Do pensamento e do desejo à acção, vai um longo caminho.
As celebres segundas-feiras precisam de ser ocupadas, com o CC* a terminar a validade, vai ser esse o dia da renovação.
Planeamos que fosse sozinho, uma parte do percurso a pé e a outra de Toma**.
Chegada a hora , a mãe leva-te de carro (o tempo está nublado, pode chover,(desculpas)).
Mas entras sozinho, fazes tudo sozinho, faz de conta que eu não estou lá.
Leva o cartão no bolso e o dinheiro para o pagamento.
Dirige-se à máquina para tirar a senha de atendimento, aparece no visor : Pedido-Levantamento- Alteração de morada e ainda um outro.
-Fogo, vocifera é expressão que usa quando está atrapalhado ( não estava lá a dizer renovação), que seria a palavra chave.
Retira a senha do pedido, e senta-se em frente ao monitor, embora só faltem 4 números , aguarda quase uma hora, enquanto a mãe está numa fila na diagonal, fingindo não estar, mas estando sempre a observar :)
-Quando chegar a tua vez, não precisas de ir a correr, vai com calma, dizes : Boa tarde, venho tratar da renovação do cartão de cidadão, e segues todas as indicações da pessoa que te atender ( conselhos da mãe).
Sentada ao lado dele , está uma senhora, com número anterior ao dele, assim que chamam aquele número, avisa logo a senhora que é a vez dela .
Qual vai devagar, quando chamam a senha dele, lá vai no seu correr desengonçado , com medo que chamem o número seguinte .
Ele senta-se e a mãe aproxima-se e diz à senhora que vai estar ali ao lado se for necessário alguma coisa.
Acabando no entanto por ficar na cadeira ao lado, mas sem intervir.
A conversação é entre os dois (ele e a funcionária), a mãe só interfere quando é para tirar a foto ( mas não serviu de nada), porque olhar para lente e não sorrir é complicado e não consegue fazê-lo com naturalidade ( lá voltou a ficar com ar de assassino procura-se).
Enfim, do mal o menos, não foi sozinho, e a preparação acabou por ser mais para a funcionária, que até lidou muito bem com ele, no fundo também é isso que se pretende que as pessoas entendam.
Vamos ver se quando for o levantamento, já o vai fazer sozinho ;)
Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
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quarta-feira, 6 de julho de 2016
sábado, 13 de abril de 2013
"Advinhem"!!!
Esta dificuldade de comunicação, leva-os a esperar que os outros, tenham poderes advinhatórios.
De manhã digo-lhe veste o fato treino ( autonomia orientada), e diz ao pai, para irem comprar umas febras, e bifes de peru ao talho, para o almoço ( com tempo estava bom, poupança de combustível e exercicío físico).
Assim faz! lá se veste, no seu habitual modo atabalhoado, e vai para o pé do pai, que está a ver TV, põem se ao seu lado a baloiçar (balanços), o pai apercebe se, que ele tem o fato treino vestido ,o que não é normal aquela hora.
E pergunta-lhe:- Queres ir, a algum lado?
-A mãe disse :- Para ir-mos ao talho ( mas já se tinha esquecido do que era para comprar), e lá me foi perguntar.
Quase que aposto, que foi por causa do SLB, e da equipa que lhe ia sair no sorteio, que" apagou do resto", só o ouvia comentar com os seus botões que não queria o Chelsea :)
De manhã digo-lhe veste o fato treino ( autonomia orientada), e diz ao pai, para irem comprar umas febras, e bifes de peru ao talho, para o almoço ( com tempo estava bom, poupança de combustível e exercicío físico).
Assim faz! lá se veste, no seu habitual modo atabalhoado, e vai para o pé do pai, que está a ver TV, põem se ao seu lado a baloiçar (balanços), o pai apercebe se, que ele tem o fato treino vestido ,o que não é normal aquela hora.
E pergunta-lhe:- Queres ir, a algum lado?
-A mãe disse :- Para ir-mos ao talho ( mas já se tinha esquecido do que era para comprar), e lá me foi perguntar.
