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quarta-feira, 13 de junho de 2012
Deduções com lógica!
Hoje descobri a caderneta de escoteiro do Bruno.
Estivemos analisar as resposta que deu na época, os conhecimentos dos vários temas.
Um deles a era poluição, pergunto-lhe!?
O que ele acha que causa a poluição!?
Ele responde-me com a camada do ozono:-)
Replico com a poluição dos carros, e das fábricas que libertam gases para atmosfera.
Fábricas!? Diz-me ele estão fechadas por causa da crise.
Não é que rapaz anda mesmo atento.
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
"Doçuras"

Depois daquele primeiro impacto, e resistência à arrumação!!!
De perder um pouco o "Norte", ao papel, e começar aos gritos, onde é que está isto, onde é que está aquilo!'...
O "Pronto socorro" (mãe), vai lá e dá também assim uns berros, está ali, está a acolá!!!
Para acalmar, os ânimos, vem o Amo-te mãe, gosto muito de ti, fica aqui!!!!(beijinhos)
Desta vez até queria que a mãe dormisse com ele:-)
-A que propósito filho!?.. Tu já és um homem!!!
-Tenho saudades de quando dormia contigo!!!
-Ainda te lembras, de quando dormias com a mãe?!
-Quando eu era pequenino e o pai , estava a trabalhar de noite!!!
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
" Aniversário"

Faz hoje dois anos que começou a aventura deste blog!!!
Onde dividimos as tristezas, as alegrias, e até as parvalheiras:-)
Sempre com muitos afectos, amor e respeito por quem nos quer...
A tentar desmistificar de alguma forma as vivências e as particularidades.
De como é viver na sua plenitude com alguém que tem esta síndrome...
Tal como está na apresentação, sempre de coração aberto...
Sem medos, nem preconceitos, a vida tal e qual como ela é...
Já no aniversário passado, disse que não sabia até onde chegaria...
É muito próprio e particular, aberto a quem connosco, quer estar.
Muita coisa já aqui escrevi, e revivi secalhar até repeti.
Continuo sem saber, até onde ele me irá levar...
Agradeço a todos os que aqui, tem estado connosco e de algum modo deixado o seu "feed back" que fazem com que vá prosseguindo.
Muito embora ás vezes queira parar!!!
Sirvam-se do bolinho:-)
bjinhos
Voltando à um ano atrás
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
De volta das lembranças!...
Fui reencontrando, memórias.
Que se vão encadeando umas nas outras...
Parecendo não ter nada a ver...
Entre o tremoço e batata frita, uma gravidez um parto.
Voltei à gravidez do Bruno e a minha apetência pelos salgados,
O único enjoo que me lembro ter tido, foi da batata frita ao pequeno almoço.
Pequena loucura que me levou a vomitar eheheheh
E desejos quem os não têm?!...
Do que me fui lembrar!!!
O meu maior desejo era comer couratos assados!...
Passava todos os dias no Estádio da Luz, e quando havia jogos
Aquele cheiro era tão apelativo!...
Mas o desejo não foi saciado.
Só depois do Bruno ter nascido, eu fui comer o courato...
Não me soube ao que eu imaginava durante a gravidez...
E não é que o meu rapaz ficou com a apetência para as gorduras.
Hoje pergunto-lhe o quê que comeste ao almoço!?...
Espetadas. E comi a gordura (responde-me ele)
Como quem diz não estavas lá tu para tirar-me a gordura( a provocar-me)
Que se vão encadeando umas nas outras...
Parecendo não ter nada a ver...
Entre o tremoço e batata frita, uma gravidez um parto.
Voltei à gravidez do Bruno e a minha apetência pelos salgados,
O único enjoo que me lembro ter tido, foi da batata frita ao pequeno almoço.
Pequena loucura que me levou a vomitar eheheheh
E desejos quem os não têm?!...
Do que me fui lembrar!!!
O meu maior desejo era comer couratos assados!...
Passava todos os dias no Estádio da Luz, e quando havia jogos
Aquele cheiro era tão apelativo!...
Mas o desejo não foi saciado.
Só depois do Bruno ter nascido, eu fui comer o courato...
Não me soube ao que eu imaginava durante a gravidez...
