Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
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terça-feira, 3 de novembro de 2015

" Valha-me Deus"

Entrar numa igreija, em plena homilia (dia de todos santos),  pelo corredor central, em direcção  ao altar.
Só para verificar, se  nos bancos laterais, havia alguém conhecido!
Parece-me tudo, menos um procedimento católico.
Valha-nos Deus ao menos, que com tanto "louco", que anda para aí, ainda poderiam pensar, que ia ter com o pároco.
Tudo isto, porque gosta de ver gente conhecida, e não podia aguardar pelo final...
Vá lá a gente compreender , este lado social ;)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Dia da Espiga



Quinta -feira da Ascenção é uma festa religiosa católica. Há locais onde é feriado neste dia.

Celebra a Ascenção de Jesus ao Céu depois ter sido crucificado e de ter ressuscitado.
este dia (a Ascenção) ocorre cerca de 40 dias depois da Páscoa, e é sempre a uma quinta feira.

Neste dia celebra-se tradicionalmente, de manhã cedo rapazes e raparigas vão para o campo apanhar a espiga e outras flores campestres.
Com elas formam um ramo com: espigas de trigo, folhagem de oliveira, malmequeres e papoilas. O ramo pode também incluir alecrim, centeio, cevada, aveia, margaridas pampilhos, etc.

Cada elemento simboliza um desejo:
-A espiga= que haja pão (isto é, que nunca falte a comida, que haja abundância em cada lar)
-O ramo das folhas de oliveira= que haja paz (lembra-te que a pomba da paz traz no bico um ramo de oliveira) e que nunca falte a luz (divina). dantes as pessoas alumiavam-se com lamparinas de azeite.
-Flores ( malmequeres; papoilas, etc)= que haja alegria (simbolizada pela cor das flores - o malmequer ainda «traz» ouro e prata, a papoila «traz», amor e vida e o alecrim «traz» saúde e força)

O ramo é guardado ao longo do ano, até ao Dia da Espiga, do ano seguinte, pendurado algures dentro de casa, há quem diga atrás da porta.

Acredita-se que este costume, que surge mais no centro e sul de Portugal, nasceu de um antigo ritual cristão, que era uma benção para os primeiros frutos.
No entanto, por ter tanta ligação com a Natureza pensa-se que vem bem mais a trás no tempo, talvez de antigas tradições pagãs associadas às festas da deusa Flora que aconteciam por esta altura e às quais se mantém ligada a tradição dos Maios e das Mais.