Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
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segunda-feira, 13 de maio de 2013

" Como é!? que Pode?"



Compramos uns ténis novos, mas não os experimentou na loja!
Com o arrastar dos pés, arrasa os ténis por baixo, e não é de se queixar nestas coisas, mesmo com os pés cheios de bolhas ( tenho de decifrar, quando noto algo diferente, no andar, para além do comum arrastar).
Como fazemos muitas caminhadas, vamos substituir, tem muitos pares ,mas para caminhadas longas têm de ser confortáveis e leves.
No dia seguinte digo, para os experimentar e andar um pouco pela casa, para se habituar e certificar do conforto.
Anda um bocado, ás tantas vai p'ra o quarto dele.
-Ouço-o, posso tirar os ténis!? :)
- Claro que podes !Será que queria dormir com eles!? :)
É lógico que não, era só para ter a minha aprovação, de que os podia descalçar e ficar a descansar.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

"Mimos"


Mãeeeeeeee, tinha tantas saudades,tuas!
De braços abertos, para me receber!
Como se tivesse sido uma ausência prolongada, as 24 horas, que estive fora.
Ficou em parte acompanhado pelo pai, o restante período sózinho, com tudo preparado, a refeição já no prato só aquecer no micro-ondas...
Ficou com o contato do telefone que vigora na residência onde a irmã está instalada,além do habitual telemóvel da mãe,.
Trimmmmmmmmm! atende a outra menina que partilha o apartamento.
Passa-me o telefone ( do outro lado o Bruno)
-Disses te que podia ligar, que tinhamos 200 minutos grátis.
Conversa de circunstancia.
-A que horas te levantaste!?-A que horas tomaste o pequeno almoço!?-O pai já ligou!? -Já almoçaste!?- Mais alguém ligou!?
E algumas recomendações, não abras a porta a ninguém etc
Já sem mais assunto, despeço-me com beijinhos e se for preciso que me ligue de novo.
-Diz-me ele ainda só passaram 5 minutos:)
Eheheheh, não teria inquérito para os outros 195 minutos:)

Aquele abraço foi, um pronto o meu alicerce, está cá de novo:)

domingo, 15 de julho de 2012

"Primeiro os outros"

Cá em casa, cada um consome diferentes tipos de cereais!
Isto é quase uma regra, para o Bruno que não toca nos dos outros.

Mesmo que não haja dos que ele habitualmente consome, nos da irmã é que não toca, mesmo que haja várias embalagens dos dela ( e nos dos outros também não mexe)
Porque a irmã ralha, porque a irmã não gosta, porque a irmã se chateia :)

Só come se eu disser que pode comer, que a irmã não manda :), mas isto só serve para uma vez, na seguinte a cena repete-se.

Ontem, foi de propósito com pai comprar cereais para ele.
Fez a escolha,de uns idênticos à preferência da irmã, então hoje já não os comia, porque a irmã podia se chatear.

Vá lá a gente entender, o porquê desta necessidade!?

sábado, 30 de junho de 2012

"Rosas com espinhos"




Não há rosas sem espinhos!
E quando se nos entranha um espinho na cabeça!
E não hà meio de o conseguir ver mergulhado no cabelo.
Peço ajuda ao meu rapaz, que fica tão atrapalhado quanto eu.
Com a minha aflição ainda estava com receio de em vez de o tirar enterra-lo no couro cabeludo e de me puxar o cabelo.
A preocupação em querer ajudar-me e não conseguir, deixa-o aflito, nestas alturas esquece-mo desta fragilidade , até porque é a única pessoa a quem posso recorrer, mas que infelizmente é inábel para estas coisas e fica sempre muito preocupado por não conseguir resolver.
Depois anda muito preocupado de roda de mim a saber se estou bem.
E fica muito arreliado com a insensibilidade do pai.
Meu rico filho...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Posso não estar ao pé dele, mas precisa da garantia de que estou por perto, uma questão de estabilização e segurança.
Há mais de um mês que ele sente que estou menos presente.
O cão adoeceu, e tem sido semanas intensas a zelar pelo cão, o que tem sido muito difícil.
Ainda por cima tivemos azar com a primeira veterinária que nos empatou 3 semanas, para além de não trazer-mos o animal tratado, ainda ficou pior, com a medicação desadequada, que nem sei o porque daquela medicação toda a não ser cobrar os valores. E se levei lá o animal por perda de peso em duas semanas nesta clínica ainda perdeu mais 2 kgs, a ponto de estar pele e osso. E com a conivência do pai proprietário da clínica na qual deixei o cão em internamento um dia para administrar soro, que não foi administrado, porque o cão ainda se mexia e destrui o vasecon que tive de pagar...Depois de todo este mau profissionalismo despacharam o cão que ali não podiam fazer mais nada...
Agora desde 31 de Dezembro que está a ser acompanhado numa outra clínica veterinária nos primeiros dias diariamente, onde já levou soro por duas vezes fez analises específicas e rx e contrariamente à anterior o animal está a ser bem acompanhado por alguém que ama a profissão.
E está bastante medicado, mas ainda não está a surtir o efeito, o fígado já estava em muito mau estado, além das defesas os globos vermelhos à beira da anemia.
Mas perante todo este quadro a minha disponibilidade quer física quer mental tem se esgotado, e esta alteração sim, tem causado grande ansiedade e e perturbado o Bruno.
Até já me disse: "porque que não devolvo o cão à rua de onde ele veio", porque era um vadio abandonado anteriormente por duas famílias.
Pragmático!!!Já tinha a mãe disponível, e o animal só voltava para onde estava.

sábado, 6 de março de 2010

Preconceito, nem tudo o que parece é!...


O Bruno, algumas vezes quando anda na rua quer seja com o pai ou com mãe.
Gosta de se sentir protegido, e apoiado, e independentemente de ser um ou outro progenitor, coloca o braço por cima dos nossos ombros, ou enfia o braço no nosso.
Sentindo-se assim mais seguro, (julgo eu).
O pai sente se observado, pelas pessoas circundantes, pelos olhares de soslaio.
Que pensarão?!... Que anda a "transar" com um jovem?!... Credo que mentes...
Com a mãe, fazem o mesmo.Olham , comentam em surdina...
O p´ro meu ar de preocupada," tou nem aí"...
Que pensarão?!... Uma "cota", com um "chavalo"?!...Santa ignorância...
A mim não me afecta, rigorosamente nada, podem olhar á vontade , não vou deixar nunca de o proteger de o mimar, do abraçar...
Eu até gostaria que ele fosse mais independente, e há algumas situações em que o é.
Se andar sozinho ( o que agora é raro) não tem em quem se apoiar, bem a congeminar nos seus pensamentos...