Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Carnaval


Aviso: Não aconselhável a pessoas susceptíveis e impressionáveis. Contém imagem que pode ser chocante, tradicional típica das Caldas, com tradição malandra. Esta imagem representa duas vertentes emblemáticas desta cidade: o "Falo", e a figura do Zé Povinho.
Como sou a favor das tradições, e aproveitando que é Carnaval e ninguém leva a mal uma brincadeira, tomei a ousadia de juntar este dois num.
Para que todo o Zé Povinho se divirta, com ou sem malandrice à mistura neste Carnaval.
Dá para ver que a malta se diverte com um Carnaval genuíno com satíra política apimentada com malandrice...
Quem por aqui passar e um "falo" não levar, a tradição não está a honrar. rsss
Já todos sabem qual é o maior Carnaval ...O das Caldas! eheheheheh

Deixo aqui a origem destas duas figuras tipícas...
Sobre a origem dos falos nas Caldas, este médico que também investiga o tema, acredita que entre as muitas teorias há a possibilidade da primeira escultura em cerâmica de um falo ter sido sugerida por D. Luís, pai de D. Carlos I que tinha aqui lutas politicas com Rafael Bordalo Pinheiro. “A origem dos falos nesta localidade poderá ter surgido de uma disputa política entre o rei e Bordalo Pinheiro”, disse o médico.Nuno Monteiro Pereira considera que actualmente o culto do falo já não é verdadeiro, isto é, se no passado esteve ligado à fertilidade e posteriormente como símbolo de poder masculino, “hoje não é uma coisa nem outra”. Na opinião do convidado o pénis está apenas ligado à existência de órgãos sexuais e à sexualidade.aqui

Zé Povinho é uma personagem de crítica social, criada por Rafael Bordalo Pinheiro e adoptada como personificação nacional portuguesa. É também conhecido como João Bítor, grande amante de binho e xixas AMEN ! diz o Rui. aqui

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ao encontro das tradições...



Ruma-mos para a sul, sob um calor intenso, por terras Alentejanas, até á Vila do Redondo, outrora para nós desconhecida, pequena mas acolhedora a 30 e poucos kms da cidade histórica e patrimonial de Évora, fomos de propósito para ver este evento, das ruas Floridas, que já constava da nossa agenda....
Cada rua tipicamente Alentejana, de casas caiadas de branco, com matiz azul.
Palmilha-mos as várias ruas, cada uma obedecendo a um tema específico de decoração florida, como que a querer contar-nos uma história desde os dinossauros, passando por África, histórias de encantar do Obélix ,a típica corrida á portuguesa ,etc
Ficam aqui algumas imagens, para ilustrar...

Leia aqui mais sobre esta tradição:

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Dia da Espiga



Quinta -feira da Ascenção é uma festa religiosa católica. Há locais onde é feriado neste dia.

Celebra a Ascenção de Jesus ao Céu depois ter sido crucificado e de ter ressuscitado.
este dia (a Ascenção) ocorre cerca de 40 dias depois da Páscoa, e é sempre a uma quinta feira.

Neste dia celebra-se tradicionalmente, de manhã cedo rapazes e raparigas vão para o campo apanhar a espiga e outras flores campestres.
Com elas formam um ramo com: espigas de trigo, folhagem de oliveira, malmequeres e papoilas. O ramo pode também incluir alecrim, centeio, cevada, aveia, margaridas pampilhos, etc.

Cada elemento simboliza um desejo:
-A espiga= que haja pão (isto é, que nunca falte a comida, que haja abundância em cada lar)
-O ramo das folhas de oliveira= que haja paz (lembra-te que a pomba da paz traz no bico um ramo de oliveira) e que nunca falte a luz (divina). dantes as pessoas alumiavam-se com lamparinas de azeite.
-Flores ( malmequeres; papoilas, etc)= que haja alegria (simbolizada pela cor das flores - o malmequer ainda «traz» ouro e prata, a papoila «traz», amor e vida e o alecrim «traz» saúde e força)

O ramo é guardado ao longo do ano, até ao Dia da Espiga, do ano seguinte, pendurado algures dentro de casa, há quem diga atrás da porta.

Acredita-se que este costume, que surge mais no centro e sul de Portugal, nasceu de um antigo ritual cristão, que era uma benção para os primeiros frutos.
No entanto, por ter tanta ligação com a Natureza pensa-se que vem bem mais a trás no tempo, talvez de antigas tradições pagãs associadas às festas da deusa Flora que aconteciam por esta altura e às quais se mantém ligada a tradição dos Maios e das Mais.