Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...

sábado, 17 de novembro de 2012

"Medicamentos"

Enquanto os dedos dele tamborilavam, em cima da secretária do psiquiatra.
-Este pergunta-me: Se ele toma medicação.
-Respondi-lhe que não, e chamo atenção do clinico, para aquele tamborilar de dedos (estereotopia).
Se tomasse talvez estas esterotopias estivessem controladas.
-Não toma porque não acho fundamental, ocultar o óbvio.

Estarão a pensar, mas o médico, não sabe se ele toma medicação!?
Lá terá anotado um ansiolitico, que de quando é vez, é a mãe que toma ( mas desta vez até me esqueci, só em s.o.s) e se ele necessitar também poderá tomar.
Os pais também, não são de ferro, não sou fundamentalista em relação à medicação, mas só o estritamente necessário, uma caixa dá-me para anos rsss.
Alías estas consultas só ocorrem duas vezes no ano, e já na anterior me esqueci, agora só para meio do ano de 2013!

O porquê destas consultas psiquiatricas se nem toma medicação, nem faz outras terapias, como vivemos num estado burocrático, onde nos exigem provas de tudo, temos que ter um suporte para os eventuais relatórios que a amiúde nos pedem!

Nesta consulta: Olá boa tarde
-Como é que está!?
-Tudo na mesma como a lesma:)
-Então Bruno para quando queres a próxima consulta!?( calendários e datas é com ele)
Durante a consulta já está a visionar o calendário que se escontra por debaixo da papelada do do médico.
E constata que já não tem os feriados,os que foram retirados.
Então até Maio, senão for preciso algum relatório antes!

8 comentários:

Nina disse...

É triste constatar como tudo se desenrola quando eles são adultos.

bji

Mina disse...

Nina

A descrepância é muito maior.
Cada caso é um caso diferente, em termos de gravidade à mais e menos grave.
Há casos em que é extremanente necessária a medicação, não apenas para as estereotopias, mas para outras comorbolidades.
Ele próprio não quer tomar medicação é um bocadinho "atravessado" de pai:)
Beijinhos

São disse...

Mas, afinal, para que servem consultas desse tipo?!

A pergunta, como decerto adivinha, é académica e só tem como objectivo mostrar que acho absurdo !

Bom domingo para vós.

quem és, que fazes aqui? disse...


Entendo-te perfeitamente!

É complicado gerir tudo, mas vale a tua boa disposição.

Beijinhos

Laura

Mina disse...

São

Normalmente as consultas de psiquitria, é mais para acompanhamento medicamentoso, como ele não faz terapêutica.
Mantêmos pela necessidade dos relatórios, mesmo sendo uma perturbação sem cura é necessário andar sempre a prova-lo;)

Beijinhos

Mina disse...

Laura

Tristezas não pagam dívidas, tem se levar estas coisas com leveza.

Beijinhos

Fê-blue bird disse...

Prima:
Meras burocracias que não levam a lado nenhum.
Ansiolíticos só mesmo em SOS, a mim fazem mais mal que bem.

beijinhos

Mina disse...

Prima Fê

Acaba por ser um desperdicío, embora gostemos do médico e já faz parte da rotina com a qual o Bruno conta alías até foi ele sugerir o bi-anual, também não saie assim tão dispendioso:)

Secalhar também depende do tipo de ansioliotico este não me faz mal, só que não quero dependências e mesmo quando tomo é só metade, quando sinto alguma arritmia, e faz o efeito psicológico , porque uma médica disse-me que tomado assim não fazia nada:)

beijinhos