Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

"Reflexos de nós"

O amor e o coração tem razões que a própria razão desconhece, a intuição.
Se actualmente ainda há incertezas no espectro do autismo, há 25 anos, nem diagnósticos havia, nem livros nem internet ...

Falar, falar muito com ele, mesmo sem obter resposta, insistir, insistir, as mesmas histórias contei vezes sem conta,os legos, as brincadeiras, algumas birras, a frustração que ainda hoje é dificil de lidar.

Certo é que eles são um pouquinho do nosso reflexo, à tempos ao ouvir num programa TV, sobre como cada um consegue controlar as suas emoções e impulsividade, lembrei me tanto dos meninos com (PEA).

No caso do meu homem,e de como o ambiente familiar influencia e nossa maneira de ser e os nossos exemplos, o Bruno tem muitos dos meus medos, as vertigens por exemplo, dificil não passar :-)

10 comentários:

São disse...

Tem a certeza de que as vertigens do Bruno são da sua responsabilidade? E a si quem as passou?

Mina, veja lá se não está a culpabilizar-se sem razão.

Um abraço a vós,

Mina disse...

São

O que quis transmitir com nestes reflexos, é que qualquer um de nós tem a parte genetica e a educacional e as vivências, estes "meninos", mais que os outros são verdadeiras esponjas captam tudo contrariamente ao que se possa pensar que estão sempre ausentes.

Não me sinto culpada por ele ter vertigens, o facto é que eu as tenho, e como ele me acompanha muito acaba por vivência-las,mas ás vezes põe-me à prova.
Vou contar aqui um episódio caricato, mas que na altura tremi.
Ele é sócio do SLB, e uma vez por ano "oferecem" dois bilhetes, quem vai é a mãe! Num dos anos os bilhetes foram para o 3º. anel, para as últimas filas mesmo no topo, foi um espectaculo a subir-mos as bancadas quase gatas, e depois a descer sem olhar para baixo.
Escusado será dizer que eu não assisti ao jogo, salvou-o primo que tem lugar cativo e veio para o pé dele, mas numas filas mais abaixo,na primeira fila onde a inclinação já era muito menor.

beijinhos

Grilinha disse...

Somos todos esponjas. E essa das vertigens é de fácil contágio. Quando estou com alguém que tem claustrofobia "lembro-me" que tb não gosto de espaços fechados. Se não disserem nada, está tudo bem, eheeh. Se for com vcs ao estádio se calhar tb saio de lá de gatas...

Eu rezo para que o JP não tenha a minha fobia (medo de ver sangue..).

Beijos.

AvoGI disse...

é tão natural a passagem de genes dos pais para os filhos também as atitudes, os comportamentos, os medos.
se algo nao fazemos por medo nao incutimos nos filhos o fazer, também por medo, por eles por nós pela siruação.
eu tb tenho vertigens nao muitas, o meu bisalho tem em demasia até me admirei quando vi uma fotoo dele a fazer slide.
kis :=)

Mina disse...

Grilinha

Algumas fobias conseguimos gerir melhor que outras e algumas mudam com a idade.

De facto, quando nos chamam atenção para elas pioram, e o Bruno nesse aspeto é muito provocador, e começa olha ali, olha ali:), mas ele à distância o pestinha:)

O sangue olha p'ro lado;),eu não olho quando tiro analises rsss

Bjocas

Mina disse...

Avogi

Temos que nos controlar o que nem sempre é possível.

Eu sou um poço de fobias rss e Bruno também, já ela não, e mãe é a mesma rss saiu ao pai:)

Ora viste o bisalho perdeu o medo, vai na volta agora é slide todos dias:)

bjocas

Nina disse...

Concordo em absoluto, Mina.
Muitas vezes vi o meu filho gritar-me como lhe gritava.
Cheguei a um ponto em que precisei de ajuda. Nem imaginas como os fármacos me acalmaram.
Sei que não os usarei uma vida inteira, mas até lá espero que muita coisa mude e me habitue a lidar com o que permanecer.

bji

Fê-blue bird disse...

Acho perfeitamente natural os filhos "absorverem" as nossas manias, os nossos medos e emoções, afinal nós somos a sua principal referência.

beijinhos

Mina disse...

Nina

Sem dúvida,e ainda para mais sendo "Aspies", têm uma enorme tendencia a imitar comportamentos.
beijinhos

Mina disse...

Prima Fê

Não herdamos só a genetica, somos frutos do meio envolvente familia e sociedade :)
Mas os pais são sempre a nossa maior referência, dou muitas vezes a pensar que faço ou penso como a minha mãe:)
Mas ela era muito mais destemida e corajosa.

beijinhos