Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
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sábado, 16 de outubro de 2021

Imprevistos


 

Na idade adulta as respostas para as pessoas no espectro do Autismo, são praticamente inexistentes.

Em tempo de pandemia ainda mais isolado ficou, as poucas actividades voluntárias foram canceladas.

A forma que encontrei de o ocupar, numa tentativa quase terapêutica foram as caminhadas que já fazia antes da pandemia mas  mais em grupo.

Com todas as condicionantes impostas pela *DGS, passamos a fazer a dois, inicialmente na nossa área geográfica, depois de muito andar pelos mesmos caminhos o interesse já não era o mesmo.

Partimos à descoberta de novos percursos, utilizando o comboio para chegar o ponto de partida, o que obedece a algumas pesquisas no google e a escolha dos percursos.

Só que nem sempre o estudo é o mais indicado  (riso) e acontecem imprevistos, nomeadamente haver obras a interromper , o que provoca logo um estado de agitação e ao fazer as pesquisas alternativas, normalmente   vira para lado contrário ( já lhe disse que algum dia para ir para Lisboa, vai dar uma volta ao Porto)

Ao fim do dia regressamos à estação do comboio e o mais imprevisto aconteceu, ele entra no comboio, quando a mãe vai a entrar a porta que não abrira totalmente, fecha-se automaticamente, deixando um braço e a mochila da mãe entalados.

Acho que nem um, nem outro conseguimos raciocinar, a mãe na tentativa vã de libertar o braço, ele em pânico sem conseguir abrir a porta.

Num laivo de sobrevivência, digo: Carrega no alarme, há-de aparecer alguém, atrapalhado lá accionou o alarme,o tempo de espera para ambos estava a ser longo ( para aí uns 2 minutos), num comboio onde viajavam  meia dúzia de pessoas, vai ver se encontras alguém.

Pelo estado aflição em que ele se encontrava, os dois passageiros que viajavam na carruagem contigua vieram desentalar a mãe  aqueles segundos ali presa, deu para pensar:

E se tivesse sido ele?

E se eventualmente o comboio avança sem a mãe ter entrado?

*- DGS-  Direcção Geral de Saúde

Nota- ele achou, que a a mãe teria de escrever sobre o assunto.


quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Alta voltagem



O " ruído" no interior deve ser tão avassalador, que provoca esta alta voltagem.
Não, fiquem a olhar , ou comentar.
Todos precisamos, respirar.
Pode parecer estranho a quem não lida com padrões do espectro do autismo.
Da minha observação e experiência pessoal, o cérebro do meu filho funciona com uma sobrecarga superior à minha.
Constantemente fala, ralha, exalta-se com os pensamentos .
Têm necessidade de expandir e exaltar essa energia, através do processo de estereotipias, é mais forte do que ele é incontrolável, a não ser que fosse por via medicamentosa.
Não é um quadro bonito, a agitação motora e verbal ( ruídos ).
Mas é uma forma de descompressão e relaxamento , daquela super energia de biliões de pensamentos ou situações a aflorarem ao mesmo tempo.
O exercício físico é uma forma de concentração e foco, que ajuda a libertar o pensamento.

Nota: Esta é a opinião e observação da mãe, o que ele sente , só ele poderá explicar...

sábado, 19 de outubro de 2019

Aquele Abraço



Esteve os dias de ausência, a preparar a recepção à mãe.
Com role musical, para me presentear :)
"As saudades que eu já tinha da minha alegre mãezinha" ( alterou o original  :) (Xutos e Pontapés)
" Tenho saudades de te ver, vontade de te abraçar" ( João Pedro Pais)
" Encosta- te a mim" (Jorge Palma)
"Quero voltar, para os braços da minha mãe" ( Pedro Abrunhosa)

A ansiedade era grande, para aquele abraço, tendo-o eu avisado que o voo se atrasou, ele fez as pesquisas , sabia a hora exacta a que voo faria aterragem.
Só não contou com tempo que se leva a sair do avião e a fazer o checkout, que acaba por ser mais uns 30 minutos.
Assim que o avião aterrou, mas os passageiros ainda estavam dentro do avião, fiz uma chamada a confirmar a chegada, mas para não ir com pressa que iria levar tempo a chegar à gare de saída.
Mas ele já nem deve ter ouvido, contou-me o pai que desatou a correr, mal viu os sinais de transito para chegar primeiro ao aeroporto e dedicar-me  aquelas músicas :)
Tão obcecados estavam para ver que não viram, acabando por ser eu a vê-los primeiro.
Não houve espectáculo, mas houve descompressão naquele abraço.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

