Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
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terça-feira, 26 de março de 2013

Conscencialização para o autismo


Está na sua consciência ,e vontade o querer ajudar!
"Autismo é muito mais comum do que se pensa!
Há mais pessoas com autismo do que se somar mos todas as crianças com sida, cancro e diabetes juntas.
Mais informação, menos preconceito!"
Se ainda assim , quiser ficar indiferente a culpa não é minha.

Nota-Folheto cedido, para divulgação do Dia Mundial de Conscencialização do Autismo em Portugal.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Congresso


Vai realizar-se o III Congresso internacional, sobre Síndrome de Asperger.
"O que há de novo na Síndrome de Asperger"
Mais informações : aqui

sábado, 21 de abril de 2012

Caminho Azul 2/3

Nota- Esta peça foi entregue a todos os participantes na caminhada, para que todos juntos informados e empenhados possamos unir todas as peças.


Porque concencializar não é só vestir de Azul( terceira e última parte do discurso)

E finalmente de uma forma poética, porquê estas pessoas são seres fascinantes, só precisam de oportunidades. escrevi alguns anos para o meu filho, mas que se aplica a muitos.

Explicação, para o poema, que transcrevi para a peça do puzzle.

Estar sózinho no meio da multidão!-Procuram isolamento, e as pessoas não lhes ligam
Parece que não ouço!-Podem estar ausentes em pensamentos, ser necessário repetir
Que não sinto igual a ti- Dificuldade em mostrar os afectos, mas sentem é preciso saber busca-los
Apenas porque estou dístraído- O escape dos pensamentos que quando se interessam por alguma coisa, o cerebro fica demasiado ocupado, para o resto
Neste meu mundo fantástico-Credúlos, com uma imagem de mundo perfeito
Não sou capaz de ser fingido-Seriedade, dizem a verdade sem filtros.
E não permito uma mentira-Rigorosos
Mas eu sou igual a ti- Somos todos iguais
Olha bem para mim- São invisiveis aos olhos dos outros, ou então só veêm as diferenças ( por ex: movimentos estereotipados)
Afinal eu estou vivo- ......
E moro aqui ao pé de ti-Não os ignorem

It's time to listen (está na hora de os ouvir)

Devo ainda e finalmente referir, que nem os autistas nem seus familiares, pretendem de solidariedade fotográfica, apenas o reconhecimento dos seus direitos com a dignidade e o respeito que merecem.
Coisa que ainda não acontece em muitos locais do planeta, consciente dos meus direitos e deveres,lutarei até exaustão pelos direitos do meu filho na integração e reconhecimento da sua condição particular ,senão for aqui ,será em qualquer outro lugar.
E embora muito cansada este ano percorri centenas de kms na divulgação desta causa e ainda que viesse uma só pessoa teria valido a pena, para nós todas as pessoas contam sem disprimor para nenhuma desde o jardineiro ao doutor.
Sejam curiosos, procurem mais informação.
Mais uma vez, obrigado a todos

Para resumir e que melhor do que eu, e que voz dele chega concerteza mais longe. Vou ler a mensagem :
Do Sr: Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-Moon para o Dia Mundial da Conscencialização do Autismo, a ser comemorado em 2 de Abril:
2ª, parte do discurso aqui

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Caminho Azul 1



Porque as perturbações do espectro do autismo, não se esgotam,num dia, embora estas imagens tenham sido captadas no dia 1 de Abril.

Porque concencializar não é só vestir de Azul( esta foi a primeira parte do discurso)

Em primeiro lugar agradeço a todos a vossa presença
E a participação neste Caminho Azul, para conscencialização e sensibilização para o autismo.
Sensivelmente à mesma hora e neste mesmo dia estão decorrer várias caminhadas no nosso país, e por todo Mundo realizam-se caminhadas desde a Austrália ao Brasil.
Aahahahah espero que não caminhem tanto, mas o que é um facto, é que quer os autistas quer os seus familiares são obrigados a percorrer longos caminhos.

Há um outro movimento convergente "light it up Blue" foi sugerido às autarquias que iluminassem um edificío público ou monumento, no nosso Distrito temos o Castelo de Leiria,
Já fora do distrito o Municipío da Azambuja está de 30 a 2 de Abril com o edifício dos Paços Concelho iluminado, e o porquê de referir este municipío é que desde inicio e já lá vão alguns meses tem sido sensível e solidário com a nossa causa, nos tem acolhido em casa num projecto de inclusão e educação, e amávelmente acedeu a mais esta solicitação .

E porquê viemos de AZUL , perguntaram vocês!?

O Azul foi a cor escolhida por se tratar de uma disfunção que afecta mais o sexo masculino na proporção 4 homens para 1 mulher.

O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento) que afecta as capacidades de comunição e sociabilização.
È um espectro e tratando-se de um espectro não é linear varia de pessoa para pessoa pode ir de ligeiro ( sindrome de Asperger) a severo(clássico) habitualmente sem linguagem oral, nalguns casos com e défice cognitivo.

O Porquê de ser necessário conscencializar, para esta perturbação!

Porque ainda existe muito desconhecimento,preconceito, discriminação, não está na cara, muitas vezes estes individuos são considerados pessoas estranhas , para muitos mal educadas e ausentes do planeta terra, são tudo atribuições que lhes são conutadas, mesmo na politica o termo autismo é usado com sentido pejorativo de pessoa "ausente".
Não davam defenitivamente para a politica, e quem faz essa comparação é insultuosa, para o autista.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Pense nisto!??

“… Imagine chegar em um país onde você não entende a língua e não conhece os costumes – e ninguém entende o que você quer ou precisa. Você, na tentativa de se organizar e entender esse ambiente, provavelmente apresentará comportamentos que os nativos acharão estranhos…”
(citação retirada do Manual de Treinamento ABA – Help us learn – Ajude-nos a aprender.)

