Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...

sábado, 18 de setembro de 2010

Mudanças...


Aquele foi o ano da mudança, que apesar disso foi de muito fácil adaptação até porque tudo estava planeado e preparado com muita antecedência, mudança de casa, cidade e escola!...
Começo de um novo ciclo, faço transferência e só há uma escola que preenche os requisitos, que servem ao Bruno, fico tranquila porque me parece que este novo ambiente de uma cidade mais pequena vai favorecer a independência do Bruno e tenho mais segurança...
No entanto ainda antes do inicio das aulas, ligam-me a avisar que o Bruno não preenche os requisitos para estar naquela escola especialmente naquele curso que escolhemos para o qual achei que estava mais apto "Informática"...
Disponho-me a ir à escola como sempre fiz apresentar as minha disponibilidade e referir que aquele é o único curso que estava nos planos e para o qual ele teria mais capacidade, por incluir a matemática e a informática matérias do interesse dele...
Tudo correu como estipulado, o Bruno entrou a frequentar o 10º. ano, os pais estiveram sempre disponíveis para colaborar com a escola...
Sempre presentes, a dar informações sem omitir as dificuldades que seriam por demais evidentes!...
Além de que ao mudar de escola já traz um processo atrás de si, que não me foi permitido transporta-lo pessoalmente, não fosse desviar algum papel no caminho!... Mas pronto isso também não interessa nada!...A adaptação decorreu de uma forma pacífica e foi aceite pela turma e pelos docentes, que embora assustados com a diferença, foram todos colaborantes...

6 comentários:

Homesick Green Alien disse...

Mina: estive a por a leitura em dia. Mts novidades e, como sempre, mts ensinamentos tb! :)

O tempo é pouco mas
n me esqueço de passar por cá.

Bjocas ao Bruno q espero já esteja mt mais confiante.

Mina disse...

Green
Já tinha dado pela sua falta!...
Mas o tempo muitas vezes não nos permite chegar a todo lado, do mesmo mal me queixo eu...
Que já só vou a meia dúzia, para poder estar, naqueles que mais me dizem...
Outros só consigo lá passar e acompanhar...
Obrigado pela sua preferência,e se alguém conseguir aprender alguma coisa com a nossa vivência é esse o objectivo, deste blog que até se poderia chamar histórias de uma vida com o autismo/SA

Já tem um horario establecido isso já lhe dá alguma confiança...

bjocas

AVOGI disse...

ora cá está uma mae a reclamar de nao poder levar a pasta!!
mas para quê? para ficar cansada dos braços por carregar? nao senhora a delegação ou secretaria encarrega-se d transportar nao vá a mae cair e espalhar os documentos pela rua abaixo!
kis :)

Mina disse...

Avogi
:D que reclamar nada!... eheheheh
Mas teria sido mais rápido a chegada do processo vinha de carro assim veio pelo correio, não sei se estraviou alguma coisa:))
E não me parece muito normal, será que tinham lá algo a esconder...
Não serão os progenitores os principais interessados.
Como sempre joguei claro, não havia "necessidade".
Mas compreendo que tem de seguir os trâmites internos da burocracia...
bjocas

Fê-blue bird disse...

Prima ;-)
Também nunca percebi estas burocracias, por acaso já passei por algo semelhante, as escolas até eram muito próximas, mas não podia levar os processos não fossem eles voarem ;-)
Tanta coisa para umas coisas e tão pouca para outras é o que apetece dizer.

Beijinhos e boa semana

Mina disse...

"Prima" :-)Fê
Processos à parte, que nem vale a pena debruçar-me sobre isso...
Ou antes agora veio-me esta da Casa Pia à ideia, aí já podem trazer os processos!?...Têm de se defender!...Mas não sobre politica e burocracia que falamos:)
As mudanças são das situações mais complicadas na vida de alguém com esta síndrome, causam uma enorme instabilidade, mesmo sendo preparados antecipadamente como foi o caso do Bruno.
Uma coisa é informação teórica que lhe passamos, outra coisa é estar na realidade , e enquanto não houver um entruzamento e um conhecimento de todos os meios e pessoas envoltas neste processo de integração a um meio ambiente diferente, temos de trabalhar todos em parceria, todos os envolvidos no processos educativo, e é sempre tomando em linha de conta essa envolvência, que eu estou sempre disponível.
E nos locais que o Bruno frequenta, não há ninguém que não conheça a mãe, a mãe é o bonús eheheheh
bjocas