Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Posso não estar ao pé dele, mas precisa da garantia de que estou por perto, uma questão de estabilização e segurança.
Há mais de um mês que ele sente que estou menos presente.
O cão adoeceu, e tem sido semanas intensas a zelar pelo cão, o que tem sido muito difícil.
Ainda por cima tivemos azar com a primeira veterinária que nos empatou 3 semanas, para além de não trazer-mos o animal tratado, ainda ficou pior, com a medicação desadequada, que nem sei o porque daquela medicação toda a não ser cobrar os valores. E se levei lá o animal por perda de peso em duas semanas nesta clínica ainda perdeu mais 2 kgs, a ponto de estar pele e osso. E com a conivência do pai proprietário da clínica na qual deixei o cão em internamento um dia para administrar soro, que não foi administrado, porque o cão ainda se mexia e destrui o vasecon que tive de pagar...Depois de todo este mau profissionalismo despacharam o cão que ali não podiam fazer mais nada...
Agora desde 31 de Dezembro que está a ser acompanhado numa outra clínica veterinária nos primeiros dias diariamente, onde já levou soro por duas vezes fez analises específicas e rx e contrariamente à anterior o animal está a ser bem acompanhado por alguém que ama a profissão.
E está bastante medicado, mas ainda não está a surtir o efeito, o fígado já estava em muito mau estado, além das defesas os globos vermelhos à beira da anemia.
Mas perante todo este quadro a minha disponibilidade quer física quer mental tem se esgotado, e esta alteração sim, tem causado grande ansiedade e e perturbado o Bruno.
Até já me disse: "porque que não devolvo o cão à rua de onde ele veio", porque era um vadio abandonado anteriormente por duas famílias.
Pragmático!!!Já tinha a mãe disponível, e o animal só voltava para onde estava.

5 comentários:

Fê-blue bird disse...

Prima:
Debatê-mo-nos sempre com o problema de não podermos estar presentes para tudo e para todos.
Desgasta-mo-nos e nem sempre somos compreendidas.
Por outro lado compreendo o Bruno, pragmático e ciumento ;-)
Tem que ter muuuuita paciência.


Beijinhos

Mina disse...

Prima Fê
Têm sido dificíl esta gestão de emoções... Acho que principalmente para mim...
Não creio que seja uma questão de ciúmes, mas sim de preocupação comigo que o Bruno sente que eu não estou bem e que o motivo é o cão...Além de que ele principalmente agora que não t~em actividade, precisava que lhe dispensasse mais atenção, e não têm sido possível...
Vamos ver até onde aguento, está mesmo a deitar abaixo...
bjinhos e obrigada

AVOGI disse...

Infelizmente a vida obriga-nos a tomar decisões que por vezes não é compreensível aos olhos do Bruno, uma qeurtao de egocentrismo peculiar nessa síndrome. kis :=(

Mina disse...

Avogi
Não considero tanto, egocentrismo no caso do Bruno, é mais um sinal de dependência, que posso até nem lhe ligar, mas desde que sinta a segurança de eu estar por perto, fica bem.
Mas à muitos casos que só olham p'ra o umbigo deles mas esses são casos muito mais funcionais:)bjinhos

Dulce Bregas disse...

Uma perspectiva diferente realmente,são sentimentos de um Aspie adulto,menos emocional talvez.Fosse o meu e deixara de de comer juntamente com o cão...o que seria duplamente angustiante!Beijinhos Mina e muita força...as melhoras do Max!