E não é que o meu rapaz ficou com a apetência para as gorduras.
Hoje pergunto-lhe o quê que comeste ao almoço!?...
Espetadas. E comi a gordura (responde-me ele)
Como quem diz não estavas lá tu para tirar-me a gordura( a provocar-me)
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sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Lembranças do Passado

O pai no trabalho em conversa, com um colega que lhe perguntou se tinha feito determinada tarefa.
Já fizeste aquilo?...
O pai responde: Fizeste!... :D
O colega olha para ele com ar estranho, perante tal resposta...
Isto a propósito de que o Bruno, quando era pequeno, as respostas eram sempre dadas com a formula vinda do emissor.(porque para ele a primeira pessoa o "eu" era inexistente)
Ex: já comeste tudo? (em vez de comi) a resposta era comeste :)))
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domingo, 25 de abril de 2010
Mudam-se os tempos!..Mudam--se as vontades:)))

Quem diria!...
Estávamos nós ver TV, o programa foi para o intervalo (publicidade)...
O Bruno diz: Podias mudar p'ro canal 4 que não está a dar publicidade.
Quando o ele em pequeno, o mundo parava para ele ver publicidade.
Recordo-me quando ele girava à volta da sala , no seu triciclo , tinha (3 anos), e mesmo antes.
O Hi-Fi estava ligado e TV também em som mais baixo, assim que ele se apercebeu que estava a dar publicidade.
Hei!..Pára tudo desliga Hi-Fi, sentasse quietinho, nem pestanejava a ver a publicidade.
O pai teve a ideia de lhe gravar uma cassete com 2 horas só de publicidade, isso é que era vê-lo feliz (mal nós imaginávamos que fosse já um dos sinais do autismo)
Repetia os anúncios... Registo este que usávamos nas nossas conversas curtas.
"Nenuco, tu és o mais quido"...E eu perguntava quem é o meu nenuco?...
Ele respondia: É o Bluno.
Só podia ser o Bluno o meu nenuco mais quido...
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Fez um ano

Que o Bruno decidiu que ia criar o seu blog, há muito que ele falava no assunto...
Mas não punha mãos à obra, depois de muita insistência da parte dele.
Que é mesmo " melga",e com a ajuda do monitor das TIC ( técnicas e informação e comunicação), lá criou o seu primeiro blog na worderpress, que nunca chegou a estar em funcionamento, chegado a casa nesse dia mostra-nos a proeza.
Por dificuldades inerentes à gestão do outro, optamos por criar este no google, com a ajuda da irmã e tínhamos também a ajuda da amiga Noris, para nos orientar e ensinar a utilizar esta ferramenta, que continuo a ser uma aluna inexperiente.
Passado um ano com muitos sorrisos e angústias, mais usado pela mãe que por ele, embora fundamentalmente o que conta é a história dele onde evidentemente me incluo, com o meu papel principal...
Não sei até quando continuará em função, projectos neste caso não os faço...
A vida essa será eterna junto deste ser maravilhoso e fascinante, que tornou a minha vida diferente, mais rica em sede de conhecimento e sempre na tentativa de chegar até ele e de poder transmitir aos outros também o muito que ele me têm ensinado...
Não sei se alguma forma, tenho conseguido passar essa mensagem.
De que nem tudo nesta vida é azul, que o cinzento também faz parte, mas que com AMOR, vamos ultrapassando algumas barreiras, muitas escadas estão ainda por subir, mas a vida é um constante começo...
Iremos continuar a lutar, até quando Deus nos deixar...
Agradeço a todos que têm deixado, por aqui as suas pegadas e os seus comentários e considerações, e ainda aqueles que apenas passam no seu silêncio, que sejamos uma boa companhia...
Obrigado
Mãe Mina
Há um ano esta era a mensagem de abertura
domingo, 4 de outubro de 2009
Raízes...
Sinto paz nestas paisagens bucólicas, perdidas na imensidão ...
Naquela natureza de novo selvagem, embora sem a formosura de outrora...
Aqui, nestes lugares mágicos, recordo a minha infância, o cheiro da terra molhada, o chilrear dos passarinhos, as águas a rolarem pelas ribeiras, o verde da vegetação, os frutos que ia "penicando" aqui e ali...