De volta à ilha da Madeira



Para quem têm filhos, no espectro do Autismo, reconhecerá  que não são fáceis as alterações de rotina e de ambientes.
Nós por cá, fazemos os planos de férias com muita antecedência.
Tudo é orientado ao pormenor, a marcação dos dias, a maior dificuldade  reside nas dormidas a escolha desse local têm de ter algumas variáveis importantes a maior delas a privacidade.
Desta vez corremos um risco calculado ( meio a apalpar terreno) não podíamos despender muito dinheiro na estadia, com conhecimento do Bruno e escolha inicial dele, resolvemos reservar um quarto, numa casa onde também residiam os nossos anfitriões.
Fiz todo um estudo prévio, do perfil das pessoas que nos iriam receber e inspirou-me confiança.
Se tive dúvidas!? Algumas , para não dizer bastantes, ir para casa de uma família que não conhecemos com um adulto, que é bastante comunicativo e sociável , mas que efectivamente não faz de forma nada padronizada, pode fazer das respostas perguntas que ninguém entende ( como se as pessoas tivessem poder de adivinhar).
Não têm as normas de etiquetas formais, é tu cá, tu lá, como se fossem amigos de longa data.
Esta forma diferente, não o impede de gostar, e gosta de gostar, e se do outro lado tiver-mos a empatia, temos a sintonia perfeita.
Enquanto mãe gostei deste gostar de estar ,desta compreensão e inter-acção, à pessoas que têm este poder de nos tocar, foi o caso desta família que nos acolheu no seu seio familiar  com muito carinho,  do qual  trouxemos um pedacinho mais de Amor da ilha.
Grata a esta família, que nos permitiu mais uma experiência, que sem experimentar nunca iríamos calcular o resultado de uma forma diferente de viajar.

domingo, 3 de setembro de 2017

Viver em sociedade


Entre nós...
E os outros!?
Existe um rio, existem margens..
Isto para tentar perceber, o que será que os outros acham, desta forma peculiar e particular de comunicar.
Estar em sociedade, exige demasiadas regras e etiquetas, que para um "Aspie", não serão barreiras visíveis, dada a naturalidade com que lidam com as pessoas.
Os temas de conversa, podem vir do nada, ou de algo que os liga a algum local ou acontecimento, com fio condutor pré-determinado por eles, que do outro lado quem não conhece ou lida habitualmente com esta síndrome, poderá ficar confuso. apreensivo com conversa.
Neste contexto o que fazer...
Deixar que as pessoas, percebam!?
Colocar-mos o rótulo nos indivíduos?

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Correu bem ""


Dar asas, não é fácil.
Mais por nós, do que por eles.
Durante a feira dos frutos, acompanhou a mãe.
Enquanto a mãe ficava no stand da feira.
Ele ia passeando pela feira, à procura de gente conhecida e de acumular mais papel dos outros stands para trazer para casa.
Há noite assistia aos concertos, no primeiro dia ficou num local com amigo, local que a mãe sabia.
No segundo dia, a multidão era muito mais, queria deixa-lo no mesmo sitio, mas quando fui à procura dele já  não o encontrei.
Pedi a alguns amigos, que se  o vissem, me avisassem .
No meio de tanta gente, era quase encontrar uma agulha no palheiro,  ninguém o viu.
Eu sei que ele não se perde,  e que no final do concerto ira ter ao local onde a mãe estava, mesmo assim fico preocupada.
Só mesmo quando terminar a última música e sair toda a gente do recinto, ele vem.
Assim foi.
Quando o reencontrei disse-me : Correu bem...

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Entre Nós



O Amor é assim...
Pelo menos para mim,
Deixa-me do avesso, tropeço, levanto  e volto para ti...
"Caio e levanto, qual é espanto" ( desalinhada).
Eu não perco a esperança, espero a bonança e nela avança o mesmo amor.
O tempo é companheiro é bom parceiro e até já nos sabe de cor.
E a voltas que embora nos tracem e desenlacem levam nos para onde for...
Insisti persisti...
Não sabes o fim.
Mas assim é o amor ...

