
Um "mau" dia, depois de uma aula de educação física!...
A aula termina, e ele em vez de sair, uma vez que não tinha necessidade de se desequipar, que em dias de exercício físico optamos pelo prático ia equipado de casa com fato treino (sempre foi assim).
Para evitar as dificuldades inerentes á sua síndrome de não ter o ritmo que é preciso para essas coisas...
Mas, mesmo assim ficou enquanto os colegas trocavam de roupa, uma auxiliar de acção educativa, foi alertar os alunos para se despacharem, que era a última aula, tinha de fechar o pavilhão...
Não era nada com o Bruno, mas ele não terá gostado desta advertência aos colegas, e não sei se por iniciativa própria se com estimulo dos outros,começou a atirar pedrinhas à senhora...
Quando o fui buscar, ele contou-me o sucedido, mesmo sem ter sido inquirido,quando é algo mau ele tem noção e é o primeiro a contar e ás vezes são mesmo coisas sem importância.
Confesso não dei muita importância, umas pedrinhas não devem sequer ter acertado na senhora pensei , ainda assim ralhei com ele e dei-lhe aqueles conselhos de mãe.
O que eu não esperava é que tivesse sido feita uma participação, e que me contactassem como se ele fosse um criminoso, só terá faltado chamar a polícia...
Conhecendo-o como conheço, não me parece que o caso fosse tão grave, ainda hoje não acredito e já lá vão 10 anos.
E vieram daí as tais botadas que ainda hoje me doem, tinha de encontrar maneira daquela cena não se repetir e só encontrei aquela solução de lhe bater nas pernas com as botas, e doeu eu sei que doeu de forma a mostra-lhe que as agressões doíam, se ele não gostou a funcionária também não gostou ( enquanto, por dentro o meu coração sangrava), achei que aquela situação não justificava perante mim tamanho castigo.
Sempre achei que o caso foi muito empolgado, por ser um aluno com condição especial e novo na escola.
Só por isso terá provocado tanto medo na senhora, medo esse de todo infundado, que ele nunca foi um miúdo perigoso ,e, é facilmente controlável.