Quase que aposto, que foi por causa do SLB, e da equipa que lhe ia sair no sorteio, que" apagou do resto", só o ouvia comentar com os seus botões que não queria o Chelsea :)
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segunda-feira, 4 de março de 2013
"Verdade!!!?"
Foi com ar de espanto, que pai ficou, não queria acreditar, quando lhe disse: Hoje foi o Bruno que tirou o café, para mãe.
Com todos os requisitos, fui dando as indicações passo a passo e todas elas, ele sabia, às vezes a ordem porque são feitas, é que o baralha.
Ligas a máquina, despejas a borras no lava loiça, tiras o café que está no armário, a medida e o calcador que estão ao pé do rolo de cozinha, e vais buscar uma chávena.
Com direito a chávena escaldada como a mãe gosta, e esta parte foi por iniciativa dele, só tive que lhe dizer onde se abria o vapor.
Colocou e rodou o manipulo, a máquina já estava quente.
E, "voilá" um café cremoso e quentinho e cheio!
Agora falta a canela e o bolinho, também servidos pelo meu rapaz :)
Ora viste!? Quanto não vale!
Porque a mãe merece, e ele gosta de agradar.
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domingo, 11 de novembro de 2012
"Segurança"
Por uma questão de "segurança"!
Não é mudo, não é surdo, não é incapaz!
Como o senti muito receoso.
Escrevi este papelinho, para que ele fosse ao piso inferior, da repartição de finanças,e ainda fui com ele tirar a senha..
Enquanto eu aguardava no piso superior, para não perder a vez.
Não haveria necessidade, se não houvesse comunicação do outro lado, ele debitaria o meu pedido com facilidade.
Mas se houvesse alguma pergunta do outro lado poderia, ou não quebrar a conversação e causar atrapalhação e até alguma agitação.
Assim, com papelinho, não sei que terão pensado!?
Mas que deixou mais seguro,lá isso é verdade.
E secalhar é isso que interessa, um mundo seguro.
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sábado, 17 de dezembro de 2011
"Pedaços de muito" ou "Quase nada"
Não gostamos de dar nas vistas, nem que olhem para nós de soslaio.
Mas senão tentar mos nunca conseguiremos.
Nas Finanças tinhamos 12 pessoas à nossa frente, sentados enquanto aguardavamos a nossa vez, (vendo eu) que depois de nós não estava muita gente.
Pensei, aqui está uma oportunidade para ele fazer o pagamento e poder comunicar.
Fizemos um pequeno ensaio no tempo de espera, enquanto o senhor sentado ao nosso lado sorria. (devia pensar esta, está maluca)
Dou os documentos ao Bruno: cartão de contribuinte, dinheiro e a senha.
-Quando chamarem pelo teu número dirigiste ao guichet respectivo ( esta parte é facíl)
-Dizes: Bom dia (simples)
-Dizes: Que queres comprar o selo para o carro.
-Apresentas o cartão, que o senhor, vê qual é o carro.
-No fim dizes : Obrigado
"Entrada em cena"
Assim que aparece o número no visor levantasse acelerado, não vá passar a vez.(logo aí foi notória a diferença)
Sai o bom dia (forçado)
-É para comprar o selo do carro ( 2x não o fosse o senhor, não ter ouvido à primeira)
O senhor diz-lhe a matricula do carro, ele confirma (melhor que a mãe)
Dá as notas, recebe o papel e o troco, e esqueceu se do obrigado.
-Então e o obrigado filho!?
-Obrigado ( diz então)
Toda a conversa foi com olhar desviante do interlocutor.
Dá-me o comprovativo e troco.
-Pergunto-lhe se conferiu- Não,desta vez não...
Confere ao pé de mim, falta um euro ( diz ele)
Já o ia alertar para a sua falta de atenção, o troco é para conferir no acto da entrega.
Abre a mão esquerda, lá estava o euro.
Estive tentada a pô-lo a fazer o pagamento com o multibanco, ele até sabe o código.