Música autoria  HMB e Carminho link

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Liberdade "Condicionada"


Ao longo destes dias  referi, algumas das actividades em que  participa.
Uma delas é ,as caminhadas organizadas.
Este fim de semana com o grupo habitual dos caminheiros, mais de 50, rumamos ao Alto Alentejo, uma zona de extraordinária beleza, caminhar e fotografar é um dos grupos a que pertencemos e também  aos caminheiros do litoral ...
É sempre um são convivio estas caminhadas apesar das horas impróprias que temos de nos levantar.
Sendo também este convivio uma forma de inter-accão e  já todos o conhecem, o que me deixa mais tranquila.
Quem o viu à uns anos atrás que não largava as "saias da mãe", agora é vê-lo autónomo a caminhar junto com os outros,
Gosta sempre de ir no pelotão da frente , e mãe já não têm ritmo para ele.
Confio nos companheiros caminheiros, que não deixem ficar sózinho, pode  atrapalhar se, e tem muito medo de se perder, e neste caso em locais distantes que não conhecemos o trajecto previamente também a mim me assusta.
Tento o mais possível não o perder de vista, mas desta vez alguma confusão, fez com que não soubesse se ele estava para frente ou para trás, ainda por cima num castelo com ruelas, facilmente poderia perder-se.
Não estava disposta a continuar sem o localizar.
Precavendo-me para alguma eventualidade, coloquei-lhe o telemóvel na mochila.
Ligo e ele não atende ( tem de tirar a mochila não dá tempo).
Á segunda tentativa, lá me atende.
Pergunto lhe onde está !?
-Diz que está descer no empredado do castelo. (nesse caso estaria para trás), e assim ficaria à espera, na porta do castelo.
Como não se sabe muito bem explicar-me, pergunto lhe , se está com alguém  perto, para ele passar o telemóvel e eu tentar perceber a localização .
Lá falei com uma das companheiras da caminhada, que o tinha convidado a ir com ela.
Ainda assim nestas encruzilhadas, fico assustada.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

"Trocar as voltas"


Quem troca as voltas a quem !?
Vamos lá ver se  consigo explicar.
É muito importante que haja  uma calendarização de tarefas ou actividades lúdicas  para estes individuos se  poderem organizar
No caso de um adulto, estes programas não existem ( pelo menos na nossa localidade e a bem dizer praticamente em todo país).
Assim sendo, arranjei maneira de procurar , algumas actividades para que o meu  filho não fique parasitário em casa, podem não ser as melhores, mas as que consegui, para além do projecto voluntariado "Asperger às Claras", que terminou ao fim de cinco anos, não fechando no entanto as portas aos amigos.
À 2º.feira hidroginastica, 3ª- feira Voluntariado na Cruz vermelha, 4ª. feira  Ginasio e caminhada noturna , 5ª feira Música (piano), 6ª feira Piscina (hora livre), Domingo  Caminhadas em grupo...
São pequenas ocupações curtos espaços de tempo, mas que obrigam a sair todos os dias.
Se bem repararam, o Sábado não consta ( só se eventualmente houver alguma coisa interessante)
-E Sábado, vamos a algum lado!? (pergunta ele) e responde também: Espero bem que não.
- Sábado  não vamos a lado nenhum é para descansar.
-Mas eu queria, era que me ocupam-se as 2ª. feiras, que é o tubarão dos encerramentos (diz ele).
Vá lá a gente entender estas dicotomias  ;)

quarta-feira, 27 de maio de 2015

"Acudam-me"


O que vale, só à uma segunda-feira, por semana.
Mas a fixação, e conversa, do tudo encerrado às segundas-feiras, é diária.
Desde as dezenas de papéis que escreve sobre elas, à fúria com que fala dos encerramentos à segunda feira, é inexplicável.
Confesso, algum cansaço, e alguma falta de paciência, para esta "pancada", das segundas-feiras.
Na passada sexta-feira, enquanto a mãe dava um ajudinha no festival de marisco, que se realizou na Foz do Arelho.
Ele vai de máquina fotográfica em punho, registar, os estabelecimentos, com encerramento à segunda -feira.
Numa pequena vila, aqui fica o registo criado por ele, e que pediu que publicasse, queria saber a vossa opinião, das segundas-feiras :)

