação por um adulto, com perturbação do espectro do autismo.
-Breves notas, sobre esta perturbação, numa vertente simplificada.
-Apresentação de um power point, com uma fábula personificada por um pintainho autista, da autoria da Ana Paula Antunes com os direitos da APPDA-Setúbal
Nota-obrigado a todos, até ao final do mês ficaremos com acesso limitado à internet.
Não estranhem a não publicação dos vossos comentários, nem as visitas habituais aos vossos.
Beijinhos, até já
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Balanço 2013
Retrospectiva do ano 2013 - 2ª. parte
AGOSTO
Uma viagem , até à ilha das Berlengas... Num dia, onde até os golfinhos, nos presentearam com a sua aparição.
Passeios, e idas à praia na nossa baía de São Martinho do Porto, sempre feitas de triciclo...
JULHO
Em grande atividade física, que se manteve durante todo este ano, com muitos passeios de triciclo.
Esta subida era difícil, nada, que ele não se esforce por conseguir, algumas impensáveis ele superou...
Algumas atividades , eventos, e espetáculos à noite.
Inclusive, caminhadas noturnas que começaram no mês de Agosto...
JUNHO
Caminhar, na serra de Montejunto, sob um intenso nevoeiro.
Mais um ano, marcamos, presença, na feira do livro.
A convite de uma mãe realizamos mais uma sessão numa escola de Vialonga, aqui está o nosso apresentador de serviço, ao Mundo da Lua... ou Talvez não!?
MAIO
As caminhadas, passaram a ter um peso maior , na nossa vida, entre elas algumas solidárias....
Neste mês, fizemos uma visita relâmpago, a Ponte Lima, ver a tradicional vaca das cordas....
Maio, mês das flores, também fizemos alguns passeios por Lisboa.
AGOSTO
Uma viagem , até à ilha das Berlengas... Num dia, onde até os golfinhos, nos presentearam com a sua aparição.
Passeios, e idas à praia na nossa baía de São Martinho do Porto, sempre feitas de triciclo...
JULHO
Em grande atividade física, que se manteve durante todo este ano, com muitos passeios de triciclo.
Esta subida era difícil, nada, que ele não se esforce por conseguir, algumas impensáveis ele superou...
Algumas atividades , eventos, e espetáculos à noite.
Inclusive, caminhadas noturnas que começaram no mês de Agosto...
JUNHO
Caminhar, na serra de Montejunto, sob um intenso nevoeiro.
Mais um ano, marcamos, presença, na feira do livro.
A convite de uma mãe realizamos mais uma sessão numa escola de Vialonga, aqui está o nosso apresentador de serviço, ao Mundo da Lua... ou Talvez não!?
MAIO
As caminhadas, passaram a ter um peso maior , na nossa vida, entre elas algumas solidárias....
Neste mês, fizemos uma visita relâmpago, a Ponte Lima, ver a tradicional vaca das cordas....
Maio, mês das flores, também fizemos alguns passeios por Lisboa.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Escapadinha
As dúvidas e a imprevisibilidade de quando saímos do nosso canto.
Deixam muitos pais intranquilos, sem saber o que fazer...
Muitas vezes opta se por não ir.
E em todos estes anos temos corrido poucos riscos, optando por não sair.
Como se irá comportar, num espaço diferente do habitual!?
Um quarto desconhecido!?
Um local onde nunca esteve!?
Optamos por um local calmo, fora de época.
Pedimos quartos contiguos, mante mos a postura de não correr riscos.
A segurança de estar-mos ali ao lado,num local onde só estavamos os 3, foi uma garantia.
Correu muito bem.
Etiquetas:
férias,
Passeios,
sindrome asperger,
Viagens
sábado, 28 de agosto de 2010
Um dia de Férias
A um "Aspie"*, não se promete.
Planeia-se e cumpre-se escrupulosamente.
Estabelecemos aquela quinta feira para ir até á Figueira da Foz, com alguma antecipação.
Ainda não eram 7 horas, já tinha a persiana levantada, mesmo programado o passeio causa ansiedade, e essa noite foi mal dormida...
O comboio é ás 8h30m, precisamos sair de casa às 8h10m, e ir de carro até próximo da estação.
