Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Desligue"!...


Apesar da minha visão romântica...
E até levar esta minha "tarefa" de mãe com algum sentido de humor, mas principalmente com muito amor.
Também tenho o meu lado racional e complicado e há dias em que não consigo mesmo desligar.
Não sei onde fica o interruptor.
E irrito-me desconcentro me grito, também tenho esse direito!...(ou talvez não)
Quando a toda hora, oiço o ruído, o estalar dos dedos os balanceios, que até o corrimão da escada abana.
Tanta agitação motora, tudo junto faz com que eu algumas vezes trepide.
Nem sequer consigo transmitir de alguma forma toda esta sonoridade, que me inquieta e que tem aumentado e acumulado, como hormonas saltitantes...
Todos os dias parece que tenho "obras em casa", tal não são os batuqes e a agitação.
E quando há alguma alteração, então ainda complica mais com os nívies da ansiedade a aumentar.
Como posso desligar?!...

10 comentários:

Fê-blue bird disse...

Amiga:
É humana! Apesar de ser uma mãe dedicada e uma mulher lutadora e positiva, tem direito também aos seus momentos, quem os não tem?
E também precisamos e devemos "gritar" de vez em quando, para nos libertarmos.
Um beijinho compreensivo e solidário ;-)

Isa GT disse...

No caso dos homens é diferente, nós não conseguimos desligar, não há interruptor, mas pode-se intervalar com algum humor
link
Bjo

AVOGI disse...

Desligar? nunca , nós temos sempre a luz acesa ou nao seriamos mulheres!!!

Mina disse...

Fê blue bird
Sempre sábias as suas palavras.
Sentir e errar é humano, senão reagir-mos é que não estamos bem...
No entanto com estes "menninos" especiais, somos um pouco tomadas pela culpa, até porque as estereotopias são uma das particularidades deles que lhes saiem involuntariamente.
Que para eles é uma forma de descompressão.
Mas há dias em que este raciocinio me passa ao lado, e fico mesmo cansada de tanto ruído.
Até este Pc me anda a irritar, já tinha feito um comentário que perdi xD
bjocas

Mina disse...

Isa GT
Loool, é mesmo assim mas ás vezes dava jeito fazer um "recover"...
O humor é sempre um escape, para quando a má disposição nos quer invadir kkk
Já vi o video, acho que temos de fazer uma subscrição para encher a caixa dos homens ihihihi eu dou uma moedinha xD
bjocas

Mina disse...

Avogi
Deve ser por isso que há a mulher electrica, está sempre ligada há ficha ihihihi
Mas podiamos ficar só com "piloto automático"!?...
Até na cama estamos a pensar no dia seguinte, nem a dormir , ás vezes ainda bem, outras ainda mal precisavamos de desocupar algum espaço xD
Mas melhor de tudo afinal estamos vivas ihihihi
bjocas

Estrumpfina disse...

Pois... não dá para desligar.

Também eu vou aos arames com os ataques histéricos de riso da Cathy que na verdade não os tem por achar piada ao que quer que seja.

Ando na dúvida se isto é algum tipo de estereotipia ou se é mesmo uma espécie de confronto porque ela fá-lo sempre na mesma situação: na banheira, quando insisto que tem de ser ela a esfregar-se.

Mina disse...

Andreia
Também não te consigo esclarecer se isso é uma esterotopia, mas eles tem muito essa tendência aparentemente provocatória, às vezes até parece que é para nos chamar à atenção.
Mas mesmo lidando a vida toda com eles, não conseguimos perceber se é provocação se é involuntário, embora eu me incline mais para a simplicidade deles não perceberem o que nós, não gostamos.
Isso possívelmente até entendem que não gostamos, mas não percebem porquê, se para eles é banal e não intencional...
As esteriotopias, eu associo mais às caracteristicas fisicas, balanços acompanhados de ruídos sonoros sem palavras (uns sopros indefeniveis e baraulhentos), bater "castanholas", sacudir os dedos, o meu agora até tem um assobio lool que é de todos o mais agradável, até parece um passarinho.
bjocas

meuperfeitocoração disse...

Não pode, porque é a mãe dele.
Também me acontece o mesmo (há momentos mais intensos que outros). Muitas vezes, dependendo do estado de espírito, também me irrito e ralho. Depois, doi-me a consciência pois acho que não o deveria ter feito, justamente porque ele não o faz intencionalmente. Mas penso que se não me afectasse, então eu não seria humana, não teria sentimentos. Não nos irritamos também com outras pessoas?
Sei que o compenso largamente com manifestações de carinho, companheirismo, atenção e uma boa dose de humor :). Pelo que li nas suas crónicas, você reune todos estes ingredientes. Bjks

Mina disse...

Meu perfeito coração
Agradeço o seu comentário,(tal como todos os outros) julgo comum a todo ser humano uns dias com mais tolerância outros menos...
E também não desligamos com os outros nossos meninos, temos de os chamar á razão...
E em relação a este especial, funcionaria da mesma maneira até porque ele é igual tem de ter regras, tal como todos...
Mas há outras coisas que são inerentes á sua síndrome que são as estereotopias, mais ou menos. intensas também depende dos dias...
E tal como diz a receita é mesmo essa,arrobas de paciência( embora ás vezes falte), kilos de amor, temperados com muito humor, e a má disposição resolvesse...
bjocas