Nota- Montagem da imagem registou 4 establecimentos, ao primeiro até tirou 3 fotografias :), para me convencer da fobia das segundas-feiras, já pareço ele a repetir-me ;)

sábado, 3 de janeiro de 2015

Novo Ano


Nada de novo!
Ainda estamos a começar o ano !
Costuma ser uma altura de fazer, balanços, retrospectivas, projectos!
Não me  parece que haja nada de novo, a não ser, um maior silêncio.
Que até a mim própria, incomoda, não, que não tenha muito para dizer, mas talvez nada para a acrescentar, ( contra censos).
Vou tentar arrumar a casa (este espaço), que só faz sentido quando é vivido e sentido!
Aqui, se transformam as alegrias as tristezas, as vitórias as derrotas, os desejos, tudo aquilo que sente.
Se  à quem  possa sentir, que o facto de o Autismo estar presente, é o mal maior.
Direi, que é, o Amor maior... Aquele que dá nome a este blogue!

Deseja-mos a todos os que nos visitam, um Novo Ano 2015, recheado de afectos, são eles que alimentam a nossa alma.
A todos sem excepção quer  aqueles que passam em  silêncio, quer aos nossos fiéis amigos, que têm sempre uma palavra amiga, e respeitam estas pausas,

Um grande bem haja a todos
Beijinhos

Mina e Bruno

Imagem pessoal: De mãos dadas com o autismo, por mais um ano, neste caso, são as minhas e do nosso amigo Pedro ...

terça-feira, 21 de outubro de 2014

"Cabeçinha de vento"


Quem lida, com  pessoas portadoras desta síndrome (autismo/asperger),  sabe que elas, têm uma sobrecarga informativa.
E que ás vezes uma coisa simples, eles complicam.
O seu estado de alerta para o mundo, pode estar noutro foco.
E um simples ir buscar uma mochila,(que reconhecidamente, ele sabe ser nossa), mas está dentro de um cesto diferente, que ele não reconhece.
Às vezes parece que não ouvem, mas estão atentos a tudo o que se passa ao redor ( desengane-se quem pense o contrário, e que fale, como se eles não ouvissem)
O bom do meu rapaz, peço-lhe para ir buscar a nossa mochila, depois do banho, enquanto me limpo.
Os seus ouvidos tinham escutado, uma cena minutos antes, de uns cestos, que o segurança achou, que um casal havia deixado, e chamou-os atenção, que casal saísse e deixa-se os cestos ( até nem eram do casal).
Perdido nestes pensamentos, não reconheceu a nossa mochila, dentro do cesto verde...
Como , não sabe resolver de outra forma, entra em agitação e grita :
-Segurança- Roubaram os nossos sacos ;)
Quando eles estavam lá.
Ele, é que ainda estava no assunto anterior...
Valha-nos a mão da nossa amiga Né, que lá vai buscar a nossa mochila  :)
Mas , para que culpas, não fiquem só com a cabecinha de vento, do rapaz.
A mãe nesse dia, não se ficou atrás, e colocou o telemóvel, no saco de outro veraneante (cabecinha de alho chocho)...
Vá lá, que à gente séria e deixaram na recepção...
Obrigado

segunda-feira, 16 de junho de 2014

"Já nasceu, assim!?"


-Já nasceu, assim!?
(breves segundos de reflexão)
Questão, muito comum, quando querem aludir, à diferença,à deficiência!?
O que, lhe, queiram chamar !
É, me indiferente.
E nem sou, das pessoas, que ferve, com este estigma...
Tento elucidar...
-Já... mas porquê!?
-Conhece, algum autista!?
-Tenho, um tio, com 50 e tal anos , que têm vindo a piorar.
-A piorar, como!? (tento tirar nabos da púcara)
Pelo, que pude perceber, na curta, troca de palavras.
-O seu tio sofrerá!?, de uma perturbação mental, o que é diferente de perturbação do espectro do autismo, embora em alguns casos, possa andar juntas.
 Aproveito e esclareço.
-O caso do meu filho, não têm perturbação mental, sabe mais do que eu, talvez que você, o problema é não saber aplicar na prática ( precisa de orientação).