Na estação enquanto a mãe compra o bilhetes ele recolhe os primeiros papéis horários e brochuras com programas da CP.
Entra no comboio faz uma festa quando encontra colegas da instituição, uns vão para praia outros trabalhar (emprego protegido), saem logo nas estações seguintes, enquanto nós vamos até ao final da linha, viagem que dura mais de 2 horas munido de horário vai controlando as estações e apeadeiros.
Mudamos de carruagem, para uma praticamente vazia com espaço até para colocar o saco no banco da frente e por os pés em cima enquanto vou lendo o meu livro.
Já no destino, fomos a um café meter uma "bucha"*.
O Bruno aproveita para dar uma vista de olhos no jornal, e pelos menus espalhados no café.
Já a pensar no almoço, sugere almoçar-mos ali e quer um "prego" no prato.
Vamos dar o nosso passeio pela marginal. "Abancamos"* umas 2 horas na praia.
De volta para o almoço, passamos por outros cafés e restaurantes vou lhe sugerindo outras ementas.
-Não insisti ele. quero ir comer o prego.
Ainda antes do restaurante, surge-lhe uma agência de viagens com as brochuras á porta.
Vai remexendo, tira , põe, mira.
Não sei o que ele procura!...
Tira um , tira dois parece um "assaltante" (vergonha).
Porque aqueles tinham os climas dos respectivos países, além de que eram viagens de sonho ( quem não gosta de viagens de sonho!?...)
Chegamos ao café ainda vinha como prego "espetado na cabeça" :D
Digo-lhe para comer uma bifana que é mais tenra.
Não o consigo demover é "prego" é "prego" mas acabou por ser no pão, ainda por insistência minha eheheheh
Aí continua a recolha de papel desta vez folhetos de imobiliárias, é grátis :)))
Na estação enquanto compro os bilhetes para o regresso, ainda pede mais um horário desta feita para Coimbra.
Chegamos à nossa estação às 18h10m, com uma carga de papel acumulada xD
"Aspie"- Termo carinhoso usado para Síndrome Asperger
"bucha"-pequena refeição
Prego- Pequeno bife de vaca
"Abancamos"-Sentamos na praia, estaciona-mos os corpos na areia :)))
Etiquetas:
férias,
fotos pessoais,
Interesses do Bruno,
Passeios,
por terras de Portugal,
Vivências
terça-feira, 20 de julho de 2010
"Inusitadas"
Numa das ruas de Lagos à noite na zona dos bares, passeávamos nós tranquilamente quando alguém passa mascarado e com armas( eu nem me apercebi)
-Vai ali um senhor armado(grita ele)
Armado em parvo(digo eu)
O pai diz que são armas de brincar ao Carnaval
-Mas não é Carnaval (diz ele), e diz ainda que poderiam disparar, insiste ainda não muito convencido de as armas eram de brincar...
A irmã quer ir beber um shot, as coisas que uma mãe têm de aprender :D
Lá foi a mãe com ela a um bar.
O Bruno como não bebe álcool disse-lhe para ir p´ro pé do pai...
Também não ficou convencido e no dia seguinte tive de ir com ele beber o cocktail , que não se calava que queria um cocktail como tinha bebido na Madeira (sem álcool) :D
Desta vez tinha álcool, mas era só um pouco de batida de coco, e ficou com medo do foguete de festa que vinha apenso na bebida...
Na praia da Luz, fomos procurar o preço das "gaivotas" com escorrega, (15 euros/hora diz o banheiro)
-Na meia praia são 14 euros/hora (diz ele)
-Pois responde o banheiro, aqui é a praia da Luz...
(como quem diz é só para quem quer)
Lá acabamos por andar na gaivota mesmo com o tempo a não ajudar, o Bruno que tanto queria andar acabou por não aproveitar, sempre com medo por causa do balanço que o vento dava, e mana a provocar ainda mais abanava, ele já só queria voltar para terra...
Num restaurante em Albufeira, combinávamos, que iríamos comer o gelado a outro local (daqueles gelados tradicionais da olá)
Logo o Bruno tinha de reparar na camisola do senhor que nos servia que na manga tinha escrito ( Olá), diz logo ele em tom audível que ali havia os gelados xD
O empregado apresenta a carta das sobremesas. claro que havia mas das tradicionais sobremesas que não era o que pretendíamos, mas lá teve de ser, comeu apenas ele...
