Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Destaque "Cromossoma do Amor"


E os outros livros, ficaram para trás o "cromossoma do amor", veio-lhes tirar o lugar...
Na minha modesta e singela opinião, como leitora e como mãe de um ser também especial, tão especial como todos os diferentes que nos abrem os horizontes, com eles aprendemos a dar valor a cada pedaço de vida, a dar significado ás pequenas coisas...
A mãe Bibá Pitta, é uma mãe igual a muitas mães de meninos especiais (penso eu), pelo menos eu revejo-me em tudo o li, a mesma paixão, os mesmos sentimentos as mesmas emoções, o orgulho de ter um filho diferente, mas para nós, tão igual...
Não nos rouba a alegria de viver, transforma-nos, acho, que acabamos por ter a sensibilidade mais a flor da pele.
Senti, algumas lágrimas a rolar, acho mesmo que é o coração a falar, que também fala nesse tom com as mesmas badaladas...
Há muitas diferenças entre a Síndrome de Down e a Síndrome de Asperger, (não sou eu simples mãe que as poderei decifrar), mas há uma semelhança que eu (simples mãe )garanto que têm de existir, o amor de todos os que os rodeiam, é igualmente essencial e fundamental.
A pediatra do Bruno até dizia que os comportamentos dele tinham a ver com o mimo, e que não fazia mal, eu também acho que mimo nunca é em excesso, só que ele tinha esta síndrome ainda desconhecida na altura, mas que nós pais já ligamos a um parente próximo do autismo, já era a intuição a funcionar...
Mas nas diferenças há uma que é visível na síndrome de Down os olhos de "Indía", como diz a mãe Bibá.
È uma particularidade, as pessoas miram e algumas acham: "ah!...coitadinho"
Na síndrome de Asperger, não há característica física, é mais comportamental, social e emocional, as pessoas olham: e!... "só pode ser mal educado".
Eu acho até que as mães principalmente as mães, os outros progenitores que me desculpem, criam mais espaço no coração, para este seres especiais, o cordão dos afectos é inquebrável...
Só muda a casa, e outras condições inerentes há condição social de cada uma, mas o amor de mãe é inexcedível, a Bibá tem uma "Monguinha" eu tenho um "Toquinhas"...
Ah!... de entre o muito que senti neste livro, que é um livro de sentimentos de afectos de dúvidas, de família...
Parece-me um retrato muito fiel, desta família sem a conhecer, notasse a verdade transparente, até nas diferenças com que cada um lida com os sentimentos, que vem do coração, numa vida "tocada", pela diferença...
Agora acrescento eu " só podemos ter uma cromossoma feliz", quando há verdade, amor e respeito.
Ah!... e já agora a dose de "loucura" qb
Gostei de todos os testemunhos muito sinceros, mas o, do pai Fernando foi marcante em coragem de defenir sentimentos, e sendo uma pessoa reservada, tenho de lhe tirar o chapéu.
Parabéns também a escritora Inês Barros Baptista, por ter conseguido captar de uma forma literária e sentida a essência desta mãe.
A Bibá, não irá ler isto concerteza, mas não me levaria mal se eu fizesse aqui um trocadilho "Vivá", todas as mães que tem estas montanhas de afectos para dar...
Há uma frase que eu também tenho de referir do Dr: Miguel Palha: "Não há nada pior, que não sentir-mos, o que os outros sentem".
Na minha filosofia de vida, esta frase tem muito peso, embora eu saiba que é difícil aplicá-la.
Dificílmente alguém que não tenha um filho diferente é capaz de sentir, aquilo que, quem ,os tem sente. (até esta leitura seria sentida de outra forma).
Já vi que me alonguei, e até criei, aqui uma "miscelânea", entre a minha vivência e esta outra outra história de vida, mas não consigo dissociar, talvez pela experiência, muito idêntica, que até, o sindrome de pânico haviamos de ter em comum, do qual eu ainda não me consegui libertar...
E este blogue não é para falar de mim, mas estarei intrisecamente ligada a esta vida dos meus filhos, em especial ao Bruno que sempre me irá acompanhar...
E termino dizendo que Deus, não me deu uma cruz, tão pouco um fardo para eu carregar...
Mas deu-me este filho, para amar sem condição, e com muito ainda para dar...

Recomendo, esta leitura, este é um livro de sentimentos, não dá para explicar.
Nota : eu sei que já não é corrente usar o termo Síndrome de Down, mas Trissomia 21, que é como bem descrito no livro, só usei para ser mais fácil associar, embora os 2 síndromes de Down e de Asperger, não sejam semelhantes, foi só uma questão de semântica, até porque os nomes pouco importa, o que é importante é o AMOR