Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

"Às vezes dava jeito"



Não é meu hábito comprar embalagens, com pré-preparados.
A não ser naquelas situações de promoções do pague 1 leve 2, normalmente porque está a expirar a validade, o que é notório.
O que não é notório é terem as embalagens individuais sem qualquer tipo de identificação ou promoção nas prateleiras fora do prazo.
Ora! Pois então! Eu que sou pitosga e nem sempre olho para a validade, principalmente senão levar óculos( que não vejo pevide, sem eles), na boa fé, pego na embalagem da cenoura ralada, para no caso de me apetecer uma saladinha.
Já em casa ponho as lunetas, pois está claro fora da validade.
Ir de novo à loja, não dá p'ro combustível.
Lá vai cenoura para sopa, que sempre vai ser mais triturada.
E tudo isto porquê!?Perguntam vocês em coro!?

Porque não têm lá um "Aspie" a trabalhar, a quem estes pormenores não falham!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Caminhada Solidária





Domingo, 1 de Julho de 2012 pelas 9:00

Praça do Município - Maia

Caminhada Solidária que reverte a favor da Bomporto, crl..
O valor da inscrição é 1€! Por tão pouco estará a ajudar muito...
Faça já a sua inscrição através do nosso e-mail: bomportocooperativa@gmail.com

Contamos consigo :)
imformação retirada daqui

Nesta caminhada não vamos poder estar presentes fisicamente dada a nossa distância geográfica, mas apelo a toda a gente do Norte que é solidária, para participar...
E levar esta causa a BOM PORTO.

Com pequenos poucos, podemos fazer muito.

domingo, 17 de junho de 2012

"Hiper sensibilidade"



Pequeninas coisas, que fazem a diferença!
Há quem tenha pulgas na cama:-)

Rsss, há quem tenha melgas no quarto!
E às 4 horas da manhã, ande a melgar, com as ditas.
-Sacanas das melgas, não me deixam dormir.
-Anda aqui uma melga, caraças da melga.
Como se com todos os nomes chamados à melga, ela se evapora-se.
Tinha que acordar,o pai e mãe para irem à caça melga.
Não dormiria o resto da noite,e passaria-a na lenga lenga da melga,de mata moscas em punho, sem a conseguir atingir com a falta de jeito.
(Hiper sensível a pequenos ruídos), claro às melgas até eu sou)

sábado, 16 de junho de 2012

"Probabilidades"

Quem manda este miúdo, saber fazer contas!
E jogar com as probabilidades
Até domingo estou feita!

-Se a Dinamarca ganhar por 3-2 Alemanha,somos eliminados, mesmo ganhando nós o jogo (diz ele)
E já acha que vão combinar o resultado) rsss

Já apostou comigo, o que vale é só comigo, logo aos milhões:-)

O pior é que isto mexe com ele, o sentido patriótico de quer que a selecção ultrapasse esta fase.
Nem os meus argumentos, desde que Portugal ganhe, saímos de cabeça erguida, são suficientes.
Que dificilmente iremos, mais longe no campeonato, e que só vai acarretar mais despesas para o país.
Lool eu falo, falo mas também sofro, o meu clube principal é selecção.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Deduções com lógica!



Hoje descobri a caderneta de escoteiro do Bruno.
Estivemos analisar as resposta que deu na época, os conhecimentos dos vários temas.
Um deles a era poluição, pergunto-lhe!?
O que ele acha que causa a poluição!?
Ele responde-me com a camada do ozono:-)
Replico com a poluição dos carros, e das fábricas que libertam gases para atmosfera.
Fábricas!? Diz-me ele estão fechadas por causa da crise.
Não é que rapaz anda mesmo atento.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Resistência



Mais uma forma de testar as nossas capacidades, e fazer aquilo, poderiamos achar ser mos incapazes.
É minha filosofia de vida tentar sempre,e tenho passado esta prática ao Bruno,( a que o pai chama de teimosia, eu chamo persistência) desistir não é o nosso lema, mesmo que existam medos e inseguranças, nós iremos superar.
Juntos somos mais fortes, e se for em grupo tanto melhor.
Quando atingimos os objectivos, o resultado do cansaço, transformasse em felicidade.
Prova superada,as dificuldades, dão-nos força para vitória final...