Com base também nesta citação.
E no que me apercebo de como o meu filho se organiza para chegar às pessoas, através do que a elas diga respeito, por exemplo se for alguém do Espanhol ele vai buscar temas nem que seja jogos futebol ou nomes ligados a Espanha, se for um professor de Português é capaz de ir pelo acordo ortográfico, se for de Matemática ir por cálculos e formulas.
Curioso que neste fim de semana em conversa com outro "Aspie"*, redefeni esta citação e transferi-a para o meu universo.
Enquanto o outro jovem me dizia, o teu filho não fala!!!
Enquanto ele próprio repetia continuamente um tema do seu interesse.
Quando lhe disse se perguntares alguma coisa do interesse dele ele fala, por exemplo desporto, climas, até quem é o presidente da ONU, ele sabe, tens é de ser tu a perguntar.
Como a mãe desse jovem é Brasileira, a forma de ele chegar a ela:
O que, quer dizer, galera!???
Afinal é fácíl, o truque está em fazer o mesmo em relação a ele!!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Breve apresentação

O Autismo é uma perturbação neuro-comportamental.
Que compromete as áreas da sociabilização, da comunicação e emocional.
Que abrange um largo espectro ( isto significa que o tipo de abrangência, não é igual em todos os portadores ).
Vai desde o Autismo clássico ou severo descrito por Leo Kanner, normalmente com défice cognitivo, podendo não haver linguangem oral nos casos mais comprometidos.
Também à os portadores de Síndrome de Asperger ou Autismo de alto funcionamento, descritos por Hans Asperger, que já tem outras capacidades grande parte sem défice cognitivo, com linguagem verbal, mas que contudo podem não se saber exprimir da forma mais correcta e utilizar as palavras em contexto.
-Podem ter muitos conhecimentos em determinada área do seu interesse, que exploram até à exaustão com muito pormenor, tornandos obsessivos nesses interesses (isto é estão muito tempo ocupados nesse seu interesse alheando-se do mundo à volta).Parecendo estar no "Mundo da Lua"
-Como ajudar-Calmamente entrar na conversa com eles partindo desse seu interesse, e tentar "leva-los" a outros temas se possível relacionados com tema preferido deles. Porque precisam de segurança ( isto é não gostam de ser surpreendidos).
No que gostam, costumam ser muito bons, por vezes excelentes por isso não gostam de sair dessa sua zona de conforto.(àreas mais númericas) Matemática, mapas,horários,climas, comboios,informática, planetas, dinossauros etc
-Gostam de ter amigos, mas não sabem muito bem como relacionar-se, não conseguem ter iniciativa ( isto é convidar ou juntar-se ao grupo para a brincadeira), e quando o fazem pode ser de forma desadequada, (podendo empurrar, beliscar, soltar uns gritinhos, querer impôr as regras à sua maneira).
-Como ajudar-Não se afastar deles e tomar a iniciativa do dialogo ou da brincadeira, e ainda que eles não respondam ou não olhem directamente p'ra vocês, devm insistir sem forçar, repetir e fazer as perguntas directas. Do Tipo como te chamas?!!!
-Sempre que o quiser chamar começe a frase pelo nome próprio e não pela acção em vez de por ex:Ajuda-me a arrumar as prateleiras ,José.Usar: José , ajuda-me a arrumar as prateleiras ( porque pode não peceber que o é ele o sujeito, e ainda pode ter dificuldade em entender a mensagem)
-Como ajudar- Explicar muito bem as regras passo a passo, inclusive alguma palavra que nos parece básica como o arrumar ( precisam de tudo programado, para se organizarem).
-No recreio podem gostar de estar sozinhos...
-Como ajudar, dar-lhes espaço, mas não os ignorar e voltar mais tarde a tentar a inter-acção.
-Podem evitar o contacto físico.
-O barulho perturba-os - como ajudar-Tentar ambientes tranquilos e tranquiliza-los..
-Tem baixo controle à frustração, reagem mal quando não conseguem os objectivos ( auto estima é geralmente baixa).
- Como ajudar- estimular e potenciar as suas capacidades...
-Ficam intranquilos, quando gozam com eles, embora não consigam expressar de forma muito perceptível esse mau estar refletesse no comportamento.
- Como ajudar, ser compreensivo, e não gozar, mesmo que achem muita piada a uma palermice que eles façam é sempre intencional
-Não os usar também para fazer disparate, porque com a vontade de vos agradar pode leva-los a fazer, porque julgam sempre que vocês são amigos.
-Podem precisar de ajuda para organizar os materiais.
-Como ajudar- Orienta-los, por eexemplo dando-lhes listas das tarefas ordenadas.
-Tem dificuldade na motricidade fina, a sua califrafia é normalmente péssima.
-Não tem muito jeito para jogar à bola (respeitar essa dificuldade), mas podem ser excelentes jogadores de estratégia em jogos de tabuleiro ou computador.
-Tem uma memória excelente
-Tem dificuldade em atar os ténis, ou utilizar os talhares ( ensina-los, pacientemente), pode levar muito tempo, mas nunca desistir.
-Gostam de agradar, mas ás vezes tem o efeito contrário porque são muito sinceros, não conseguem mentir ( o que pode leva-los a revelar algo que fosse para manter em segredo).
Emocional-Não percebem as expressões faciais ( se fazes cara de zangado ou alegre)
-Como ajudar-dizer estou triste, ou contente.
-Parece que não são afectuosos, mas adoram os mimos...(mima-los com sabedoria)
- Pode rir, quando alguém está triste, mas não é a gozar é porque não percebe esses sentimentos.
-Podem ter muita resistência à dor ferimento , como podem ser uns piegas e precisarem de um penso rápido num arranhão.
-Ecolalia-(repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal)
-Rotação de objectos
Poses bizarras-(fixar objectos ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocar de uma determinada maneira )
Estereotopias-Baloiçar-se, estalar os dedos, sacudir as mãos etc
Baseado no que tenho lido e na minha experiência pessoal

-Observações -É relevante salientar que nem todos os indivíduos com autismo apresentam todos estes sintomas, porém a maioria dos sintomas está presente nos primeiros anos de vida da criança. Estes variam de leve a grave e em intensidade de sintoma para sintoma. Adicionalmente, as alterações dos sintomas ocorrem em diferentes situações e são inapropriadas para sua idade.Consultar sempre um especialista em caso de dúvidas...

