Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

"Página"

As perturbações do espetro do autismo, impedem os seus portadores de verem o mundo com o mesmo olhar.
Afecta as áreas da comunicação, sociabilização e da inter-accão em maior ou menor grau .
Esta página serve para dar a conhecer as capacidades para a representação, pouco comum nesta síndrome.
Como mãe sinto-me no dever de dignificar, as suas capacidades e motivar a sua auto-estima, para esta sua apetência natural.
Criamos um Projeto de voluntariado Inclusão/Educação para as PEA.
Temos ido às escolas , lares de idosos, apresentar de uma forma completamente gratuita, a "anatomia do autismo".
1-Representação de uma peça, por este jovem/adulto
2-Apresentação da Fábula "No mundo da Lua? Talvez não..." autora Ana Paula Antunes- direitos APPDA Setúbal
3-Breves notas sobre Autismo
A Página : Asperger às claras
 

12 comentários:

Mário Relvas disse...

Parabéns por mais esta iniciativa!

Força Mina e Bruno! :)

Beijinhos

Nina disse...

Parabéns pela criação de uma página tão vossa, como o é, aliás, este cantinho!
O Facebook é um mundo. Fazes bem em partilhar.:))
bjo grande
Mal possa lá irei ver a representação:))

Mina disse...

Mário
É mais uma tentativa de conseguir mostrar que ele é capaz, e que não pode nem deve ficar refém de casa.
Claro que me sinto muitas vezes cansada e preferia não ter que expôr desta forma.
Mas senão formos nós a faze-lo ninguém o faz por nós, era preciso aqui aqueles apoios que sabemos que não temos.
E isso faz de mim mais teimosa,por querer levar mais longe e provar a quem não acredita que se lhes derem oportunidade no que gostam , são capazes.
Beijinhos

Mina disse...

Nina
Sinceramente, nunca gostei muito deste tipo de exposição e sempre fui renitente e tenho andado um pouco por arrasto neste mundo cibernáutico,(este blogue foi criado por ele, que queria ter um site, vá-se lá saber porquê:) a minha conta facebook ( foi criada por ela, minha filha, após muita instência de alguns amigos) esta página ( finalmente fui eu, mesmo sem perceber nada disto e com algum receio, mas também foi uma professora de uma das escolas a que fomos que me sugeriu fazê-lo), o que prova que não sou tão forte nem destemida quanto pareço, pese embora quando me meto nas coisas, é até fim a teimosia, mesmo desgastada)e que quer queiramos ou não é a janela do futuro.
Não pretendo nada de especial, apenas algo que seria simples se alguém tivesse vontade de promover e divulgar as capacidades dele e de muitos outros em determinadas áreas.
Beijinhos que já vou em modo testamento

São disse...

Mina, já deixei o meu comentário na página e já lhe pedi amizade.

Parabéns por mais esta iniciativa e Deus vos proteja!

Abraço apertado para vós

Mina disse...

São
Muito obrigada, pelo apoio.
Que Deus nos dê força e capacidade de ultrapassar os obstáculos.
Não estou a conseguir responder na página.
Mas agradeço o carinho.
Beijinhos

AvoGI disse...

muitas felicidades e vento em popa para avançar cm o projecto
kis .=)

Mina disse...

Avogi
Pura carolice :)
Mas parar é morrer e enquanto cá estiver-mos temos que tentar contribuir, com o que podemos e que esteja ao nosso alcance.
Também podemos dar um saltinho à ilha rsss
beijinhos

Mário Relvas disse...

Mina,

Eu compreendo-a muito bem. Eu jamais colocaria uma foto minha, ou em especial do meu filho Bruno, na Internet, ou teria dado uma entrevista ou publicado textos,num qualquer OCS, se não fosse o autismo dos nossos filhos. Algo que nos transcende e que se não formos nós a falar dele, a mostrá-lo, nada nem ninguém o faria, nem fará, por nós.
Hove, em tempos, alguns senhores -engraçado como alguns agora mudaram de opinião e dão entrevistas- que diziam que eu o fazia para ter protagonismo. Seria para me candidatar a qualquer coisa? Bolas e carambolas. Tal gente deve ter visto filmes do Woody Allen de manhã à noite. Ou eu não soubesse o motivo porque procediam assim comigo.

Força e beijinhos :)

Mário Relvas disse...

Pedindo desculpa pela divulgação e agradecendo a vossa atenção para a questão:

Associações: Governo tem «total autismo» na reestruturação das Forças Armadas

Depois de uma luta de muitos anos para que os políticos deixassem de utilizar a palavra autismo -servia de arma de arremesso entre eles e de forma considerada insultuosa para os portadores do espectro do autismo-, tendo sido aprovado, por unanimidade dos deputados da Assembleia da República, a sua não utilização fora de contexto, verificamos que a referida palavra continua a ser mal aplicada no nosso quotidiano.

Lamentável. Só pode ser por ignorância. Aqui fica o alerta. Pede-se que haja mais respeito pelos autistas. E pelos seus familiares...

Mina disse...

Mário

Agora aqui, só para nós rsss,até tenho receio que secalhar às excedo-me na sinceridade, que isto de conviver-mos com autismo, não nos permitem mentir.
E nós sabemos que à medida que anos passam cada vez hà mais entraves, só há duas saídas ou instituições ou casa se os pais tiverem condições quer emocionais quer económicas.
Agora a casa também não é sitío para estarem uma vez que o queremos promover é a sociabilização.
Eu não sou a boa samaritana, faço isto pelo meu filho e ao mesmo tempo aproveito para dentro dos meus parcos conhecimentos e alguma experiência com realidade do espetro em anos vividos no dia à dia, transmitir aos mais jovens um bocadinho e sempre ficará o interesse, mais tarde se alguém falar em autismo são capazes de se lembrar do dia em lá estivemos.
Não é para promoção pessoal, que não tenho nada para vender rss,até estas deslocações para os locais saem do meu bolso.
Como gostaria que ele conseguisse trilhar o caminho sózinho, esta página uma tentativa de mostrar, que eles não são coitadinhos nem perigosos, mas também algumas fragilidades.
Agora sim uma confissão, a primeira vez que propusemos este programa de voluntariado, foi a minha sobrinha que fez, falou com a educadora do filho na altura. E a senhora empatou um bocado,com receio e só depois de lhe ter enviado uma gravação, que ele tinha feito a peça quando ainda estava no CAO, é que ela aceitou ;) (compreendo que tem lá crianças e são responsáveis por elas).
Esta situação deixou-me com a pulga atrás de orelha e haverá concerteza mais pessoas com esta má impressão do autismo.
Beijinhos

Mina disse...

Mário
Não têm que pedir desculpa pela publicação do uso inapropraido, que se continua a fazer da palavra autismo a titulo depreciativo, também me indigna, repugna, revolta... e já dei conta disso e também no face o repudiei.
É lamentável, que continue a ignorância.
Secalhar temos que levar lá os nossos Brunos, para ver se eles sabem o que é autismo.
Beijinhos