Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
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segunda-feira, 26 de abril de 2021

Dualidades

 


Como é apanágio popular " a galinha da vizinha é sempre mais gorda que a minha".

Mas se falar-mos em dor, a nossa é sempre maior que a dos outros, porque somos nós que sentimos essa dor, é uma analise fácil de fazer.

Seria mais fácil se conseguíssemos intuir a dor do outro e valoriza-la da mesma forma...

Tudo isto parece simples , não seja a dor um mau estar o qual não conseguimos evitar...

Mas se transportar-mos esse mau estar para alguém no espectro do autismo, a dor pode tomar outras proporções  e torna-se difícil avaliar o constante incomodo que lhe causa, não sei se é mínimo ou máximo, mas sei que desenvolve um stress constante, uma instabilidade geral, que não dá tréguas sempre com o mesmo foco na dor.

Lê tudo o que consegue sobre essa dor faz os seus próprios diagnósticos que passam a ser todos relativos aquele foco.

Se esse foco for num dos sentidos  o cenário agrava-se e pode ficar surdo.

O meu medo é o descontrole que lhe causa e todas as palermices que possa fazer na tentativa de aliviar a dor, torna-la ainda pior com a possibilidade de que se possa tornar irreversível...