Todos juntos e informados, podemos transformar este quadro num Azul brilhante...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Nova técnica para tratar síndrome de Asperger

Uma técnica inovadora para o treino de crianças com Asperger, aplicada na Fundação Renascer em Lisboa, aposta em ajudas visuais, como, por exemplo, cores, para representar sentimentos. O método consiste em treinar "a capacidade de nos pormos no lugar dos outros" e visa ensinar a estas crianças aquilo que para a maior parte das pessoas surge naturalmente...

Ver o resto do artigo aqui
Todas as técnicas são boas, desde que resultem numa evolução positiva...
Mas nenhuma substitui as idas aos técnicos credenciados, para fazer as avaliações...

terça-feira, 26 de abril de 2011

SON RISE - Estratégias práticas que pode começar a utilizar com a sua criança (1)

Para que possa colocar em pratica algumas das técnicas do método SON RISE deixamos-lhe alguns princípios que pode começar aplicar desde já com a sua criança

Área do Desafio:
A criança possui um discurso limitado ou não fala.
Princípios orientadores:
Se ensinar que a linguagem é utilizada para comunicar, (e que não é apenas sons que se memorizam e se repetem), vai mostrar à criança que existe razões para falar.
O nosso programa mostra que, se a linguagem for encarada como útil e divertida, a criança ficará motivada para a utilizar.
Aplicar os princípios:
Responda rapidamente aos sons que a sua criança emite. Quando a sua criança produz um som (mesmo quando não há a certeza que está a tentar falar), mova-se rapidamente e ofereça qualquer coisa, ainda que não sabendo o que está a pedir. Demonstre que a comunicação verbal faz com que as pessoas se movam. Mostre à sua criança que falar lhe dá poder.
Demonstre o poder da linguagem ensinando verbos de acção ou substantivos eficazes. (Por exemplo: se ensinar a palavra "subir", pode levantar a sua criança ao utilizar esse verbo. Em contraste, se ensinar a palavra "mesa" não há nenhuma acção especifica que possa utilizar em função desta palavra. Substantivos eficazes poderão ser "bola" ou "chávena", etc.)
Celebre cada tentativa de comunicação. Se a sua criança tentar dizer algo, aplauda e festeje vivamente! Queremos que a criança se entusiasme e tente outra vez. Encorajamos isto não celebrando apenas o sucesso, mas todo o esforço ao longo do percurso.
Área do Desafio
A criança exibe comportamentos repetitivos e estímulos ritualistas ("stims").
Princípios Orientadores:
Crianças e adultos utilizam estes comportamentos para organizar a sua compreensão com o ambiente à sua volta e para ganhar a sensação do seu controlo interior.
Estes comportamentos podem ser por natureza curativos.
Estes rituais são uma “porta” para a interacção humana e para as relações sociais.
Estes comportamentos são reconfortantes para a criança e têm um propósito, mesmo quando não o entendemos.
Aplicar os Princípios:
Em vez de tentar parar um comportamento à força, junte-se e reproduza-o também, para que assim o comportamento solitário se torne num comportamento interligado.
Junte-se à actividade da sua criança imitando exactamente o que ela está a fazer. (Por exemplo: Se a sua criança estiver a bater palmas, bata também palmas com ela.) Posicione-se de maneira a que a sua criança consiga ver que você está a fazer.
Área do Desafio:
A Criança possui um vocabulário extenso ou fala em frases, mas falta-lhe a habilidade de conseguir falar com sucesso em situações sociais.
Princípios Orientadores:
Se ajudarmos a criança a construir confiança em comunicar socialmente, mais tarde ela tentará.
As crianças estão motivadas a usar as suas capacidades verbais com outros, quando lhes são mostrados os benefícios que essa atitude traz.
Aplicar os Princípios:
Recrie situações sociais num ambiente sem distracções, para que assim consiga reproduzir a situações sociais e familiares mais comuns.
Dê-lhe expressões específicas/frases que quer que a sua criança aprenda no âmbito de uma actividade entusiasmante ou num jogo. (Por exemplo: Em vez de corrigir o seu filho ou dar-lhe frases para repetir, crie um jogo chamado "mercearia" e mostre-lhe como interagir consigo, enquanto faz de "caixa".)
Esteja disposto a conversar com entusiasmo sobre um tema que a sua criança ache interessante (Doraemon; Centros Comerciais; e questões repetitivas como "O que é o jantar?"). Seja o modelo a seguir. Se queremos que as nossas crianças estejam dispostas a conversar as nossas áreas de interesse, temos de conversar com elas as suas. Depois de termos seguido os seus interesses, aí podemos começar a guiar gentilmente a conversa para direcções diferentes.
Em vez de corrigir continuamente a sua criança ou mostrar-lhe que conversas sem sentido são inúteis, celebre o facto de a sua criança estar a comunicar consigo. Faça com que a sua criança saiba o quanto gosta de a ouvir falar e partilhar o que tem para dizer.
Informação vencer autismo

segunda-feira, 25 de abril de 2011

SON RISE - Estratégias práticas que pode começar a utilizar com a sua criança (2)