Perde sempre oportunidades para estar calado :D
Etiquetas:
comportamentos,
férias,
sindrome asperger,
vivencias
De Volta!...
Das mini férias, uns dias a apanhar os ventos Algarvios, não foi o melhor tempo,talvez por isso apanhamos um escaldão...
O Bruno planeia e insiste e a mãe ajuda :D
Etiquetas:
férias,
fotos pessoais,
musica,
por terras de Portugal,
video
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Viagem à Madeira
Aqui, ficam mais uma vez os registos fotográficos da ilha, numa escolha difícil, onde o verde abunda e nas rochas nasce água que brota pelas encostas, acompanhem com a escolha musical do Bruno, que ele associou à beleza da ilha...
Mãe Mina
Na sexta-feira encontrámonos com a Noris e o M. no Fórum Madeira.
E depois fomos ao Centro da Cidade do Funchal e mostrei o jardim onde fizeram o discurso daquilo que gostaram, o restaurante onde jantavam e o Centro Comercial Dolce Vita.
No sábado mostrei a Pousada da Juventude onde dormi e fomos de autocarro até ao Monte onde vimos uma multidão a andar nos famosos carrinhos de cesto do Monte e depois regressámos ao Funchal de teleférico.
No domingo demos umas voltas pela cidade de autocarro fomos à Praia Formosa e ao Pico de Barcelos.
Na segunda-feira alugámos um carro e vimos o Cabo Girão. Fomos à praia da Calheta não tivemos tempo para tomar banho porque o parque de estacionamento é a pagar. Depois fomos ao Miradouro da Ponta do Pargo. Depois de passarmos a ponta do Pargo o tempo mudou e fez nevoeiro e choveu um pouco e não deu para tomarmos banho nas piscinas naturais de Porto Moniz depois subimos o Paúl da Serra e disseram-me que era o único local plano que há lá na Madeira e era para ser lá o aeroporto da Madeira. E disseram-me que o aeroporto da Madeira não foi construido no Paúl da Serra por causa do nevoeiro. E foi por causa do nevoeiro que não se conseguiu ver nada no Paúl da Serra a não ser as vacas junto à estrada. Voltámos ao pé de Porto Moniz onde vimos o véu da Noiva até Santana ainda vimos mais duas cascatas. Em Santana a mãe tirou fotografias às casas tipicas da região, Depois páramos na praia em Machico que juntamente com Calheta são as duas praias na ilha da Madeira com areia. Depois regressámos ao hotel.
Na terça-feira fomos à Eira do Serrado onde se vê o Curral das Freiras que também fomos lá. Voltámos para trás e fomos até ao Pico do Areeiro, um dos pontos mais altos da ilha da Madeira. Aí é um espectáculo as nuvens andam por baixo de nós. Depois fizemos um piquenique. Depois do piquenique fomos à Camacha e à ponta do Garajau onde está lá um Cristo-Rei. Depois fomos à Ponta de São Lourenço, o ponto mais oriental da ilha da Madeira. Depois o pai pôs gasolina e devolveu o carro.
Na quarta-feira fomos de barco até Porto Santo e ficámos na praia. Estivemos na esplanada num restaurante para ser atendidos e ninguém nos servia o almoço. Nesse restaurante vimos uma mulher a fazer de estátua e quem quisesse tirar uma fotografia tinha de pagar.
Na quinta-feira as coisas correram-nos mal:
Depois do check-out no hotel.
Primeiro fui eu que me esqueci das sandes do almoço no autocarro. Eu pensava que a saída do autocarro não era naquela paragem mas sim um pouco mais à frente o que me pôs em stress. A seguir fomos andar nos carrinhos de cestos do monte tivémos de pagar 50 euros para andarmos todos.