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

"Curioso"






Mal, eu imaginava, quando começei a coleccionar este guia médico.
Andava grávida, do rapaz...
Que, este viesse, a servir lhe de guia, para tirar dúvidas, que depois leva , para os profissionais da área, que ficam estupefactos, por ele já levar termos técnicos, e insistir , naquilo que leu, como rebentar o fleimão :)
Esta semana, tem estado com uma infecção, num dos dentes que restaurou.
Queixava-se de dor de dentes, mas como às vezes é piegas.
Podia ser transitório, e a minha insistência , era para higiene oral , reforçada.
Até , que na segunda-feira, acorda, com cara inchada.
Começa o segundo drama, o medo de não ver, que lhe estava a afectar a visão.
Lá , fomos nesse dia a uma urgência ao dentista, onde ele levava a lição estudada.
Queria ver-se logo livre da infecção,  purgando o fleimão...
Está a antibiótico desde esse dia, em franca recuperação.
Na próxima segunda-feira, lá voltaremos para ver qual a solução.

terça-feira, 9 de abril de 2013

"Registos da Semana"


Numa semana em que todos os focos se centraram na conscencialização para Autismo!

Tivemos uma semana, muito preenchida, com actividades de conscencialização.

2ª. Feira- Apresentação do projecto voluntariado inclusão/educação , para um grupo de meninos de ATL com a peça a Flauta Mágica de Mozart, a nossa amiga Rosa, foi assistir, estivemos a conhecer as instalações desta associação.

3ª. Feira- Na sessão comemorativa da Federação Portuguesa de Autismo em Lisboa

Com programa muito interessante em que aprendi bastante. E um painel muito bom.

Nota o programa que está na página da federação é ainda o do anos passado, não está actualizado.

4ª.Feira- Continuação da ida a vários locais levar a informação, para o nosso Caminho Azul. muitos muitos kms percorridos.

5ª.Feira-Divulgação do Caminho Azul e do autismo nas rádios locais, de manhã na 102 FM programa curto baseado mais na divulgação da caminhada.

Ao final da tarde, uma hora de feedback das 19h às 20h na 94.2 FM, programas em directo neste o Bruno fez o seu apelo para a caminhada e ainda uma especie de ensaio da peça do Zé Povinho aos microfones da rádio.

6ª. Feira- Regresso à sua antiga escola secundária , noutro papel o de "actor" na apresentação do projecto de voluntariado inclusão/educação, adaptada ao público mais crescido alunos de 12º. com a peça do Zé povinho, onde se inclui o personagem do Rafael Bordalo Pinheiro ( nome também desta escola), jogou em casa :)

Ùltimos preparativos para o Caminho Azul, comprar àguas, fruta, balões, brochuras, preparar algumas palavras para a conscencialização, fazer a nossa bandeira, e os cartões para staff

Sábado- Realização do caminho Azul, onde participam apenas cerca 30 pessoas todas elas nossas amigas, apenas 4 pessoas eram desconhecidas, o dia esteve sol e muito agradável, veio um casal de Lisboa com menino autista almoçaram connosco, tal como staff :)

Domingo-Mais uma viagem para Lisboa, para nos juntar-mos a outra caminhada pelo autismo onde encontramos muitos amigos, esta caminhada foi organizada por uma associação, que independentemente de acreditar, ou não, o meu "partido", é apenas o autismo e estou disponível para a causa Autismo.

Terminada esta caminhada, ainda fomos à Feira de viagens que decorria em Lisboa, a essa o Bruno não podia faltar, teve que ser rápido, tinha mos comboio para apanhar.

Assim se justifica, toda a falta de tempo, por aqui...

segunda-feira, 4 de março de 2013

"Verdade!!!?"


Foi com ar de espanto, que pai ficou, não queria acreditar, quando lhe disse:  Hoje foi o Bruno que tirou o café, para mãe.

Com todos os requisitos, fui dando as indicações passo a passo e todas elas, ele sabia, às vezes a ordem porque são feitas, é que o baralha.

Ligas a máquina, despejas a borras no lava loiça, tiras o café que está no armário, a medida e o calcador que estão ao pé do rolo de cozinha, e vais buscar uma chávena.

Com direito a chávena escaldada como a mãe gosta, e esta parte foi por iniciativa dele, só tive que lhe dizer onde se abria o vapor.

Colocou e rodou o manipulo, a máquina já estava quente.

E, "voilá" um café cremoso e quentinho e cheio!

Agora falta a canela e o bolinho, também servidos pelo meu rapaz :)

Ora viste!? Quanto não vale!

