Num dia "chocho", naqueles em que nada me apetece (secalhar, só mesmo enterrar a cabeça na areia).
Tento, encontrar alento, pergunto ao Bruno se quer ir dar uma volta, mas curta.
Que a mãe não se sente bem, nem física nem psicologicamente.
Ele como sempre alinha, só que não aceita a minha proposta.
E quer uma volta maior, um caminho que ainda não fez.
Gosta de explorar novos percursos.
Digo-lhe hoje não dá, vamos só caminhar 40 minutos, por isso daqui a 20 voltamos p'ra traz.
Mas ele insisti, e lá fomos, acabei por nem reparar nas horas e fizemos o percurso estabelecido por ele, em uma horita...
Em conversa, por ele não perceber porquê que a mãe está triste (explico-lhe as dores que me vão na alma) mas ele não entende!...
E pergunto-lhe, tu nunca ficas triste filho? E, ele responde me, raramente...
Para ele a tristeza implica, maioritariamente a dor física...Felizmente tem sido um rapaz saudável.