Depois de 21 Km de caminhada pelo planalto das Cesaredas, estamos prontos para ultrapassar outros obstáculos...

Podem ver aqui o grupo que organiza as caminhadas e seus trajectos, aberto a todos que queiram participar, daqui e da acolá:)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Resposta a algumas questões!

1-Sentimentos que tiveram aquando do diagnóstico?

Em relação ao diagnóstico, não tivemos embate até porque os comportamentos que nós em casa sem perceber mos nada relacionavamos com autismo, viriam a ser trocados por um diagnóstico favorável sob-dotado aquando da primeira consulta com psícológo aos 4 anos e meio , isto à revelia da pediatra que dizia que era mimo.

2-- Posteriormente e com o passar do tempo, por que fases passaram em termos emocionais?

2.1-Fase da procura- Quando não havia nada, nem internet, nem literatura, um pequeno guia médico mostrou-me o que era o autismo. Não me assustei apesar de ver que o meu filho estava naquele "baralho", ainda havia a mãe geladeira e que eram meninos sem afecto. Agarrei me a essa "estúpida" teoria e impus a mim mesma que desse mal o meu filho não ia padecer...

2.2-Fase de alguma euforia-Relacionar com os génios ele era diferente, para melhor, ele sabia mais coisas que os outros o QI era normal e até acima da média, o miúdo vai safar se...

2.3-Fase relação com meio escolar infantil- Sempre tive uma grande interacção com meio, só entrou para o infantário aos 4 anos logo nesse primeiro ano teve apoio de uma educadora do ensino especial , que nos chegou a acompanhar às consultas de psicologia.

2.4-Fase do reconhecimento- Fazer planos e programas especificos, para ele.

2.5-Fase da não aceitação por parte do infantário (particular)- Procura de nova escola (Pública)

Entrada na escola e no ATL-Adaptação, fácil ao meio fisíco , dificuldade às pessoas, preferindo os adultos às crianças, apenas uma amiga que não desistiu dele.
Procura de acompanhamento psicológico, visto por dois psicológos antes de começar a fazer psicoterapia no departamento de pedopsiquiatria do hospital D. Estefânia onde inicialmente iamos semanalmente passando depois a quinzenal às sessões. Este psicológo alegava que ele tinha um defic emocional, que sempre rejeitamos e sempre contrapuzemos com autismo e que no final das suas terapias indirectamente já concordava connosco principalmente com o pai, que sempre foi mais directo nestas coisas ( ou não fosse ele também Aspie).

2.6-Fase de alguma negação- Mesmo achando que ele tinha comportamentos autistas nunca tive coragem de ligar para a APPDA embora tenha tirado o número de telefone, só conhecia o autismo severo de imagens e este autismo de alto funcionamento nunca tinha ouvido falar, havia aqui uma ambivalência estranha em mim .

2.7-Fase da minha confirmação-A leitura de um livro " As memórias de uma mãe sobre o seu Filho Autista" de Jane Macdonnal que para mim continua a ser a minha Biblía, ao lê-lo encontrava-me em cada página, sempre me tinha sentido sózinha o meu filho era caso único, encontrei naquela mãe que não conhecia um enorme aconchego, está aqui alguém que vive o que eu vivo, já não estou só, embora nunca a tenha conhecido, esta leitura foi em 1995, já o Bruno tinha 10 anos, não tinha dúvidas que o Paul que não é um personagem, é real e o Bruno tem imensas semelhanças.

2.8-Fase do sonho-Este livro abriu-me os horizontes fez-me sonhar com a partilha, as associações que existiam e que esta mãe dividiu no livro, a vontade que tinha que cá houvesse algo do genéro. O Paul adorava climas o Bruno também, o Paul trabalhava numa estação metereológica, chegou a discursar para uma plateia, imaginava que o Bruno também chegaria lá.


