Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

"Curioso"






Mal, eu imaginava, quando começei a coleccionar este guia médico.
Andava grávida, do rapaz...
Que, este viesse, a servir lhe de guia, para tirar dúvidas, que depois leva , para os profissionais da área, que ficam estupefactos, por ele já levar termos técnicos, e insistir , naquilo que leu, como rebentar o fleimão :)
Esta semana, tem estado com uma infecção, num dos dentes que restaurou.
Queixava-se de dor de dentes, mas como às vezes é piegas.
Podia ser transitório, e a minha insistência , era para higiene oral , reforçada.
Até , que na segunda-feira, acorda, com cara inchada.
Começa o segundo drama, o medo de não ver, que lhe estava a afectar a visão.
Lá , fomos nesse dia a uma urgência ao dentista, onde ele levava a lição estudada.
Queria ver-se logo livre da infecção,  purgando o fleimão...
Está a antibiótico desde esse dia, em franca recuperação.
Na próxima segunda-feira, lá voltaremos para ver qual a solução.

sábado, 28 de julho de 2012

No mundo da Lua?... Talvez Não....


Uma sugestão de leitura simples e solidária!
Uma pequena prenda, um grande gesto!
Uma aprendizagem no mundo do autismo!

Mina Viana

“A história que o livro nos conta é uma fábula. Poderão vocês pensar que como todas as fábulas aconteceu há muito tempo, mas não, foi apenas ontem...Tudo se passou numa pequena quinta mesmo às portas da cidade, bem aqui ao nosso lado. Quando D. Josefa se apercebe que o seu filhote, o Pedrocas é diferente, ele não fala, não brinca com os outros, anda sempre de cabeça na lua, só quer saber de plantas. D Josefa descobre depois de falar com o mocho do pinhal que o seu filhote é autista. Embarca assim numa estranha aventura feita de palavras silenciosas... mas um dia o Pedrocas salva uma vida e ganha o respeito de todos os animais da quinta...”

Autora:Ana Paula Antunes

Não é por ser minha amiga, mas aconselho vivamente que contem a fábula aos vossos meninos,(vou mais longe, e diria que deveria fazer parte do plano educativo) os adultos também vão ficar a perceber melhor, o que é este "Pinto", chamado AUTISMO.

Para obter e mais informações veja aqui

segunda-feira, 12 de abril de 2010

«Um irmão fazia-lhe bem, doutor?»

Esta é uma das questões ,também levantada no livro "mal a entendidos"
E desta vez não transcrevendo fielmente o que o Doutor escreveu.
É a minha opinião, embora haja pontos comuns com o que ele escreveu, ele mais do ponto vista técnico mas também humano, eu do lado emocional e maternal...
Acredito que muitos pais com filhos diferentes, coloquem esta pergunta a si mesmos legitimamente.
E quando eu não poder ou não estiver presente?!...
Quem cuidará deste meu filho/a?!...
Um irmão seria um suporte, alguma segurança para os pais!..
Um filho, nunca será substituto dos pais embora neles depositemos egoisticamente alguma esperança...
E confesso este meu lado egoísta e fico também aqui divida com a "carga", que estou a colocar na minha outra filha...
Não tenho esse direito. Ela fará o que bem entender.
Por isto nós pais lutamos, para garantir que o futuro destes nossos filhos diferentes fique assegurado.
Um filho nunca é complemento de outro, há que e querer e desejar de igual forma...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Segregação!...ou não?!..



Ontem como viajei de expresso, resolvi comprar uma daquelas revistas " cor de rosa", para "entreter os olhos", durante a hora e pouco que dura o percurso...
Entre a leitura de títulos rsss, houve uma página que me saltou à vista, uma entrevista, a uma figura do "jet set" que eu até admiro pela personalidade, tratasse da Bibá Pitta.
A entrevista anda a volta de malas e acessórios, que fazem parte do imaginário de muitas mulheres...

Mas não foi isso que me fez deter...
Foi onde e por quem são produzidas a malas, por pessoas essencialmente portadoras de "deficiência", a criação de empregabilidade para pessoas a quem o mercado de trabalho fecha as portas .
Nunca tinha ouvido falar desta empresa," Deficifield" não conheço.
Já conhecia outra do género no norte a " Decifiprodut" e até os produtos.
Conheci o fundador da do norte, numa palestra sobre deficiência , já alguns anos, também ele uma pessoa portadora de " deficiência" que não desistiu do sonho.
E lembrei-me da conversa tida á saída desse evento, com as pessoas descordantes deste metódo, que acham que é segregação, e que é uma manufactura de " coitadinhos"...
Eu sou da opinião que não se deve generalizar, e estas empresas funcionem em termos de integração, e que fazem mais que as autarquias e o próprio estado.
Não conheço por dentro o funcionamento destas empresas, mas quero acreditar que busquem a utilização produtiva das pessoas, e a sua valorização pessoal e profissional.
Não o uso da "deficiência", e que só o nome não estigmatize a compra dos produtos.
A mim pareceram-me os artigos perfeitos, e que se comprem pela sua qualidade...
Deixo aqui e aqui os sites para quem quiser espreitar

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Importante é amar os filhos que temos


Encontrei esta brochura hoje numa Cerci perto de mim, achei interessante partilha-la
A contra capa da brochura publicarei num outro post.
Já ando a competir como o Bruno, na "apanha" do papel :)))
Click na imagem para ampliar

quinta-feira, 9 de abril de 2009

A minha leitura, do livro....