Podia era querer confirma-lo em voz alta.
Claro que estes dois ou três minutos deram nas vistas.
Nem sei o que senhor poderá ter pensado!!!
Mas não vou deixar de tentar...
Mas senão tentar mos nunca conseguiremos.
Nas Finanças tinhamos 12 pessoas à nossa frente, sentados enquanto aguardavamos a nossa vez, (vendo eu) que depois de nós não estava muita gente.
Pensei, aqui está uma oportunidade para ele fazer o pagamento e poder comunicar.
Fizemos um pequeno ensaio no tempo de espera, enquanto o senhor sentado ao nosso lado sorria. (devia pensar esta, está maluca)
Dou os documentos ao Bruno: cartão de contribuinte, dinheiro e a senha.
-Quando chamarem pelo teu número dirigiste ao guichet respectivo ( esta parte é facíl)
-Dizes: Bom dia (simples)
-Dizes: Que queres comprar o selo para o carro.
-Apresentas o cartão, que o senhor, vê qual é o carro.
-No fim dizes : Obrigado
"Entrada em cena"
Assim que aparece o número no visor levantasse acelerado, não vá passar a vez.(logo aí foi notória a diferença)
Sai o bom dia (forçado)
-É para comprar o selo do carro ( 2x não o fosse o senhor, não ter ouvido à primeira)
O senhor diz-lhe a matricula do carro, ele confirma (melhor que a mãe)
Dá as notas, recebe o papel e o troco, e esqueceu se do obrigado.
-Então e o obrigado filho!?
-Obrigado ( diz então)
Toda a conversa foi com olhar desviante do interlocutor.
Dá-me o comprovativo e troco.
-Pergunto-lhe se conferiu- Não,desta vez não...
Confere ao pé de mim, falta um euro ( diz ele)
Já o ia alertar para a sua falta de atenção, o troco é para conferir no acto da entrega.
Abre a mão esquerda, lá estava o euro.
Estive tentada a pô-lo a fazer o pagamento com o multibanco, ele até sabe o código.
Podia era querer confirma-lo em voz alta.
Claro que estes dois ou três minutos deram nas vistas.
Nem sei o que senhor poderá ter pensado!!!
Mas não vou deixar de tentar...
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
"Inesperadas"

Estamos de saída!!!
E,è mania das mulheres quando saímos de casa,cama ficar feita...
Coisa que toca sempre à "je"...
Ando a preparar as coisas !!!
Quando o ouço, do alto do seu quarto!!!
-È preciso, puxar as orelhas à cama!!?
-È filho!!! a mãe, já aí vai!!!
-Já está!!! (responde-me ele)
Meu rico filho, merece um milhão de beijinhos:-))))
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quarta-feira, 24 de março de 2010
Esquecimento

-Vais escrever, sobre isto!?...
-Isto!...Isto o quê, filho!?...
-Sobre o esquecimento(diz ele).
Isto porque à hora de almoço deixou a bolsa de cintura onde transporta o telemóvel, no Fórum.
Trazer o telemóvel com ele permite-nos uma maior autonomização serve de rede de segurança, para ele e para mim.
Chegou a casa muito revoltado, agitado e aos gritos com o seu próprio esquecimento (que ele já transformou em fobia). Dava pancadas na cabeça,por causa do esquecimento.
Com medo que o telemóvel não aparecesse, como noutro dia que lhe desapareceram 5 euros, ( desde aí ,nunca mais quis levar dinheiro).
Anda sempre aéreo, ainda por cima por causa das supostas temperaturas que irá fazer no Verão.
Mas que irritação a minha( da mãe) xD
Farta de lhe dizer para se concentrar, no hoje e no agora e deixar o Verão em paz, que pode não acontecer nada do que ele prevê, e se acontecer de nada serve estar a preocupar-se agora, que não evita nem resolve nada. Nada, é também, o que ele não encaixa nesta teoria.
Aquela cabeça anda sempre com o tempo lá dentro a massacra-lo, até o ouço a falar sozinho
com o tempo.:))
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