Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Liberdade "Condicionada"


Ao longo destes dias  referi, algumas das actividades em que  participa.
Uma delas é ,as caminhadas organizadas.
Este fim de semana com o grupo habitual dos caminheiros, mais de 50, rumamos ao Alto Alentejo, uma zona de extraordinária beleza, caminhar e fotografar é um dos grupos a que pertencemos e também  aos caminheiros do litoral ...
É sempre um são convivio estas caminhadas apesar das horas impróprias que temos de nos levantar.
Sendo também este convivio uma forma de inter-accão e  já todos o conhecem, o que me deixa mais tranquila.
Quem o viu à uns anos atrás que não largava as "saias da mãe", agora é vê-lo autónomo a caminhar junto com os outros,
Gosta sempre de ir no pelotão da frente , e mãe já não têm ritmo para ele.
Confio nos companheiros caminheiros, que não deixem ficar sózinho, pode  atrapalhar se, e tem muito medo de se perder, e neste caso em locais distantes que não conhecemos o trajecto previamente também a mim me assusta.
Tento o mais possível não o perder de vista, mas desta vez alguma confusão, fez com que não soubesse se ele estava para frente ou para trás, ainda por cima num castelo com ruelas, facilmente poderia perder-se.
Não estava disposta a continuar sem o localizar.
Precavendo-me para alguma eventualidade, coloquei-lhe o telemóvel na mochila.
Ligo e ele não atende ( tem de tirar a mochila não dá tempo).
Á segunda tentativa, lá me atende.
Pergunto lhe onde está !?
-Diz que está descer no empredado do castelo. (nesse caso estaria para trás), e assim ficaria à espera, na porta do castelo.
Como não se sabe muito bem explicar-me, pergunto lhe , se está com alguém  perto, para ele passar o telemóvel e eu tentar perceber a localização .
Lá falei com uma das companheiras da caminhada, que o tinha convidado a ir com ela.
Ainda assim nestas encruzilhadas, fico assustada.

sábado, 7 de novembro de 2015

"Voluntário"


Das actividades que pratica uma delas é voluntário, muito voluntarioso na Cruz Vermelha.
Todas as 3º. feiras e ainda a 1ª sexta feira de cada mês.
Trocou outras actividades por esta de ajudar, porque gosta de sentir útil.
Vai a horas e nunca quer sair antes de terminar, colabora em tudo o que lhe pedem.
Gostam muito dele e a ajuda dele é importante, quer sempre fazer mais.
Claro que tem as suas conversas despropositadas, e o querer saber tudo, não deixa de ter a síndrome por estar ocupado, mas é uma pessoa muito válida e capaz.

Inicialmente, nem sequer o conheciam, planearam, ir só uma vez por mês, a tal sexta-feira.
O tal eterno desconhecido continua a assustar.
Como sempre orgulho-me de que o meu rapaz marque esta diferença na indiferença.

Ainda uma última nota, por muito que ele goste e trabalhe com afinco e vontade, e com certeza até o faria todos os dias com o mesmo empenho. Não é trabalho, é uma ocupação voluntária muito meritória.
Esta actividade permite lhe a inter-acção com a comunidade , sem a mãe por perto.