Área do Desafio:
Quando a Criança grita, chora, bate e atira objectos, etc
Princípios Orientadores:
As Crianças usam estes comportamentos porque funcionam. Se a criança estiver a gritar, é porque aprendeu que essa é a maneira de obter o que quer. Se este comportamento já não se verificar útil, deixará de o usar.
Todas as crianças e adultos fazem o melhor que podem. Por variadas razões, neste momento, a criança não consegue encontrar outra maneira de o fazer. Se conseguisse, fazia-o.
As nossas reacções têm um papel vital para encorajar ou diminuir estes comportamentos.
Aplicar os Princípios:
Não tenha reacção. Mantenha a sua expressão facial e o tom de voz inexpressivos (i.e., não franza a testa, grite, sorria, etc.). Mova-se sempre lentamente e em silêncio durante esse tempo, assim minimiza a sua reacção, e consequentemente, já não ira encorajar estes comportamentos.
Em vez de tentar ignorar estes comportamentos, explique numa voz calma e terna, que não percebe quando a sua criança tenta comunicar consigo desta forma. Mesmo que a sua criança não fale, a sua explicação será útil, tanto no conteúdo como no tom.
Evite dar a "recompensa" que a sua criança quer. Se der a à sua criança o que ela quer quando grita, está a ensinar-lhe que essa é uma maneira eficaz de comunicação.
Cuide de si. Minimizar reacções não quer dizer que vai deixar que a sua criança lhe bata ou lhe belisque. Tente pôr uma almofada à sua frente de maneira a que o proteja e lentamente mova-se para outro sítio.
Ofereça uma alternativa. Se a sua criança lhe está a puxar o cabelo, dê-lhe antes uma corda para puxar. Se estiver a atirar-lhe com peças, ofereça-lhe antes uma almofada ou um peluche para atirar.
Expresse reacções substanciais de celebração cada vez que a sua criança for gentil e faça pedidos da maneira como você prefere.
Mova-se rapidamente quando lhe pedirem algo de forma querida ou clara para que assim lhe mostre o contraste destes tipos de comunicação.
Área do Desafio:
A criança está incapacitada ou não quer participar em actividades do dia-a-dia (i.e., escovar os dentes, usar a casa de banho, ter uma higiene pessoal, preparar as próprias refeições, vestir-se, etc.).
Princípios Orientadores:
Todas as pessoas (crianças e jovens adultos) movem-se de acordo com o que apreciam. Se estas actividades forem vistas como agradáveis, a criança aproximar-se-á em vez de se afastar.
As pessoas precisam de tempo para aprender — vale a pena investir tempo para ajudar a sua criança a adquirir novas capacidades.
Aplicar os Princípios:
Tire estas actividades "fora do armário". Ensine estas actividades insistentemente durante o dia, em vez de as fazerem apenas em alturas muito ocupadas do dia (i.e., quando está a tentar que a suas crianças saiam da porta, para que não percam o autocarro), pegue noutras alturas para lentamente ensinar estas capacidades.
Dê atenção e celebre todos os membros da família que participam nestas actividades com sucesso (i.e., "Boa Papá! Conseguiste vestir sozinho o teu casaco!").
Dê grandes e calorosas reacções a qualquer sinal de interesse ou vontade nestas áreas (i.e., se a sua criança olhar para a escova de dentes, se vestir a sua t-shirt ao contrário, etc.).
Faça com que seja divertido! (O quê? Escovar os dentes é divertido? Sim! Escovar os dentes pode ser divertido!)
Seja flexível relativamente ao tempo. Se a sua criança fugir da quando lhe pentear o cabelo, em vez de o forçar ou empurrar, espere 10 minutos, e tente outra vez.
Informação - vencer autismo

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Dia internacional de síndrome de Asperger!!!

O síndrome de Asperger ou o transtorno de Asperger ou ainda Desordem de Asperger é um síndrome que está relacionado com o autismo, diferenciando-se deste por não comportar nenhum “atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou de linguagem”. O termo “síndrome de Asperger” foi utilizado pela primeira vez por Lorna Wing em 1981 num jornal médico, que pretendia desta forma honrar Hans Asperger, um psiquiatra e pediatra austríaco cujo trabalho não foi reconhecido internacionalmente até a década de 1990, mais precisamente em 1994 no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, na sua quarta edição.