As pessoas, todas se cumprimentavam, eram todos primos e primas, as casas de xisto com os fumeiros, os animais que passeavam no campo, de ir levar as cabras e as ovelhas para o pasto, de dar milho ás galinhas e chamar-lhes pita, pita, pitinha!...
De andar com pés descalços, a regar as leiras de milho, que bem me sabia aquele contacto...
Viajar na carroça do burro, eram umas férias magníficas.
E o presunto , os queijos e os enchidos,da tia Augusta, que estavam na adega há espera dos veraneantes...
Isto era vida, era sentir, os lugares recônditos, caminhávamos a pé, e respirávamos a plenos pulmões.
São memórias vivas, que guardo nos meus recantos...
Não posso estraga-las com o abandono a que a maioria das aldeias foi vetada, há muitas mais acessibilidades e foram criadas algumas infra-estruturas que ainda assim não "agarraram" as pessoas ao interior...
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Dia da cirurgia...
Em casa os primeiros dias foram de grande cansaço, a hemorragia, foi desaparecendo, mas a anemia já tinha atingido valores muito elevados, tinha de me restablecer ao máximo.
O internamento estava marcado, para dia 25 de Novembro, para efectuar a cirurgia no dia seguinte.
Com muita fé e esperança, mas com algum medo, lá fico instalada na enfermaria, a fazer a preparação, pré-operatória . Na cama ao meu lado está uma senhora de setenta e tal anos, bem disposta e animada , e também ia ser operada!...
Ora ali estava ela a dar-me uma lição de vida.
Na manhã seguinte, lá vou para o bloco operatório, mesmo sedada sentia um friozinho e uma vontade enorme de urinar (nervoso miudinho está claro), o cirurgião lá permitiu que me colocassem a arrastadeira, uff... que alívio...
A partir daqui apagou-se tudo, lembro me de estar deitada numa "pedra gelada" tanto era o frio, que ligaram algo para me aquecer, a mana esteve na visita das 15 h e eu nem dei por ela, o tempo de estada no recobro foi longo possivelmente pelo meu estado debilitado, mas mesmo assim consegui abrir os olhos e ver 19h num relógio, e apercebi-me que ainda não estava na enfermaria.
E estava na hora da visita, perguntei então como posso ver os meus filhos.
Enquanto isto cá fora, aguardavam os meus filhos com outros familiares.
A visita daquela hora era só para marido e filhos o marido não pode estar, então foi a mana e a sobrinha acompanhar.
Sabendo disso a minha sobrinha disse ao segurança que também ela era minha filha ( e até é rsss).
Mas o primo Bruno, não achou bem e fez questão de lembrar,e frisar bem alto á prima em frente ao segurança.
Não, não tu estás enganada, não és filha, tu és sobrinha...rssss
Eu estou a imaginar a sobrinha encolher-se, por ser desmascarada por ter arranjado um primo irmão á pressão.
Houve bom senso e a prima pode acompanha-lo que ele não conseguiria ir ver a mãe sozinho.
Lá dentro na sala do pós operatório, o Bruno preocupou-se em inquirir a enfermeira, sobre os aparelhos a que a mãe estava ligada, e outros que por lá se encontravam rsss
Saber como é que a mãe se sentia, nem por isso rsss
Nesse dia sob o efeito da anestesia, por pouco dei, dei apenas pela presença deles.
No dia seguinte quando me contaram a cena da prima "apanhada", não pude deixar de rir, até quase rebentava os pontos.
Como é que um adulto, não deixa, passar assim uma mentirinha piedosa rsss
O internamento estava marcado, para dia 25 de Novembro, para efectuar a cirurgia no dia seguinte.
Com muita fé e esperança, mas com algum medo, lá fico instalada na enfermaria, a fazer a preparação, pré-operatória . Na cama ao meu lado está uma senhora de setenta e tal anos, bem disposta e animada , e também ia ser operada!...
Ora ali estava ela a dar-me uma lição de vida.
Na manhã seguinte, lá vou para o bloco operatório, mesmo sedada sentia um friozinho e uma vontade enorme de urinar (nervoso miudinho está claro), o cirurgião lá permitiu que me colocassem a arrastadeira, uff... que alívio...