A minha mãe depois de andar nos carrinhos de cestos no monte ficou arrependida. Porque queria apanhar autocarros do Giro no Livramento e não havia e mesmo que houvesse havia poucos e poderiamos ter de esperar mais de meia hora para apanharmos o giro. A minha mãe procurou jardins onde pudessemos fazer o piquenique. Descemos, descemos, descemos até chegarmos ao centro da cidade do Funchal já estavamos muito cansados e apanhámos o autocarro e saímos no jardim onde um senhor me tinha ameaçado matar. Comemos lá o meu pai teve de comprar sandes no Dolce Vita. Depois a minha mãe sujou as calças e eu fiquei a rir e a minhã mãe ameaçou-me com a garrafa de água. Aquele jardim para mim é o jardim das ameaças porque sempre que eu vou a esse jardim sou sempre ameaçado. Depois também o pai entornou a bebida e sujou-se .. E a minha mãe também me viu sujo na paragem do autocarro para o hotel. Só faltava a minha irmã também estar suja para nos termos sujado todos. Depois fomos para o hotel à espera que alguém nos levasse para o aeroporto. Para casa o avião não tinha videos como quando fomos para lá.
O meu pai só queria andar de avião para experimentar e não gostou porque tem de se estar no aeroporto duas horas antes da partida para se fazer o check-in e o meu pai achou aquilo uma seca porque depois do check-in tem de se esperar para entrar no avião. E também porque depois de se sair do avião tem de se esperar muito tempo pela bagagem.
O tio V. Levou-nos até ao aeroporto e buscou-nos.
Deixámos o nosso carro na casa dele e foi ele que nos levou ao aeroporto.
No dia da chegada ainda estivémos na casa do tio V.
Chegámos a casa à meia-noite.
Fim da viagem.
Bruno V.
Etiquetas:
Familía,
férias,
Fotos,
Madeira,
música,
sindrome asperger,
texto Bruno
domingo, 13 de setembro de 2009
Levamos os beijinhos até à ilha da Madeira

O encantamento do Bruno, pela ilha convenceu a família a querer conhecer...
Fomos mais longe e cruzamos o oceano por um dia, até a ilha de Porto Santo.
Encontramos paisagens magníficas, na ilha da Madeira, ,num sobe e desce montanhas, num clima a ameno o dia inteiro sem grandes oscilações de temperatura, mesmo nos locais onde choveu, só o vento refrescava...
Em Porto Santo limitamo nos à praia, de água quente e areia fina.
Mas mais nenhum de nós ficou tão apaixonado pela ilha, contrariamente ao que poderia parecer, preferimos a tranquilidade da nossa zona Oeste ao reboliço do turismo multilingue na ilha... Não, que já não o soubessemos ,mas confirmamos...
E, se férias é sinónimo de descanso, mentiria se disse que foi o caso...
O estar fora do nosso espaço, interfere com a nossa estabilidade interior, de querer ir a todo lado, e ter de "controlar" o Bruno 24 horas por dia os movimentos e posturas do Bruno, cansa, porque não é a mesma coisa ele estar em casa a fazer todos os ruídos e movimentos estereotipados que são inerentes à sua condição de portador de síndrome de Asperger, que também nos incomodam e cansam em casa, mas ganham uma dimensão maior fora do nosso "canto".
O pai então veio exausto, porque preza muito a sua privacidade, e estar na "mira" de outros olhares deixa-o incomodado.
Ainda para mais partilhou o quarto com o filho, que naturalmente tem dificuldade em adormecer em outras "tocas", que não a sua...
A mãe, partilhou o quarto com a filha, num trec-trec... constante de sms que me ia dando um "treque", este vai e vem de sms o dia inteiro sem parar, nem para almoçar, para a atravessar a estrada nem tem preocupação de olhar, à noite então é de enlouquecer...
O Bruno foi o nosso guia, que se regulava pelos caminhos que já tinha passado anteriormente, e quando havia alguma alteração de percurso não assinalado, ficava irritado, por não haver placas a indicar...
Ele continua a apostar na ilha da Madeira, até queria que o pai fosse para lá trabalhar, rssss
O clima continua a ser a sua principal influência na escolha.
Despediu-se dos túneis, como de alguém importante se tratatasse, rsss.
Ah!.. E confirmou que são mais de 100 túneis, que rondarão os 140, segundo informação dada pelo guia que nos conduziu ao hotel.
Isto porque o Bruno começou a fazer a contagem entre o aeroporto e o hotel , já ia em 15 loool
Estamos de volta mais cansados ,do que fomos... Será normal?!...