" Autista....Quem?... Eu". A maior divulgação, feita a este livro, fez com que o relesse, agora numa perspectiva mais analítica e comparativa, foquei-me mais na vertente do autismo, do que na primeira leitura que me envolvi no romance.
Continuo a achar o livro um romance muito bem escrito onde a autora a quem dou os meus sinceros parabéns, por de uma forma simples e apaixonada, nos levar ao mundo fascinante do autismo, numa mistura singular da realidade com a ficção.

Deixo aqui as minhas impressões e comparações ,numa analise sucinta tanto quanto me foi possível.

Afinidades do meu filho com o personagem "Xico" "Quico"- Estereotipias, bom ouvido musical, em relação aos perigos é o oposto, vê perigo em tudo, não percebe os risos ou choros, mas entra na risada, o choro manifesta na dor física, raramente emocional. A relação social com o exterior é um pouco vazia, apesar de gostar de sair a rua e até estar no meio da multidão não se sabe relacionar. E se por acaso alguém o cumprimentar, umas vezes nem responde, tenho de o alertar, ou então responde com a frase que bem da outra pessoa , muitas vezes sem sequer virar a cara para o lado. Alterações de percursos ou rotinas tem de ser explicados antes , para não provocarem ansiedade. Se por algum motivo não avisamos a mudança de percurso fica aflito e diz:- Ah, não vamos por ali, (o do costume).
A relação do meu com o encarnado é muito boa, já com o azul não posso dizer o mesmo.
A memória é também uma característica muito vincada- Obsessões-Ausência de malícia.
O meu filho não trocaria o telemóvel por uma caixa de formigas, mas trocaria ou daria tudo por nada(esta ultima em relação ao personagem André,que tem SA).

As minhas afinidades com a personagem "Gui", o amor e atenção são ingredientes principais. Ainda não consegui em todas as situações repetitivas usar o interruptor que desliga. Medo e insegurança de que ,de algum modo pudesse ser abusado ,abordagem á sexualidade mesmo sendo um assunto natural, é complicado de explicar.
Ainda a explicação muito sensata sobre os génios autistas, concordo com a perspectiva apresentada no livro, é também a minha, que não querendo retirar os sonhos a ninguém eu também acreditei nela e era apaziguador, sentir que o meu filho iria ter um futuro promissor, podia ser um génio, (como nos exemplos por todos nós conhecidos).
Mas, não, não é génio. É apenas genial...

Entre outras ,estas foram as frases do livro que mais me "tocaram"
-"Um autista é tão puro que quem com ele convive, forçosamente se transforma numa pessoa melhor".
-"Somos apenas pais diferentes que crescem na medida das necessidades dos nossos filhos".
-"Distinguir uma criança mal criada de um autista".
-"Passei um tractor por cima de tudo o que foi mau"
-"Incapacidade inata para formar contacto afectivo normal biologicamente programado, com as pessoas"

Atrevo-me a dizer todos diferentes, mas iguais, nalgumas particularidades...
Nota- Espero que a autora não fique melindrada, com esta minha analise e atrevimento,de até fazer termos comparativos com a minha própria experiência.

Aproveito para informar que a 2º. edição estará, á venda a partir de 15 de Abril, recomendo a sua leitura

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O Meu Best Seller



Já li dezenas ou centenas de livros, mas este foi o que mais me marcou:

"Memórias de uma mãe sobre o seu filho Autista", titulo original "News from the border, a mother's memoir of her autistic son"

Transcrevo-vos aqui o que está escrito na contra-capa,
É o relato fiel de Jane McDonnell, acerca da experiência da sua família com o autismo.
Educar um filho autista foi o drama central e contínuo da sua vida de casada. O filho Paul um autista hiperactivo, é capaz de conduzir, assistir ás aulas e manter grandes amizades, mas permanece numa espécie de terra-de-ninguém emocional, intensamente consciente das suas diferenças.
Começando pela infância de Paul, Jane McDonnell, relata a sua tentativa constante de compreender e ajudar o filho. Retrata com vigor os conflitos tidos com o marido acerca das diferentes respostas de ambos em relação ao comportamento de Paul e as batalhas travadas contra os preconceitos e a inaptidão da comunidade médica. Mas acima de tudo esta é uma história de sobrevivência: a dificuldade superada de Jane em educar uma criança bastante perturbada, e a coragem constante de Paul face a grandes dificuldades.