Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
Mostrar mensagens com a etiqueta instituições. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta instituições. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Engraçadinho...


Ou cheio de frio!
De manhã saio da casa de banho privada.
Puxo a roupa da cama, para arejar...
A roupa está presa, com umas "molas" de cerca de 1,80 enrolado:)
-Engraçadinho ( digo eu)
E ele ri se por me ter pregado uma partidinha.
Teria mais graça se ele tivesse 3 anos!?
Não deixou de ter por ser adulto.
Como sempre estas pequenas brincadeiras, levam-me a pensar no futuro e naqueles que estão instucionalizados, que não tem este tipo de abrigo e achonchego...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Enfrentando os medos...

Certo e sabido que desde a agressão de que foi vitima, os medos aumentaram principalmente do agressor, meses já se passaram e ainda é assunto diário esse medo.
Nem consegue ficar em casa sozinho sem que tranque as todas as portas...
A sombra do agressor permanece em todos os momentos do seu dia.
Sinto me cansada e com poucos argumentos para o dissuadir desse medo.
A não ser dizer-lhe centenas talvez milhares de vezes que esse medo, já não tem fundamento, que já não está exposto a ele. E que não permitirei que lhe façam mal...
Sempre que visualiza o jovem agressor os seu coração encolhe, e sente se a aflição.
Há cerca de 15 dias cruzamos nos com o jovem, que nos lançou um olhar ameaçador( julgo em sistema de defesa), para que não nos aproximássemos. Assim o fizemos.
Nada dissemos e o Bruno continuou amedrontado...
E disse-me que a única maneira de encerrar este capítulo era ver o outro com ar tranquilo, sem a ameaça de o agredir...
Hoje voltamos à instituição , com intenção de propôr à psicóloga do centro a marcação de um encontro com a presença do outro, para que ele pudesse fechar este medo.
Enquanto esperávamos para fazer essa proposta à directora.
O jovem passou com a mesma postura ( de afastamento).
Testei-o com um OLÁ...
Ele olha-me de lado...E não me responde...(vai ao gabinete da directora, e volta)
Dirige se à secretaria, enquanto nós ainda esperávamos!!!
Desta vez chamou o J.P.,chega aqui se faz favor!!!
Peço-lhe para se sentar na cadeira ao meu lado, ponho lhe a mão nas costas.
E pergunto-lhe como é está?O quê que tem feito?
Já olha p'ra mim mas naturalmente desconfiado, e nem consegui registar o pouco ou quase nada que ele me respondeu, de tão vago.
Foi apenas uma aproximação sem medos para ambas as partes...
Mas antes de qualquer abordagem, tinha dito ao Bruno para não dizer nada, que eu tratava do assunto.
Porque qualquer coisa que ele disse se, poderia ser uma provocação para o outro...
Na primeira passagem contevesse, olhou com vontade de dizer...
Á segunda passagem aquelas palavras estavam tão entaladas que tiveram de sair.
-Partis- te- me o nariz!!!
Como se o outro não soubesse, e já não tivesse sido castigado por isso...
Agora fazê-lo perceber que isto para o outro podia ser uma provocação!!!
Missão impossível...

Nota-ficamos a aguardar um contacto institucional, para uma conversa esclarecida, para que se encerre de vez este medo...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Aí! Que estou a ficar "azeda"!



Ele há dias que tudo mexe e remexe...Detesto que me tomem por parva...Tem dias que sou boazinha e até aceito bem as coisas, mas quando me chega a mostarda ao nariz... Aí viro azeda e lá se me estala o verniz.
Sonsa não!... Gosto de tudo certinho e direitinho, e não sou propriamente a Santa Casa da misericórdia, gosto de dar e ajudar de livre vontade. Não que me metam a mão ao bolso e eu a ver... Ora vamos aos factos :
- Desde que o Bruno passou a receber pensão social de invalidez, passou a ser um cidadão independente e deixou de fazer parte do agregado familiar, a ponto da irmã deixar de receber abono de família, por ele já não fazer parte do nosso coeficiente familiar.
- Claro que ele vive cá em casa. Não seria com essa mensalidade que alguém sobreviveria sozinho, nem mesmo debaixo da ponte...
- Desta pensão ainda pagava 80% para a instituição que frequenta, mas como houve uma ligeira alteração, agora, querem fazer novos cálculos e já não será sobre a pensão mas sobre o rendimento "per capita". Já antes o sempre solicitado foi a apresentação da declaração do agregado. Ora se ele não está no agregado para uma coisa porque haveria de estar para outras conveniências?!...
E propus-me entregar a declaração da pensão dele, não essa não dá.
Afinal, ele nunca poderá ser um cidadão individual, até porque nós sabemos que ele é dependente, mas sejamos coerentes, ele sempre pagou o máximo. Já paga mais maioria, porque toda a logística lhe é dada pela família. Cada vez percebo mais que isto está bom é para os prevericadores, quem foge aos impostos, pois quem os paga duplica todas as responsabilidades.
E ainda a miúda deixou de receber abono, já há uns 3 anos no mínimo. Em Outubro, foi-nos pedida a declaração de matrícula, que foi entregue, e ficou esclarecido que ela não recebia pelo motivo exposto acima.
Chegámos agora a uma carta surpresa que, por não termos entregue a prova de matricula, será cortado, a partir deste mês de Fevereiro, o abono de família da miúda.
Afinal quem terá andado a recebê-lo durante estes três anos?!..

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Afinal!...


Pertence ou não pertence ao nosso agregado familiar.
Confusa e intrigada, que eu fico, com o "sistema".
A ver se consigo descodificar, para a instituição o Bruno pertence ao agregado familiar, para organismo Segurança Social é um cidadão adulto que recebe a pensão social de invalidez.
Como tal um cidadão individual supostamente autónomo com regalias e deveres...
Deveres esses que impõe, o pagamento de 80% da pensão para a instituição, mas cuja declaração de rendimentos pedida não é a do Bruno, mas a do agregado familiar...
Obtivemos agora este esclarecimento, foi nos pedida a prova de matricula da filha, embora ela não receba abono desde a altura que o irmão começou a receber a pensão , deixando ele de pertencer ao agregado familiar, passamos como tal a ser considerados só com um filho, subindo deste modo de escalão , passando a irmã como filha única a não ter direito a abono de família...
Conclusão evidente não?!...
Para pagamentos pertence ao agregado...Para recebimentos não pertence ao agregado...
Atenção que não estou a reclamar, apenas a constatar as incongruências do "sistema"
Do ponto de vista da família, tem mesmo de pertencer ao agregado, do ponto de vista das instituições, fica a dúvida?!...
Afinal é! ou não é?!... deste agregado familiar?!....