Suspeita-se que Albert Einstein, o físico Isaac Newton, o compositor Mozart e o pintor renascentista Miguel Ângelo também fossem portadores da síndrome, além do cineasta Stanley Kubrick e do filósofo Wittgenstein, bem como Andy Warhol. Outra Asperger de sucesso chama-se Temple Grandin, nos Estados Unidos, uma engenheira e zoóloga, professora universitária. Outro Asperger de sucesso é Syd Barret, vocalista, guitarrista e compositor do Pink Floyd, que devido ao Síndrome de Asperger, viria a só participar no primeiro álbum (maioritariamente) e, minoritariamente, no segundo álbum da banda. Também o vocalista da banda australiana The Vines, Craig Nicholls, foi diagnosticado com a síndrome. Nicholls catalisa toda a sua inteligência na música, criando climas energéticos e totalmente psicadélicos, estando, no entanto, afastado de quase todo o relacionamento social.
Características
Interesses específicos ou preocupações com um tema em detrimento de outras actividades;
Rituais ou comportamentos repetitivos;
Peculiaridades na fala e na linguagem;
Padrões de pensamento lógico/técnico extensivo (às vezes comparado com os traços de personalidade do personagem Spock de Jornada nas Estrelas);
Comportamento socialmente e emocionalmente impróprio e problemas de interacção inter pessoal;
Problemas com comunicação não-verbal;
Transtornos motores, movimentos desajeitados e descoordenados.
Sinais de Alerta
1. Dificuldade em ler as mensagens sociais e emocionais dos olhares – portadores de SA geralmente não olham nos olhos, e quando olham, não os conseguem “ler”.
2. Interpretar literalmente – indivíduos com SA têm dificuldade em interpretar coloquialismos, ironia, gírias, sarcasmo e metáforas.
3. Ser considerado rude e ofensivo – propensos a um comportamento egocêntrico, os Aspergers não captam indirectas e sinais de alertas de que seu comportamento é inadequado à situação social.
4. Honestidade - portadores de Asperger são geralmente considerados “honestos demais” e têm dificuldade em enganar ou mentir, mesmo às custas de magoar alguém.
5. Percepção de erros sociais – à medida que os Aspergers amadurecem e se tornam cientes de sua “cegueira emocional”, começam a temer cometer novos erros no comportamento social, e a autocrítica em relação a isso pode crescer a ponto de se tornar numa fobia.
6. Paranóia – por causa da “cegueira emocional”, pessoas com SA têm problemas para distinguir a diferença entre as atitudes deliberadas ou casuais dos outros, o que por sua vez pode gerar uma paranóia.
7. Lidar com conflitos – ser incapaz de entender outros pontos de vista pode levar a inflexibilidade e a uma incapacidade de negociar soluções de conflitos. Uma vez que o conflito se resolva, o remorso pode não ser evidente.
8. Consciência de magoar os outros – uma falta de empatia em geral leva a comportamentos ofensivos ou insensíveis não-intencionais.
9. Consolar os outros – como carecem de intuição sobre os sentimentos alheios, pessoas com SA têm pouca noção sobre como consolar alguém.
10. Reconhecer sinais de enfado – a incapacidade de entender os interesses alheios pode levar Aspergers a serem bastante desatentos e geralmente não percebem quando o seu interlocutor está entediado ou desinteressado.
11. Introspecção e auto-consciência – os indivíduos com SA têm dificuldade de entender os seus próprios sentimentos ou o seu impacto nos sentimentos alheios.
12. Vestuário e higiene pessoal – pessoas com SA tendem a ser menos afectadas pela pressão dos semelhantes do que outras. Como resultado, geralmente fazem tudo da maneira que acham mais confortável, sem se importar com a opinião alheia. Isto é válido principalmente em relação à forma como se vestem e aos cuidados com a própria aparência.
13. Amor e rancor – como os Aspergers reagem mais pragmaticamente do que emocionalmente, as suas expressões de afecto e rancor são em geral curtas e fracas.
14. Compreensão de embaraço e passo em falso – apesar do fato de pessoas com SA terem compreensão intelectual de constrangimento e gafes, são incapazes de aplicar estes conceitos no nível emocional.
15. Lidar com críticas – pessoas com SA sentem-se forçosamente compelidas a corrigir erros, mesmo quando são cometidos por pessoas em posição de autoridade, como um professor ou um chefe. Por isto, podem parecer imprudentemente ofensivos.
15. Velocidade e qualidade do processamento das relações sociais – como respondem às interacções sociais com a razão e não com a intuição, os portadores de SA tendem a processar informações de relacionamento muito mais lentamente do que o normal, levando a pausas ou demoras desproporcionais e incómodas.
16. Exaustão – quando um indivíduo com SA começa a entender o processo de abstracção, precisa treinar um esforço deliberado e repetitivo para processar informações de outra maneira. Isto muito frequentemente leva a exaustão mental.
Fonte:http://www.amar-ela.com/sindrome-de-asperger

Deixo aqui a informação da Wikipédia, aqui

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Autismo- Antes do diagnóstico"

Vamos esperar. A frase repete-se. Ocasionalmente substituída por outras, que são mais sinónimos: " Ainda é cedo, cada um tem o seu ritmo, tem pouco contacto com as outras crianças , nasceu um irmão..." O pediatra , a educadora os avós, o pai, a amiga... Todos vão dizendo que o coração da mãe, silencioso, grita para ouvir. Há sempre um caso que era semelhante que depois ficou bem. O tempo, os anjos, a fé e outros impulsionadores encarregar-se-ão delegados por Deus, maior ou menor, mas jamais indiferente a um pedido maternal. Não há que dramatizar..
Confiar é a palavra que a mãe tropeça todos os dias. E cada "caso semelhante", cada frase oferecida , é um bálsamo para a dor que se começa a instalar. Uma dor que vai chegando devagar. Silenciosa, subtil. Um olhar que se desvaneceu como um reflexo, palavras que foram desaparecendo e nunca mais foram ditas, um abraço que não se prolonga e uma distância que se vai estendendo. Entre um pintor e a criança que se desenha a si própria... Indiferente às cores que a mãe traz nos seus pincéis. Uma obra prima. Certamente.
Mas que se destaca na galeria da infância.Diferente de outros quadros.
Mas serão os olhos da mãe? Entre um passo de certeza e outro de dúvida, começa o olhar atento. Na festa, na saída da escola, no parque. Observam-se os outros da mesma idade, numa ânsia de medidas e comparações que se vão tornando claras, como os contornos no amanhecer. Depois começam as leituras. Nos livros, na Internet, juntando as peças do puzzle. E a certeza vai crescendo. A par dos indícios de um problema que se vai insinuando, espreitam sinais nas leituras ou numa partilha mais íntima, de que há "algo a fazer". E, independentemente das dúvidas, parece haver unanimidade quanto à importância de uma intervenção precoce. As crianças que iniciam a terapia mais cedo têm melhores resultados. Esta verdade é transversal às páginas da Internet, às folhas dos livros e das revistas às experiências que se vão ouvindo. E esta certeza cria uma urgência nos pais. O " esperar para ver" tornasse angustiante enquanto revelador de uma passividade, que tem pouco de transformadora. E os pais começam a sentir-se espectadores de um cenário que se desenrola num sentido aparentemente aleatório.
E se a Natureza se tiver enganado? E se houver de facto, um problema? Quanto tempo foi desperdiçado? Entre os pecados do excesso e do defeito, qual traz mais serenidade ao olhar para trás? Qual evita que a pergunta " e se tivéssemos começado mais cedo" se deite com os pais e acorde com eles?
Nesta viagem de meses às vezes anos, chega o momento. A porta do gabinete abre-se, os passos da criança antecedem os dos pais. Como se guiasse o caminho. A mãe inspira, até às profundezas da dor, ao avesso dos seus medos e expira, revestida da fortaleza que será sempre, guardando a cidade de que é aquele pequeno ser, como se de um útero se tratasse.
E pergunta. Olhos nos olhos de quem vai responder o que ela já sabe. Porque o tempo de espera terminou e inicia-se outra etapa. "Diga-me, o que é que o meu filho tem?"
Por Carla Almeida- Núcleo das Perturbações do Espectro do Autismo (Cadin)
Texto transcrito de uma revista de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010



Não custa ajudar, basta um tempinho livre e vontade de o fazer!!!
Só tem a aprender ao partilhar umas horas da sua vida com uma criança especial!..
Este apelo vai para a ilha da Madeira!...
Cliquem na imagem para ampliar

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Seminário "Ensino Estruturado - Estrutura Teacch"

A Estrutura Teacch tem como principal objectivo ajudar a criança/jovem com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) a crescer a e a melhorar os seus desempenhos e capacidades adaptativas, de modo a atingir o máximo de autonomia ao longo da vida.
É um modelo que se adequa à maneira de pensar e de aprende destas crianças/jovens e permite aos técnicos que os acompanham encontrar as estratégias mais adequadas para responder às necessidades de cada um.