Nota- Os beijinhos foram entregues pessoalmente à Noris e ao M., e são extensíveis a todos os leitores do blog, mas só eles os poderão comer rssss
Etiquetas:
amigos,
Familía,
férias,
gastronomia,
Madeira,
Sindrome de Asperger
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Max , versão Rafeirinho...
Estava abandonado, numa rua de Lisboa, já com mais de um ano de rua...
Segundo rezam as crónicas abandonado por duas famílias.
O destino seria a chamada "carroça" que os levaria para o canil, e possivelmente à posteriori o abate se não fosse adoptado (pelo menos antigamente era assim).
Mas este olhar cativante seduziu a "madrinha" Zá, que quando levava à rua o seu caniche lhe aparecia sempre este fiel amigo.
Um dia foi-nos apresentado e também nós ficamos encantadas com este olhar doce e suplicante, a miúda ficou maravilhada e fartou-se de pedir para que o trouxessem, a "madrinha" Zá lá o trouxe...
Nos primeiros dias foi uma alegria apresenta-lo aos amigos as brincadeiras, e também as diabruras que foram muitas, um vadio embora agradecido, queria era por-se em fuga e roía tudo que apanhasse desde roupa até as mangueiras, furos por tudo quanto é terra, uma autêntica revolução...
Já tinha-mos tido imensas ofertas, de cachorrinhos, gatinhos com pedigree, sem pedigree, mas nunca aceitamos.
Eu até nem sou a pessoa mais indicada para falar neste assunto, até porque não faço parte nem sou protectora dos animais, pese embora também não lhes faça mal, e tenho pena de os ver mal tratados até por aqueles se apelidam seus defensores...
Até porque sempre fui muito renitente em ter um animal, porque implica responsabilidade e disponibilidade, e tal como um filho não se abandona.
E a adopção de um animal, não deve ser feita de ânimo leve, deve ser um acto de amor e ter a certeza que o animal é para vida.
Eu assumo este como um "neto", que foi muito desejado pela filha com a qual fui cúmplice , que tal como muitas pessoas confundem os sentimentos e agora nem passa "cartão" ao cão, tudo que faz ao animal é obrigada e forçada a fazê-lo.
Nas férias o animal continua a pertencer à família, sejamos conscientes e arranjemos soluções...
Até breve...
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Lembranças (1)

Estamos no Verão nada como uma boa praia, um bom rio, com a vegetação a pestanejar...
O importante é retemperar e relaxar, com livros e com amigos para conversar...
E a propósito de amigos , praia, conversar ...
Relembrei umas férias passadas na bela baía de Sesimbra, na companhia de amigos.
Já passaram muitos anos tinha o Bruno na altura 9 anos e a filha dos nossos amigos, 12 anos, a minha princesa ainda só tinha 8 meses.
Ao final da tarde, como convém para quem têm bebés, passeávamos á beira mar, num clima ameno sem o calor a atormentar, esta é a melhor hora para admirar sem cansar...
No final desse dia tivemos a visita de um companheiro, inconveniente, um peixe aranha, que mordeu a nossa amiguinha Claúdia, que muito aflita se contorcia com dores e chorava.
O Bruno um pouco intrigado, com a aflição da amiguita, perguntou o que se passava.
Ocorreu-nos numa linguagem prática para ele entender, dizer-mos que foi um bicho que a mordeu...
Na altura estava na moda aquela música do Iran Costa "É o Bicho".
O Bruno na sua doce ingenuidade, começa a cantar e a fazer a coreografia, "É o bicho é o bicho, vou-te devorar crocodilo eu sou", foi de tal forma genuíno e inapropriado, que até a amiguinha no meio do seu pranto, teve de lançar um sorriso doloroso...
Não conseguiu resistir aquele encanto, rssss
E nós espantados com a associação, não podemos deixar de soltar umas gargalhadas.
A intenção dele não era essa, mas aliviou um pouco a tensão, ao conseguir surpreender.
Como sempre o seu sentido sério não lhe permite perceber, porquê que nos rimos, este episódio visto agora já mostra nitidamente a sua síndrome...
A música é esta
Etiquetas:
amigos,
férias,
Passeios,
recordações,
sindrome asperger
Subscrever:
Mensagens (Atom)