Porque a mãe merece, e ele gosta de agradar.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

"Aì! Esta mãe"


Em domingo de entrudo, depois de uma caminhada de 12 km.
Poucas horas de sono, olheirentos ( mas animados)
Fomos participar no Carnaval, de mais uma residência geriatrica.
Sem tempo para ensaiar, durante a caminhada lá lhe pedi para relembrar o texto, e durante o almoço com os caminheiros também ( eu sei, eu sei) .
E sabe sempre o papel todinho.
Já a mãe que o acompanha apenas com frase, a fazer de Paciência( que é sempre precisa).
A mãe esquece-se quando é tempo certo da entrada em cena e quando é assim ele debita também essa frase.
Ontem disse-lhe, quando for a vez da mãe, piscas-me o olho ( e que bem que ele pisca o olho).
Porquê questiona me ele!? -
-Senão, não vale a pena, a mãe caracterizar-se, se tudo disseres tudo.
Assim o fez , um piscar  de olho à mãe ,lá digo a minha frase, meia adormecida, que este cérebro já funciona mal quando dorme, sem descanço nem se fala.
Continuou, não se desmanchou , inédito, porque eu afinal devo ter baralhado ali qualquer coisinha, podia ser só uma palavrinha :)
Mas ele deu por isso, e no final, vá lá, e aqui é que está o inédito, disse-me como eu havia de ter dito.
Pronto desbroncou-se, mas foi só no fim, nem a mãe escapa :)

Imagem do Zé Povinho a ficar com as canelas enfesadas

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

"ideias Fixas"


"Quem não se sente, não é filho de boa gente"

Desengane-se que pensa que os portadores de perturbações do espectro do autismo não sentem.

O meu rapaz prova o contrário!
E não é em vão, que ele em cada saída que fazemos, quer ir para fora do concelho em que vive, nem que isso implique um maior esforço e sacrifício da nossa parte!
E essa vontade tem uma explicação  muito lógica, como tenho vindo a divulgar, o projecto de voluntariado para educação/inclusão dos PEA, o primeiro local onde propusemos esta participação  foi evidentemente  no concelho onde residimos, tendo o senhor vereador da educação ignorado,e (até  humilhado).

O Bruno ainda, não percebeu, e nem nunca irá entender o porquê? nem eu!
Porque tenho ido só a instituições e locais privados que nos tem recebido com muito carinho.
Ainda assim sempre que passamos numa escola de primeiro ciclo, ele pergunta-me porque não vamos á  aquela, já lhe expliquei que às escolas do concelho não podemos ir, dependem do senhor vereador  da educação, que pelos vistos  não gosta dele, nem de AUTISMO, e dependem dele essas participações.

Finalmente o Bruno, já se terá capacitado, que não é bem vindo a esta autarquia, quer sempre ir para o concelho vizinho a ver se lhe dão oportunidade, e tratamento de ser humano,  a possibilidade de poder mostrar as suas capacidades, como faz em outros locais, com sucesso.

É com muita mágoa da minha parte , que o ouço dizer que este vereador, não quer saber de nós!
É lamentável, mas tenho que concordar contigo filho!

A cidade que nos viu nascer é Lisboa, onde cresci, vivi, me enamorei , fui mãe, pedaços muito felizes da nossa vida foram lá.

As Caldas da Rainha é nossa cidade de adopção, escolhemos com coração na perspectiva de melhor qualidade de vida, o Bruno desde sempre,  a mãe desde cedo quando começou a passar férias se apaixonou, por este recanto.

Quando nos decidimos pela mudança, não houve dúvidas quanto ao local!

Hoje sinto-me triste e sinceramente, penso em mudar, não poderá ser este o lugar onde os frágeis não têm lugar!

Ah! Claro que as ideias fixas, é quando, lhe digo que vamos dar uma volta rápida sem sair do concelho, ele quer ir mais longe, nem que seja  só passar a fronteira do concelho.
Rsss a imagem, é da fronteira concelho de Alçobaça. Convido-os a visitar :)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

"Representação"

Cresceu!
Cresceu em palco!
Ficou mesmo com outro olhar!
E quem assistiu, também ficou com outro olhar!
Foi Gigante este meu rapaz, que levantou a plateia em aplausos, aos seus personagens Zé Povinho e Rafael Bordalo Pinheiro.
Momento apoteótico atirar com albarda ao chão, libertando o Zé povinho dos fardos dos poderosos :)


A participação aqui

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

"Happy birthday"


Os parabéns, hoje vão para a nossa bébé!
No dia a seguir aos reis.
Nasceu a nossa rainha!

Neste e em todos os dias, desejamos que sejas Feliz.
E o mano pouco dado a festejos, não se esqueceu desta data tão importante.
Logo ao descer das escadas, te deu os Parabéns :)