Assim, vamos realizar o Seminário “Ensino Estruturado – Estrutura Teacch” no dia 30 de Outubro de 2010, no Auditório da AEP em Leça da Palmeira.

Uma vez mais, o objectivo deste Seminário é dotar os participantes de um maior conhecimento e de ferramentas de modo a facilitar os processos de aprendizagem e de autonomia das pessoas com PEA, diminuindo a ocorrência de problemas de comportamento

Informação retirada daqui

sábado, 29 de maio de 2010

Na base do meu primeiro "encontro" com o autismo (3)

As crianças autistas já nascem assim ou ou tornam-se autistas num determinado momento?

Algumas crianças podem tornar-se autistas após uma doença grave ou uma experiência traumatizante.
Contudo ao que parece a maioria delas são autistas de nascença, embora a doença não se torne evidente antes do 2 ou 3 anos, idade em que a escassez da conduta social, se torna manifesta.

Na escola disseram-me que o meu filho de 8 anos, se distraí muito nas aulas , não presta atenção às explicações do professor e está muito distante. Estas poderão ser as primeiras manifestações de um autismo infantil?

Não. A criança autista apresenta graves perturbações de comunicação desde a primeira infância, e portanto não pode seguir uma escolaridade normal.
O comportamento de seu filho nas aulas poderá estar relacionado com dificuldades de aprendizagem escolar ou nas suas relações pessoais com o seu professor ou companheiros de classe.

Tenho um filho de 4 anos a quem diagnosticaram autismo infantil. Actualmente está numa escola para crianças deficientes mentais, mas um amigo disse-me que seria melhor colocá-lo numa escola especializada só em crianças autistas.
Deverei seguir o seu conselho?


É provável que nas escolas para deficientes mentais seu filho seja tratado, como se a sua perturbação principal fosse um atraso de inteligência, quando não é assim: esse atraso costuma ser consequência das dificuldades de contacto social por parte das crianças autistas, mas não é a perturbação principal.
É muito importante que o seu filho seja tratado por pessoas ou instituições dedicadas especificamente à terapêutica do autismo infantil.

Estas questões foram transcritas de um guia com cerca de 25 anos, ainda assim julgo que com alguma actualidade...Página inicial aquiprimeiras questões aqui
última parte
Nota: devo referir ainda que nenhuma informação aqui transcrita,substitui a ida a um técnico de saúde credenciado e habilitado a diagnosticar

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Na base do meu primeiro "encontro" com o autismo(2)

Perguntas e respostas

Tenho um filho de 4 anos que é muito egoísta, briga frequentemente com amigos por causa dos brinquedos e costuma sofrer ataques de cólera por esse motivo. Poderá interpretar-se esse seu comportamento como forma de autismo?
Dificílmente o será, visto que o comportamento de uma criança autista se caracteriza pela escassez de relações com as restantes pessoas- incluindo as crianças da sua idade -e pela falta de expressividade dessas relações.

Que possibilidade de recuperação existem para as crianças autistas?
Pouquíssimas crianças autistas conseguem recuperar por completo.
Mas o que está demonstrado é que todas as crianças autistas melhoram com uma educação especial, diferente da que se dá às deficientes mentais.
A educação de autista deve seguir um programa individualizado, pois cada um deles tem necessidades, problemas e capacidades diferentes.

Um sobrinho meu tem 4 anos e contudo ainda não pede para fazer as suas necessidades. Poderá ser autista incipiente?
Raramente as crianças autistas apresentam qualquer perturbação no controle dos esfincteres. Antes pelo contrário, e embora pareça parodoxal, estas crianças aprendem rapidamente a controlar a micção e a defecação.

Meu filho de 5 anos fala muito atabalhoadamente e tem a tendência para omitir palavras. Será possível estas dificuldades de linguagem serem um sintoma de autismo?
A principal dificuldade das crianças autistas não é a dificuldade na fala, mas sim a escassez manifesta de qualquer tipo de relações com outras pessoas. Por outro lado a dificuldade que uma criança autista tem na linguagem são diferentes das que posa ter uma criança normal: os autistas falam de uma forma monótona e afectada, mas costuma articular bem as palavras.

Estas questões foram transcritas de um guia com cerca de 25 anos, ainda assim julgo que com alguma actualidade...Página inicial aqui
To be continue
Nota: devo referir ainda que nenhuma informação aqui transcrita,substitui a ida a um técnico de saúde credenciado e habilitado a diagnosticar...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O meu primeiro "encontro" com o autismo (1)



Há mais de 22 anos, quando começaram as nossas suspeitas, de que o nosso filho tivesse comportamentos autistas, não havia internet, nem literatura disponível em português.
E também no fundo era só uma suspeita dos pais e de uma tia que trabalhava num infantário, que nos alertou para o facto.
Sendo um tema para mim completamente "escuro", só conhecia aquele autismo que mostrava pessoas muito inquietas que se auto-mutilavam, que rejeitavam os contactos físicos até com os progenitores... O meu filho não tinha nada a ver com esse quadro que me assustava. E se a pediatra até dizia que os comportamentos atípicos eram do mimo, era para descansar...
Tinha apenas uma enciclopédia um guia médico, onde procurei pela primeira o que era o autismo e esta descrição , já me ficava próximo do quadro que eu vivia, é apenas uma página , havia uma descrição que para mim não fazia sentido, como continua a não fazer hoje em dia a teoria de Kanner, e muni me de todas as armas para o contrariar. De falta de afecto o meu filho nunca haveria de padecer, e tornei isso no meu "cavalo de batalha", até me tornando chata, mas ele havia de se habituar a todos os meus afagos...


