Em casa os primeiros dias foram de grande cansaço, a hemorragia, foi desaparecendo, mas a anemia já tinha atingido valores muito elevados, tinha de me restablecer ao máximo.
O internamento estava marcado, para dia 25 de Novembro, para efectuar a cirurgia no dia seguinte.
Com muita fé e esperança, mas com algum medo, lá fico instalada na enfermaria, a fazer a preparação, pré-operatória . Na cama ao meu lado está uma senhora de setenta e tal anos, bem disposta e animada , e também ia ser operada!...
Ora ali estava ela a dar-me uma lição de vida.
Na manhã seguinte, lá vou para o bloco operatório, mesmo sedada sentia um friozinho e uma vontade enorme de urinar (nervoso miudinho está claro), o cirurgião lá permitiu que me colocassem a arrastadeira, uff... que alívio...
A partir daqui apagou-se tudo, lembro me de estar deitada numa "pedra gelada" tanto era o frio, que ligaram algo para me aquecer, a mana esteve na visita das 15 h e eu nem dei por ela, o tempo de estada no recobro foi longo possivelmente pelo meu estado debilitado, mas mesmo assim consegui abrir os olhos e ver 19h num relógio, e apercebi-me que ainda não estava na enfermaria.
E estava na hora da visita, perguntei então como posso ver os meus filhos.
Enquanto isto cá fora, aguardavam os meus filhos com outros familiares.
A visita daquela hora era só para marido e filhos o marido não pode estar, então foi a mana e a sobrinha acompanhar.
Sabendo disso a minha sobrinha disse ao segurança que também ela era minha filha ( e até é rsss).
Mas o primo Bruno, não achou bem e fez questão de lembrar,e frisar bem alto á prima em frente ao segurança.
Não, não tu estás enganada, não és filha, tu és sobrinha...rssss
Eu estou a imaginar a sobrinha encolher-se, por ser desmascarada por ter arranjado um primo irmão á pressão.
Houve bom senso e a prima pode acompanha-lo que ele não conseguiria ir ver a mãe sozinho.
Lá dentro na sala do pós operatório, o Bruno preocupou-se em inquirir a enfermeira, sobre os aparelhos a que a mãe estava ligada, e outros que por lá se encontravam rsss
Saber como é que a mãe se sentia, nem por isso rsss
Nesse dia sob o efeito da anestesia, por pouco dei, dei apenas pela presença deles.
No dia seguinte quando me contaram a cena da prima "apanhada", não pude deixar de rir, até quase rebentava os pontos.
Como é que um adulto, não deixa, passar assim uma mentirinha piedosa rsss
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Ida ao hospital.
No final de 2004 a 11 de Novembro( dia de São Martinho), o meu corpo deu sinal. Pediu-me para que parasse.
Dias antes no final de Outubro tinha ido a um ginecologista, confesso à muito, que não ia. E só fui porque comecei a achar estranho a frequência dos ciclos menstruais, não tinha dores nenhumas, a não ser as minhas celebres enxaquecas.
Logo nesse mesmo dia de fim de Outubro no próprio consultório, foi feita uma eco que revelou um mioma no útero com grandes dimensões atingindo também um ovário.
Fui apanhada de surpresa, e saí logo com vários exames para fazer, no caminho sozinha com as lágrimas a espreitar o corpo a "tremelicar" consegui aguentar e ir marcar os exames.
Havia uma possibilidade de só ser retirado o mioma, mantendo o aparelho reprodutivo em funcionamento.
No tal dia 11 de Novembro, uma hemorragia avassaladora , me veio incomodar, o dia inteiro com o sangue a "jorrar", até fraldas tive de ir comprar, nada conseguia travar aquela "avalanche".
Depois de recolher os meus "pitos" e deixar-lhes o jantar. Pego na viatura e vou ao hospital. Quando sai de casa disse-lhes a mãe vai ao hospital e volta já...
Uhau!...Naquele dia fui atendida muito rápido, estava a acabar a inscrição, já me estavam a chamar.
Fui imediatamente encaminhada para ginecologia, e por acaso o médico que estava de serviço era o médico que me fez o diagnóstico, no particular.
E bom disse-me tens de cá ficar e ser operada de urgência.
O quê !...digo eu, não pode ser, eu tenho de ir para casa eu disse que voltava.
O médico também , já tinha conhecimento da síndrome do Bruno, de que não pode haver assim umas surpresas tão repentinas, eu tinha de me aguentar.
Têm de me dar tempo, para o preparar, para a minha ausência.
