Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Desculpa meu filho



Porquê?! Que eu ás vezes não consigo chegar a ti...
Eu, já te conheço e percebo o que sofres, mas tem dias que te quero mudar, e fico igual aos outros, zangada, ralho contigo quere-to puxar para este lado...
Eu mais que ninguém tinha de ter calma e controlarar a situação, mas tem dias que não consigo,e grito, grito como se tu pudesses mudar, eu sei que não depende de ti.
Mas sempre te tratei de forma igual, e ás vezes esqueço que tu és diferente e especial.
Depois fico assim triste,muito triste e" arrependida".
Eu sei que logo, logo tu me perdoas e nem guardas ressentimentos, é por isso que ainda me sinto mais culpada.
As letras taparam-se-me com as lágrimas, mas fico feliz por tu estares ao meu lado.
Eu sempre irei amar-te, tu mudaste a minha vida.

13 comentários:

Mrs_Noris disse...

Não se sinta assim amiga.
Ninguém é de ferro, nem as mães. :(

Luisa_B disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luisa_B disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mel disse...

Mina,
Gostei muito de ver o video. Tem um belo rapagão!
Todas nós temos dias menos bons, mas somos apenas mães, o que já não é pouco! O Bruno tem muita sorte por te-la a si e você, assim como eu, também temos muita sorte com os nossos filhos. Confirmo, também pelo meu, que têm, de facto, uma capacidade de perdoar notável! Um abraço forte.
Beijinhos.
Maria Anjos

Estrumpfina disse...

Não é fácil :(

Muitas vezes também me sinto assim, frustrada por ter atitudes dessas.

Um grande beijo

PS - Vi o vídeo, é obra! Parabéns ao Bruno

mariamartin disse...

Querida Mina,
Como bem diz a LuísaB, nós não somos perfeitas e até já somos muito, muito melhores que a maioria das mães que por aí andam!
Só o termos a capacidade de tolerar o absurdo,de ajudar repetidamente nas mesmas situações,de vermos os nossos esforços constantemente frustrados, é algo que a maior parte das pessoas não consegue.
E isto sem qualquer "curso de especialidade"...!:-)!
Eu tb sou vítima desses ataques de "mea culpa" quando por momentos me esqueço que ele não é igual...que por detrás daquela sua aparente "normalidade" e quando diz "siiiim, eu seiiii!" com um ar enfadado, afinal não sabe mesmo, não entendeu o que eu disse e amanhã irá repetir a mesma cena.E eu me "esqueço" e grito: "Oh meu Deus, mas o que é que tu ainda não percebeste, hem? Não estou a ser clara? Como é que queres que eu te explique?"
...enfim...
Beijos minha amiga e sinta-se culpada sempre que quiser que esse é também um sentimento habitual em todas as mães! A seguir, continuamos em frente!!!

Mina disse...

Noris
Não é assim tão drámatico, nem escrevi este post para terem pena, até porque as desculpas só as devo ao Bruno, e foi na sequência do post anterior.E nestas alturas em que tenho de barafustar com ele o sentimento dominante com fico é mesmo a tristeza.Mas julgo que é necessário ás vezes agir desta forma para o preparar, para ele criar estrutura de resolver alguma contrariedade, não tem resultado mas vamos insistindo, pode ser que um dia consiga lá chegar.
Bjocas

Mina disse...

Luísa
Para quem não se ia alongar, vai lá vai rsss
As vezes dava jeito esse botão on/off, e fazer um reset de vez enquando.
È como eu lhe digo a ele para ligar o polo positivo, só pensa negativo, ele diz que não funciona o positivo está avariado o negativo ocupa tudo.E de vez enquando temos mesmo de os por a prova, embora cada vez seja mais dificil obter resultados.Quando eles são pequenos tambem os ensinamos a andar, a falar etc.Agora grandes temos de os preparar para os imprevistos, e só com preserverança é que pudera resultar. Como é previsivel fiz-lhe um testamento verbal ainda maior do que aquele que a minha amiga fez e dentro dos mesmos moldes comparativos. Passou a noite muito mais tranquilo ainda quiz que ele tomasse um ansiolitico não quis nem foi preciso, foi vencido pelo cansaço da noite anterior. Falamos, falamos, repeti,repeti até conseguir que ele ficasse no polo intermédio.Deixei-lhe o segredo na mesa de cabeceira, para ele ler os pensamentos positivos...
Bjocas

Mina disse...

Mel
A intenção do post era passar a mensagem de que eles tem de ser tratados de igual modo,(embora num registo diferente) por muito que depois nos fique a doer, e eu fiquei assim mais preocupada, porque ele foi a seguir para o CAO, e não sabia até que ponto isso pudia influenciar o comportamento nesse dia, embora antes dele ir tivessemos conversado, e desculpado mutuamente. Mas fiquei de coração apertado até ele voltar.
Ele é um rapagão, muito jeitoso e talentoso e eu uma mãe babada, que não para de ver a gravação.

Bjocas

Mina disse...

Estrumpfina

É normal, sentir-mo-nos tristes quando temos de os repreender,mas faz parte da educação, o único problema está em eles perceberem, mas senão o fizer-mos é que não vão mesmo entender,embora quando eles já são adultos é mais dificil gerir, é normal os pais ralharem com as crianças pequenas, agora com um adulto, já parece que o estamos a privar da identidade, só o que neste caso o adulto está só por fora.
O video está mal gravado que foi com a maquina fotografica, e por uma realizadora de trazer por casa, mas mãe emocionasse sempre de o ver representar.

Bjocas

Mina disse...

Maria Martin

Ás vezes nem sei , quais são as emocões que sinto, mas a que me assola mais, nem é a culpa é a tristeza e a frustração de ainda querer mudar o que a natureza já estipulou, e se eu reajo assim e as coisas até se resolvem facilmente penso no que puderá ser quando for com os outros , até por que ele a mim respeita-me e apesar da crise se manter por algum tempo, vai-se atenuado com as conversas e com os exemplos práticos.
Quando ralho com a irmã, o que até é mais frequente, ela até já se acha vitíma, não me sinto assim frustrada.(porque espero que ela entenda como forma de educar, não de não amar, até porque como eu lhe costumo dizer os meus amigos são os que me dizem o que sentem e não os que estão de acordo comigo).
Depois tudo é compensado com o dobro dos afectos, ontem acho até que consegui abrir uma valvula das emoções, quando ele leu o post os seus olhos humedeceram, quem, não ,lida com esta patologia vai achar absurdo a mãe ficar contente com esta manifestação de tristeza, mas julgo que minha amiga entenderá tratar-se de facto positivo, foi emocionante.

Bjocas

Cintia disse...

Pela primeira vez li algo que também sinto...as vezes perco a paciencia,puxo minha filha pela roupa..e depois me arrependo tanto...é bom saber que não estou sozinha e que isso pode acontecer....

Mina disse...

Cintia, seja bem vinda
O queremos impôr regras aos nossos filhos, não é pecado.
Só receio que ao castigar.
Esse castigo não seja percebido.
E quando temos filhos que nós a priori, sabemos que não entendem da mesma forma, sentimo-nos , mais frágeis e com algum arrependimento.
O que não impede que os castigos e as recomendações não sejam necessárias, mesmo quando eles não entendem a primeira.
Bjocas