Mesmo com mais de 20 anos ainda continua actual, podendo ter mudado alguns termos:
Transcrição
O autismo é uma doença da infância caracterizada por uma manifesta escassez de relações com as restantes pessoas. Seus sintomas evidenciam-se entre os 2 e os 5 anos- de idade em que as crianças normais começam a desenvolver plenamente a sua conduta social-, mas com frequência os pais já tem notado algo estranho antes. As crianças afectadas por esta perturbação costumam ser bebés excessivamente bons. que quase nunca choram nem estão nervosos, e que podem ficar no berço durante muito tempo. Na presença dos pais mostram-se distraídos e não costumam reagir às demonstrações de afecto.
As crianças autistas sempre apresentam perturbações mais ou menos graves de linguagem. Por vezes esta não se desenvolve de modo algum, outras vezes a criança começa a falar, mas ao chegar aos 2 anos o seu progresso fica retido. Uma perturbação típica de autismo é a repetição mecânica de palavras ou frases pronunciadas por outra pessoa. Mesmo quando a linguagem evolui relativamente bem, fica afectada, tem algumas excentrecidades na sintaxe e é monótona.
Outra caracteristica das crianças é o seu grande interesse pelos objectos inanimados. Mostram também um grande desejo de mantêr constante seu meio ambiente, qualquer mudança, quer no trajecto seguido durante o passeio diário, quer na colocação de objectos em casa, provoca-lhes uma ansiedade extrema. Este aspecto do seu comportamento limita-lhes em grande medida as actividades, visto que possuem apenas um conjunto reduzido de comportamentos rituais que vão repetindo incansavelmente.
Actualmente ainda se desconhecem as causas do autismo. Os primeiros investigadores julgaram que se produzisse por falta de afecto maternal, mas ultimamente supõe-se que pelo menos na maior parte dos casos, tem uma base orgânica, de tipo genético. Uma prova disso é o facto de em cada quatro autistas três serem rapazes. Não se conhecendo a causa concreta do autismo, não existe um tratamento específico, para esta doença, mas comprovou-se que as crianças autistas melhoram quando se lhes proporciona uma educação especial. O prognóstico é muito favorável nas crianças que aos cinco anos de idade sejam capazes de se comunicar com os outros por meio da linguagem.

Nota: Este guia tem cerca de 25 anos é daquelas colecções da Salvat Editora do Brasil. Curiosamente são livros a que o meu "Aspie" recorre muitas vezes.
Mal sabe ele que a mãe começou a investigação por aqui, e muitos destas linhas encaixavam na perfeição... Têm ainda algumas perguntas e respostas que colocarei em jeito de comentários, em apenas uma página.
Inclusive esta imagem que vão ver faz parte do livro
.

sábado, 13 de março de 2010

Sobre o livro "Mal Entendidos"(2)

Referindo-se à história da síndrome

Kanner e Asperger-" Usaram o mesmo nome, para descrever pessoas semelhantes, mas no entanto substancialmente diferentes, já que os doentes com Asperger eram inteligentes e tinham uma linguagem quase normal."

- "De uma perturbação de comportamento de limites bem definidos quadro clínico preciso e esteriotipado, o Autismo passou a ser uma patologia com espectro de gravidade e sintomas variáveis."

-"Tranquilize se o leitor que ao ler estas linhas que se seguem se vê confrontado com a palavra «Autismo» e com a memória de crianças profundamente deficientes."

-" Não é assim com a SA, perturbação do espectro do autismo, mas que muito pouco têm a ver com a imagem do autismo evocada habitualmente."

Referindo-se ao que é a síndrome

-"O primeiro é que peritos de reputação internacional elaboraram critérios, que embora semelhantes, são apesar disso díspares."

-"Em segundo lugar, estamos a falar de uma perturbação de desenvolvimento, isto é, que modifica, quando o individuo passa de lactente a criança e de adolescente a adulto."

-"Em resumo, diria que a SA, é constelação, cujas estrelas principais são:"
*"Dificuldade de inter- acção social"
*"Dificuldade na comunicação verbal e não verbal."
*"Dificuldade em criar empatia, isto é, «pôr-se na pele dos outros»
*"Gestos ,sons ou actividades repetitivas"
*"Hiper sensibilidade aos estímulos sensoriais ( sons, cheiros, luz e textura)

Qual a causa!...?

-"Quantas vezes ao observar o casal progenitor sentado á minha frente no gabinete da consulta, não são necessários mais que alguns minutos para perceber que o pai «também têm»,embora, eventualmente, numa forma mais camuflada."

-"Não me surpreenderia, se no futuro se vier a demonstrar que existem genes diferentes responsáveis por algumas alterações comportamentais da SA, explicando assim a variabilidade do quadro, pelo número e tipo de genes herdado por cada indivíduo."

- "Existe sem sombra de dúvida um número crescente de crianças diagnosticadas com Autismo."