2.9-Fase da partilha-Quando surge uma nova associação em Portugal , fico entusiamada o sonho acalentado, parece-me agora viável, quero beber de tudo saber mais, proponho-me para colaborar nisto naquilo mas o meu timing é muito acelerado e não dá. Escrevo um testemunho que proponho à associação pensando na ajuda que mãe do Paul me deu, na possibilidade de ajudar os outros, mas ficou-se pelo meu núcleo familiar e mais uma dúzia de amigos numa edição (particular). Participo em blogues dando opinião um deles escrito por um pai "O Planeta Asperger", dos primeiros blogues que eu tenha conhecimento a falar do tema, em pareceria com amiga escrevo post's para além dos comentários "Águas Furtadas", que agora está privatizado.
O Bruno tem desejo de criar o seu próprio blog em 2008 " Aspie's Blog" onde damos também o nosso contributo para dismistificar e aprender amar sem reservas os nossos filhos diferentes, mas tão iguais...

2.10-Fase da desilusão da decepção- Ver que afinal o mundo não quer criar espaço nem dar condições dignas aos nossos jovens/ homens, que apartir de determinada altura passam a ser números ou nem isso (triste), que não adianta formar e fazer com sejam instruídos... que somos confrontados com ir de cavalo para burro. Que nos consideram "loucas" porque achamos que eles conseguem ser úteis, eu continuou a ser "louca" acho que cada vez mais.
Que algum associativismo , não é nada do que suponha, que se regem por regras rigidas que não tem em conta todas as pessoas, ou zelam por interesses económicos ou pessoais.

2.11-Fase da resignação-Estou no entanto disposta a colaborar empenhadamente com todos indiscriminadamente, que visem melhores condições para o autismo, não querendo ser hipócrita a minha prioridade é a idade adulta, até porque já não terei muito tempo e como todos os pais quero o melhor para os meus filhos.

3 - Como é no presente? O que foi feito do sonho de ter um bebé perfeitinho sem problema nenhum?
O bebé perfeitinho é um homem sem vicíos não fuma , não bebe bebidas alcoólicas, não saie á noite, que não mente, que posso mimar sempre, e que será sempre dependente de orientação.
Continua com uma enorme sabedoria e com imensos conhecimentos muito dispersos, que não sabe aplicar, uma autêntica enciclopédia.
Actualmente, está em casa a tempo inteiro à mais de um ano sem programa especifico, tento ocupa-lo e tira lo de casa o mais possível, fazemos caminhadas, e quando o pai pode passeios de bicicleta, criei um projecto de voluntariado inclusão/ educação para ser mais uma forma de o trazer ao mundo.

4 - O que se fez para ultrapassar ou conviver bem com a existência de um filho especial?
Convivo bem, nunca o escondi , vamos a todo lado ,embora não negue tento controlar de forma subtil alguns compartamentos, através das mãos e dos abraços ( as esterotopias, as repetições).
Hoje o que me motiva é conseguir um lugar onde ele possa continuar a ser feliz, sem nunca perder os laços afectivos...e que as pessoas o consigam perceber, este é o meu enorme desejo...

Nota- todas estas respostas são pessoais.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Caminhada solidária!



Nós vamos participar, já temos o equipamento.

"É aliciante pensar que chegaremos onde ainda hoje não poderemos pensar"

Joaquim Pessoa

terça-feira, 5 de junho de 2012

Questões!???

Competências sociais/profissionais
Como se treina um adulto com Síndrome de Asperger, num local de trabalho, para não se meter nos assuntos que não lhe dizem respeito!
Como é que ele vai perceber o que não lhe diz respeito!?
Se mudam os contextos e as situações!!!
Esta, é uma das questões para a qual, não tenho resposta!
E também não a vislumbrei, no congresso.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Será que tenho mais que um Asperger!?

Ou todos temos o nosso quê de Asperger!?
"Assim como de são e de louco todos nós temos um pouco"

Posso vos dizer que como mãe de adulto, muito do que ouvi no congresso não é novo, foram situações que já vivi.
E algumas dúvidas que tinha, mantenho.
Não me seria possível resumir os 3 dias ( correndo risco de cometer imprecisões), porque só tomei algumas notas e a minha memória às vezes falha.
Segundo ouvi dizer vão estar disponíveis as informações passadas no congresso, é uma questão de contactarem a associação responsável pelo evento.
Fiquei com outro conhecimento principalmente das manifestações da SA nas meninas.