Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Como um professor, faz a diferença!?...

Já escrevi sobre as minhas memórias longínquas da primária.
Sobre a instrução primária do Bruno, estão mais frescas e documentadas.
O Bruno entrou para o primeiro ano, numa escola pública, após ter sido "rejeitado", pelo externato que já havia frequentado nos dois anos anteriores.
Já ia referenciado, como uma criança com problemas com relatórios do externato e de psicólogos que havíamos consultado, que referiam e davam indicações de uma criança sob-dotada, mas ao mesmo tempo inapto para algumas áreas.
Apesar desta nuvem negra o Bruno foi aceite, quer por colegas quer pela professora S******, e conseguiu atingir os objectivos propostos, foi traçado um quadro que ele cumpriu evidentemente que não incluía trabalhos de grupo, os intervalos eram passados sozinho no meio da criançada, com os seus correpios e saltinhos solitários. A ansiedade fez com que tivesse roído alguns objectos como: borrachas canetas e lápis, e o Bruno não tinha diagnóstico de PEA, nem nada que se parecesse...
Foi um ano de adaptação com inclusão do meu ponto de vista.
No 2º. ano apenas mudou a professora, a escola e colegas mantiveram-se, mas houve um "volt face", esta professora achava que o Bruno e outro menino a quem chamavam "cão", eram alvos a ser retirados daquela sala de aula, com o outro menino conseguiu o objectivo, mas como a mãe do Bruno é osso duro de roer não conseguiu, tentou levar-nos aos limites da humilhação fez-me chorar, sofrer mas não conseguiu demover.
Pois o Bruno o que mais precisava era de estabilidade e de aceitação e esta professora conseguiu que até os colegas que já o tinham aceite o rejeitassem.
Foi um ano muito doloroso, salvando-nos as monitoras do ATL, que sempre nos apoiaram. E a professora no final do ano" vazou

(Ensino Básico 1º. e 2º. anos)

6 comentários:

GatosMania disse...

só lamento que isso ainda suceda nos dias de hoje ... bem haja as monitoras do ATL

um beijo desta vossa seguidora

Mrs_Noris disse...

E havia de ter "vazado" mais cedo, para o planeta Marte de preferência. Ainda bem que foi só um ano, pois se essa professora continuasse na escola valia mais tirar de lá o Bruno mesmo.
Foi o que eu fiz, tirei o meu do colégio e entreguei-o a quem sabe lidar com ele, o resto, a justiça, "fica à conta de Deus".
Beijinhos.

AVOGI disse...

Mas ainda bem , há professores que nao entendem a diferença e /ou nao querem entender, infelizmente ainda hoje em dia há gente assim nao sao só os professores. kis:(

Mina disse...

Gatos mania
Obrigado por nos seguir, espero que de alguma forma consiga muda rmentalidades.
E estas situações já não deveriam acontecer, que a nossa passagem tivesse valido a pena.
Estou em querer que muito já melhorou, na eduacação mas principalmente nas pessoas que essas é que podem fazer a diferença.
Felizmente não foram muitas destas pessoas que se cruzaram connosco,
bjocas

Mina disse...

Noris
Costumasse dizer quem não está bem mudasse, e neste caso seria esta senhora professora que estava no local errado, é que educar não é só ter meninos subservientes, os adultos é que tem que saber gerir a sala de aula...
A senhora também estava em final de carreira,(mas longe da reforma) a paciência já era pouca, ainda para mais lamentava se muito, que tinha trabalhado com invisuiais e que não davam tanto trabalho como os meninos daquela escola, concerteza estava mal habituada...
Foi á vidinha dela, espero que tenha encontrado o que queria, a nós não deixou saudades, principalmente a mim.
Felizmente ao Bruno não deve ter causado muita "mossa", porque ela praticamente o ignorava, e como ele se "ausentava", nem devia dar por ela.
bjocas

Mina disse...

Avogi
Em todas as profissões à bons e menos bons profissionais.
E leccionar acredito que seja esgotante, mas tem de se estar preparado para isso...
Inclusive haver preparação para lidarem com a diferença.
Eu sempre estive disponivel para colaborar com informações e estratégias que achava adequadas, e funcionou quase com todos os professores, salvo rarissímas excpeções, todos foram nossos aliados e parceiros, e tenho o maior carinho pela classe...
bjocas