To be continue

sexta-feira, 12 de março de 2010

Sobre o livro "Mal entendidos" (1)

Este livro é do meu ponto de vista, um livro de aprendizagem e conhecimento.
Para quem conhece as patologias, ficará com mais informação, e para quem já tem alguns conhecimentos, pode reforçar a aprendizagem...
Agora vou cingir me ao capitulo da Síndrome de Asperger, por ser a que me toca directamente, e neste livro não é vista de forma meramente teórica, são experiências reais, vistas pelo lado humano e clínico, salpicada de humor. Sem dramatismos, honesto, frontal e positivo.
Neste capitulo especificamente, encontro parte de nós, visto por alguém que parece conhecer a nossa intimidade ( não foi baseado em nós).
Em tom de brincadeira com fundo sério costumo dizer que o Doutor têm a ciência e o conhecimento, e eu tenho a matéria prima ( que é o meu "Princípe Asperger").
Neste livro encontro muitas das nossas vivências.
Para quem ainda, não tenha tido oportunidade de ler o livro deixo aqui as minhas impressões, rescrevendo, alguns dos parágrafos ou frases que têm mais a ver connosco ou com as quais eu comungo da opinião do autor, que é praticamente tudo neste capitulo, mas não sendo viável mostrar tudo, fiz então a minha selecção.
Que para quem está de fora pode não fazer muito sentido, uma vez que as frases vão ser retiradas de um contexto, ficando soltas de ligação.
Ainda assim vou arriscar, para quem convive com a Síndrome conseguirá enquadra-las....

Separei em algumas partes: fica aqui a primeira transcrição...

Referindo se à comparação de como viveria o super homem no planeta terra, fazendo analogia à Síndrome de Asperger

-"Duvido que fosse intuitiva a percepção dos sentimentos, acções e estados de alma dos companheiros de sala".

-"Provavelmente ficaria sossegado, no seu canto meio perplexo, com a agitação que o rodeava, sentindo-se apenas seguro quando o deixam em paz".

-"Em adolescente, certamente se sentiria perdido, tentando compreender os milhares de sinais subtis, verbais e não verbais, que os jovens trocam quando comunicam entre si".

-"Todos os dias se sentiria numa espécie de curso de língua estrangeira, onde com esforço, procuraria compreender as intenções de alguém, quando essa pessoa altera o tom de voz, ou acrescenta ironia ás expressões:"

-"Quando pretendemos comunicar, em geral usamos as palavras, mas o significado muda, e pode até representar o seu contrário, quando dizemos por exemplo «bonito serviço»."

-"E há ainda a comunicação, não verbal, quando os olhos substituem a boca."

Nota-Desta mãe leitora-Escrito por quem sabe.Lido por quem sente...
Obrigado ao Doutor, por esta ferramenta que aconselho, estas minhas leitura, são à luz dos meus olhos dos meus sentimentos e vivências.
Não substitui a leitura do livro...
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O que é a Sindrome de Asperger?


A Síndrome de Asperger (SA) pode ser definida como perturbação do desenvolvimento que se manifesta por alterações, sobretudo, na interacção social e na comunicação e no comportamento.

O termo utilizado pela primeira vez por Lorna Wing, num artigo publicado em 1981, no qual descreveu um grupo de crianças e adultos cujas capacidades e comportamentos se assemelhavam aos descritos pelo pediatra vienense Hans Asperger.

Pediatra Vienense Hans Asperger avaliou crianças cuja interaccção social era pobre, que apresentavam falhas de comunicação e desenvolviam interesses especiais.

Lorna Wing constatou que algumas crianças apresentavam, numa fase inicial, as características clássicas do autismo, desenvolvendo mais tarde algumas competências ao nível da linguagem e da socialização, que as colocavam fora do âmbito do diagnóstico do autismo clássico( ou Síndrome de Kanner).

Actualmente a SA é considerada um subgrupo do espectro do autismo, com critérios de diagnóstico específicos.

A SA é mais comum nos rapazes (5/1), e afecta cerca de 20 a 40 pessoas em cada 10mil. Em Portugal estima-se que o número de crianças com esta síndrome ronde os 40 mil.

Tem-se discutido muito sobre as causas da SA.
Os estudos efectuados têm avançado várias causas possíveis, desde biológicas( estando implicados diversos aspectos da estrutura do cérebro) a genéticas.

Esta informação foi retirada de uma brochura da Apsa de Março de 2007

Comemora se hoje o dia internacional de Asperger em homenagem a Hans Asperger, nascido em Viena a 18 de Fevereiro de 1906

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

"Autismo em "referência"" parte1/4

Breve nota: Devo referir que estas informações por si só,não excluí a ida, a um técnico de saúde credenciado na área do autismo, perturbações do desenvolvimento...

As primeiras referências científicas relativas ao autismo devem-se ao pedo-psiquiatra, (psiquiatra infantil) americano Leo Kanner(nascido na Áustria) e o pediatra austríaco Hans Asperger, que respectivamente em 1943 e 1944, descreveram uma doença infantil caracterizada, essencialmente, por uma perturbação na interacção social (isto é na maneira como as crianças estabelecem as trocas sociais).
Kanner, que trabalhava e publicava as suas investigações nos Estados Unidos, viu o seu trabalho ser reconhecido nas décadas de 50 e de 60.
A Hans Asperger que trabalhava em Viena e publicava em língua Alemã, só lhe foi reconhecido o devido mérito no final da década de 80.
Curiosamente através dos trabalhos destes dois pediatras, foi possível identificar retrospectivamente, em muitas obras literárias, descrições de pessoas que viveram há centenas de anos atrás e que de acordo com as novas terminologias, preenchem os critérios de inclusão para o diagnóstico de autismo.
Sabe-se hoje que os síndromes autistas não são condições novas geradas pelas sociedades industriais e urbanas(não há evidência que o autismo seja mais frequente nas áreas urbanas do que nas rurais, muito embora a expressão do mesmo possa ser diferente).
Todas as definições de autismo actualmente aceites pela comunidade científica incluem três critérios basilares, imprescindíveis para a formulação do seu diagnóstico:

1- Tem de existir uma perturbação na interacção social.

2- Tem de existir uma perturbação na comunicação(incluindo a compreensão e a expressão da linguagem falada).

3 -As crianças tem de apresentar padrões de comportamento, interesse e actividade repetitivos, restritos e estereotipados.
São conhecidos muitos sistemas classificativos, mas todos eles assentam nestes três critérios fundamentais.