A partir daqui apagou-se tudo, lembro me de estar deitada numa "pedra gelada" tanto era o frio, que ligaram algo para me aquecer, a mana esteve na visita das 15 h e eu nem dei por ela, o tempo de estada no recobro foi longo possivelmente pelo meu estado debilitado, mas mesmo assim consegui abrir os olhos e ver 19h num relógio, e apercebi-me que ainda não estava na enfermaria.
E estava na hora da visita, perguntei então como posso ver os meus filhos.
Enquanto isto cá fora, aguardavam os meus filhos com outros familiares.
A visita daquela hora era só para marido e filhos o marido não pode estar, então foi a mana e a sobrinha acompanhar.
Sabendo disso a minha sobrinha disse ao segurança que também ela era minha filha ( e até é rsss).
Mas o primo Bruno, não achou bem e fez questão de lembrar,e frisar bem alto á prima em frente ao segurança.
Não, não tu estás enganada, não és filha, tu és sobrinha...rssss
Eu estou a imaginar a sobrinha encolher-se, por ser desmascarada por ter arranjado um primo irmão á pressão.
Houve bom senso e a prima pode acompanha-lo que ele não conseguiria ir ver a mãe sozinho.
Lá dentro na sala do pós operatório, o Bruno preocupou-se em inquirir a enfermeira, sobre os aparelhos a que a mãe estava ligada, e outros que por lá se encontravam rsss
Saber como é que a mãe se sentia, nem por isso rsss
Nesse dia sob o efeito da anestesia, por pouco dei, dei apenas pela presença deles.
No dia seguinte quando me contaram a cena da prima "apanhada", não pude deixar de rir, até quase rebentava os pontos.
Como é que um adulto, não deixa, passar assim uma mentirinha piedosa rsss
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Ida ao hospital.
No final de 2004 a 11 de Novembro( dia de São Martinho), o meu corpo deu sinal. Pediu-me para que parasse.
Dias antes no final de Outubro tinha ido a um ginecologista, confesso à muito, que não ia. E só fui porque comecei a achar estranho a frequência dos ciclos menstruais, não tinha dores nenhumas, a não ser as minhas celebres enxaquecas.
Logo nesse mesmo dia de fim de Outubro no próprio consultório, foi feita uma eco que revelou um mioma no útero com grandes dimensões atingindo também um ovário.
Fui apanhada de surpresa, e saí logo com vários exames para fazer, no caminho sozinha com as lágrimas a espreitar o corpo a "tremelicar" consegui aguentar e ir marcar os exames.
Havia uma possibilidade de só ser retirado o mioma, mantendo o aparelho reprodutivo em funcionamento.
No tal dia 11 de Novembro, uma hemorragia avassaladora , me veio incomodar, o dia inteiro com o sangue a "jorrar", até fraldas tive de ir comprar, nada conseguia travar aquela "avalanche".
Depois de recolher os meus "pitos" e deixar-lhes o jantar. Pego na viatura e vou ao hospital. Quando sai de casa disse-lhes a mãe vai ao hospital e volta já...
Uhau!...Naquele dia fui atendida muito rápido, estava a acabar a inscrição, já me estavam a chamar.
Fui imediatamente encaminhada para ginecologia, e por acaso o médico que estava de serviço era o médico que me fez o diagnóstico, no particular.
E bom disse-me tens de cá ficar e ser operada de urgência.
O quê !...digo eu, não pode ser, eu tenho de ir para casa eu disse que voltava.
O médico também , já tinha conhecimento da síndrome do Bruno, de que não pode haver assim umas surpresas tão repentinas, eu tinha de me aguentar.
Têm de me dar tempo, para o preparar, para a minha ausência.
Ele lá ouviu as minhas preces, e deixou-me sair com receitas para anemia que já estava instalada e veio a piorar muito, e para parar a hemorragia.
Mas alertou-me cuidado, tu és forte, mas cuidado...(convencida mas é)
Naquele dia até estranhei tanta gentileza até o segurança me queria ajudar rsss
Só depois vim a saber que era por causa da fita vermelha que envergava na "lapela"
Alheia aos avisos e com vontade de regressar a casa e descansar, continuei o caminho as receitas fui aviar, na farmácia já tive que me sentar.