Ele lá ouviu as minhas preces, e deixou-me sair com receitas para anemia que já estava instalada e veio a piorar muito, e para parar a hemorragia.
Mas alertou-me cuidado, tu és forte, mas cuidado...(convencida mas é)
Naquele dia até estranhei tanta gentileza até o segurança me queria ajudar rsss
Só depois vim a saber que era por causa da fita vermelha que envergava na "lapela"
Alheia aos avisos e com vontade de regressar a casa e descansar, continuei o caminho as receitas fui aviar, na farmácia já tive que me sentar.
Para regressar ao carro havia uma pequena subida, parecia-me uma montanha, já sem forças para a trepar. Nessa rua entro numa churrasqueira a pensar preciso de me alimentar, vou já aliviar. Senti o cheiro dos grelhados que me estavam a enjoar, mas o cansaço era tanto que nem consigo falar sinto o corpo a "resvalar", já meio "tropega", ouço as funcionárias a dizer que me vão levar ao hospital. Não, digo eu em voz sumida acabo de sair de lá.
Enquanto me dão um copo de água com açúcar, ligo a um casal amigo para me ir buscar, já não me conseguia levantar, e conduzir nem pensar...
Amparada por eles a casa consigo chegar, tenho uns dias para recuperar.
E para tudo organizar, e principalmente preparar o Bruno, para a minha ausência, durante uns dias....
"to be continue"
O que o comentário da Ray me foi fazer lembrar rsss
Dias antes no final de Outubro tinha ido a um ginecologista, confesso à muito, que não ia. E só fui porque comecei a achar estranho a frequência dos ciclos menstruais, não tinha dores nenhumas, a não ser as minhas celebres enxaquecas.
Logo nesse mesmo dia de fim de Outubro no próprio consultório, foi feita uma eco que revelou um mioma no útero com grandes dimensões atingindo também um ovário.
Fui apanhada de surpresa, e saí logo com vários exames para fazer, no caminho sozinha com as lágrimas a espreitar o corpo a "tremelicar" consegui aguentar e ir marcar os exames.
Havia uma possibilidade de só ser retirado o mioma, mantendo o aparelho reprodutivo em funcionamento.
No tal dia 11 de Novembro, uma hemorragia avassaladora , me veio incomodar, o dia inteiro com o sangue a "jorrar", até fraldas tive de ir comprar, nada conseguia travar aquela "avalanche".
Depois de recolher os meus "pitos" e deixar-lhes o jantar. Pego na viatura e vou ao hospital. Quando sai de casa disse-lhes a mãe vai ao hospital e volta já...
Uhau!...Naquele dia fui atendida muito rápido, estava a acabar a inscrição, já me estavam a chamar.
Fui imediatamente encaminhada para ginecologia, e por acaso o médico que estava de serviço era o médico que me fez o diagnóstico, no particular.
E bom disse-me tens de cá ficar e ser operada de urgência.
O quê !...digo eu, não pode ser, eu tenho de ir para casa eu disse que voltava.
O médico também , já tinha conhecimento da síndrome do Bruno, de que não pode haver assim umas surpresas tão repentinas, eu tinha de me aguentar.
Têm de me dar tempo, para o preparar, para a minha ausência.
Ele lá ouviu as minhas preces, e deixou-me sair com receitas para anemia que já estava instalada e veio a piorar muito, e para parar a hemorragia.
Mas alertou-me cuidado, tu és forte, mas cuidado...(convencida mas é)
Naquele dia até estranhei tanta gentileza até o segurança me queria ajudar rsss
Só depois vim a saber que era por causa da fita vermelha que envergava na "lapela"
Alheia aos avisos e com vontade de regressar a casa e descansar, continuei o caminho as receitas fui aviar, na farmácia já tive que me sentar.
Para regressar ao carro havia uma pequena subida, parecia-me uma montanha, já sem forças para a trepar. Nessa rua entro numa churrasqueira a pensar preciso de me alimentar, vou já aliviar. Senti o cheiro dos grelhados que me estavam a enjoar, mas o cansaço era tanto que nem consigo falar sinto o corpo a "resvalar", já meio "tropega", ouço as funcionárias a dizer que me vão levar ao hospital. Não, digo eu em voz sumida acabo de sair de lá.
Enquanto me dão um copo de água com açúcar, ligo a um casal amigo para me ir buscar, já não me conseguia levantar, e conduzir nem pensar...
Amparada por eles a casa consigo chegar, tenho uns dias para recuperar.
E para tudo organizar, e principalmente preparar o Bruno, para a minha ausência, durante uns dias....
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O que o comentário da Ray me foi fazer lembrar rsss
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