Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
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quinta-feira, 22 de julho de 2010

O desconhecido!...


Mesmo para quem lida com a deficiência na sua vida profissional.
O desconhecido assusta!...
Há cerca de 3 anos passamos uns dias no Algarve, e o Bruno queria dormir na casa de uma amiga (que ainda tem ligações à família), que com medo de alguma reacção dele , ou que este chamasse pela mãe durante a noite, ou qualquer outra situação que ela desconhecia, não o deixou lá dormir, sugerindo que poderia lá ficar com a irmã...
O Bruno que não entende bem o porquê, e com as suas repetições continuas, porque que ela não o deixava lá dormir!...
Deve tê-la deixado com algum sentimento de culpa.
Ele realmente ficou triste...
Então este ano para o compensar, ofereceu à família uma semanita de férias no apartamento dela ( claro com os pais)...
Não julgo e até entendo perfeitamente a atitude dela ( não sei senão faria o mesmo), embora eu saiba que ele não chamaria pela mãe, e nem tem outros problemas de saúde graças a Deus que pudessem causar alguma aflição...

sábado, 6 de março de 2010

Preconceito, nem tudo o que parece é!...


O Bruno, algumas vezes quando anda na rua quer seja com o pai ou com mãe.
Gosta de se sentir protegido, e apoiado, e independentemente de ser um ou outro progenitor, coloca o braço por cima dos nossos ombros, ou enfia o braço no nosso.
Sentindo-se assim mais seguro, (julgo eu).
O pai sente se observado, pelas pessoas circundantes, pelos olhares de soslaio.
Que pensarão?!... Que anda a "transar" com um jovem?!... Credo que mentes...
Com a mãe, fazem o mesmo.Olham , comentam em surdina...
O p´ro meu ar de preocupada," tou nem aí"...
Que pensarão?!... Uma "cota", com um "chavalo"?!...Santa ignorância...
A mim não me afecta, rigorosamente nada, podem olhar á vontade , não vou deixar nunca de o proteger de o mimar, do abraçar...
Eu até gostaria que ele fosse mais independente, e há algumas situações em que o é.
Se andar sozinho ( o que agora é raro) não tem em quem se apoiar, bem a congeminar nos seus pensamentos...