Para regressar ao carro havia uma pequena subida, parecia-me uma montanha, já sem forças para a trepar. Nessa rua entro numa churrasqueira a pensar preciso de me alimentar, vou já aliviar. Senti o cheiro dos grelhados que me estavam a enjoar, mas o cansaço era tanto que nem consigo falar sinto o corpo a "resvalar", já meio "tropega", ouço as funcionárias a dizer que me vão levar ao hospital. Não, digo eu em voz sumida acabo de sair de lá.
Enquanto me dão um copo de água com açúcar, ligo a um casal amigo para me ir buscar, já não me conseguia levantar, e conduzir nem pensar...
Amparada por eles a casa consigo chegar, tenho uns dias para recuperar.
E para tudo organizar, e principalmente preparar o Bruno, para a minha ausência, durante uns dias....
"to be continue"
O que o comentário da Ray me foi fazer lembrar rsss
Dias antes no final de Outubro tinha ido a um ginecologista, confesso à muito, que não ia. E só fui porque comecei a achar estranho a frequência dos ciclos menstruais, não tinha dores nenhumas, a não ser as minhas celebres enxaquecas.
Logo nesse mesmo dia de fim de Outubro no próprio consultório, foi feita uma eco que revelou um mioma no útero com grandes dimensões atingindo também um ovário.
Fui apanhada de surpresa, e saí logo com vários exames para fazer, no caminho sozinha com as lágrimas a espreitar o corpo a "tremelicar" consegui aguentar e ir marcar os exames.
Havia uma possibilidade de só ser retirado o mioma, mantendo o aparelho reprodutivo em funcionamento.
No tal dia 11 de Novembro, uma hemorragia avassaladora , me veio incomodar, o dia inteiro com o sangue a "jorrar", até fraldas tive de ir comprar, nada conseguia travar aquela "avalanche".
Depois de recolher os meus "pitos" e deixar-lhes o jantar. Pego na viatura e vou ao hospital. Quando sai de casa disse-lhes a mãe vai ao hospital e volta já...
Uhau!...Naquele dia fui atendida muito rápido, estava a acabar a inscrição, já me estavam a chamar.
Fui imediatamente encaminhada para ginecologia, e por acaso o médico que estava de serviço era o médico que me fez o diagnóstico, no particular.
E bom disse-me tens de cá ficar e ser operada de urgência.
O quê !...digo eu, não pode ser, eu tenho de ir para casa eu disse que voltava.
O médico também , já tinha conhecimento da síndrome do Bruno, de que não pode haver assim umas surpresas tão repentinas, eu tinha de me aguentar.
Têm de me dar tempo, para o preparar, para a minha ausência.
Ele lá ouviu as minhas preces, e deixou-me sair com receitas para anemia que já estava instalada e veio a piorar muito, e para parar a hemorragia.
Mas alertou-me cuidado, tu és forte, mas cuidado...(convencida mas é)
Naquele dia até estranhei tanta gentileza até o segurança me queria ajudar rsss
Só depois vim a saber que era por causa da fita vermelha que envergava na "lapela"
Alheia aos avisos e com vontade de regressar a casa e descansar, continuei o caminho as receitas fui aviar, na farmácia já tive que me sentar.
Para regressar ao carro havia uma pequena subida, parecia-me uma montanha, já sem forças para a trepar. Nessa rua entro numa churrasqueira a pensar preciso de me alimentar, vou já aliviar. Senti o cheiro dos grelhados que me estavam a enjoar, mas o cansaço era tanto que nem consigo falar sinto o corpo a "resvalar", já meio "tropega", ouço as funcionárias a dizer que me vão levar ao hospital. Não, digo eu em voz sumida acabo de sair de lá.
Enquanto me dão um copo de água com açúcar, ligo a um casal amigo para me ir buscar, já não me conseguia levantar, e conduzir nem pensar...
Amparada por eles a casa consigo chegar, tenho uns dias para recuperar.
E para tudo organizar, e principalmente preparar o Bruno, para a minha ausência, durante uns dias....
"to be continue"
O que o comentário da Ray me foi fazer lembrar rsss
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