Orgulho-me quando nos grupos de caminheiros, me dizem que notam uma grande evolução no meu rapaz, já se consegue soltar, integrar, inter-agir, à sua maneira, e que já entendem de alguma maneira, a sua forma particular de ser e de agir...
Orgulho-me de encontrar uma professora dele do secundário, que me fala dele com carinho e o que têm no coração (quando muitos o achavam uma ave rara).
Orgulho-me de falar com director de uma escola, que ele frequentou (que inicialmente, não estava muito sensibilizado, para esta perturbação), tornar-se um "pai" protector dentro estabelecimento de ensino e passados estes anos, ainda o recorda, e as dificuldades da sociedade integrar estas pessoas, porque nem sequer permite, darem se a conhecer.
Orgulho-me que tenha conseguido estar numa formação para adultos desempregados,e se mantido até final, sem nunca faltar...
(apesar "De"* ao segundo dia, já me estarem a ligar, que não sabiam como lidar, com ele, por causa daquelas saídas inoportunas comuns a esta síndrome),
Orgulho-me quando já consigo que ele fique na fila, de uma caixa de supermercado, enquanto vou buscar algo que me esqueci (sem ele entrar em pânico), e ainda encontra lo a falar com jovem das caminhadas, que não têm ido, a falar do assunto, não é intromissão ( ele topa tudo).
Não sei, se posso chamar a isto inclusão!? ainda não!
São pequenos passos, que ainda não atingiram a dimensão, nem sei se algum dia, lá chegarão.
Há muitas outras coisas de que não me orgulho, mas ficará para outra ocasião...
Nota-Desenvolverei noutra publicação este "De"*
Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
domingo, 7 de dezembro de 2014
Registo do Inicio
Parece, uma eternidade, seis anos num blog!
Foi, precisamente neste dia que iniciou :)
Ultimamente, tem estado submerso, nem sempre por falta de tema, embora os temas se tornem repetitivos.
Tal como esta síndrome, é na maioria dos casos.
O criador, e autor deste blogue não lhe deu muito desenvolvimento...
Embora escreva centenas de papéis, sobre diversos temas, soltos...
Têm sido a mãe, quase sempre a falar por interposta pessoa, das suas atitudes, comportamentos ,relacionamentos, e muito de nós aqui está num álbum de recordações, que vamos desfolhando.
Não estando a ser assídua, à momentos e famílias por detrás da blogosfera, que nem sempre têm disposição ou astral, que justifique, e sendo sempre às claras, à intimidades de outros membros da família que devem ser preservadas...
Agradeço a todos, os que nos acompanham desde sempre ou desde agora, neste e noutros blogues onde, manifestamos os nossos sentimentos.
Que vida só faz sentido, se a sentir-mos...
Obrigado, e um forte abraço a todos/as
Deixo aqui o link do inicio
Nota: estou com poucas palavras, gastas, ou vazias, espero reequilibrar me, e recomeçar, e arrumar esta nossa casa, há por aqui muitos rascunhos guardados de uma vida, que não pára.
sábado, 15 de novembro de 2014
"Perigo"
Ás vezes, é difícil descrever, o que sentimos!
Conviver com autismo, é uma balança, nem sempre equilibrada.
E, o desejo de uma normalização, nem sempre é possível.
Não, são apenas tentativas, é mesmo a vontade de inserção no mundo, que é de todos, mas nem todos, temos, o mesmo olhar, ou compreensão.
E a dificuldade reconhecer esta perturbação, se calhar para o comum dos mortais, passará por ser conotada com outra perigosidade ou doses de loucura.
Toda, esta prosódia, para explicar, uma atitude que pode fazer parte do padrão comportamento de pessoas com esta perturbação do espectro do Autismo.
Embora tudo que aqui escrevo, se refira apenas ao meu filho, e estas são atitudes de que não me orgulho, e que tento evitar (até porque sei, que do outro lado, haverá sempre julgamentos).
Sempre que há eventos de interesse público, nós vamos, e hoje não foi excepção, sensibilização para a diabetes , com rastreio , actividade física, alimentação e bons conselhos.
O que foi excepção, foi a presença do senhor presidente do município, que ainda por cima já quase no final do evento, se colocou, ao nosso lado, claro que senhor doutor não nos conhece de lado nenhum, nem conhece provavelmente nada sobre estas perturbações do autismo.
Mas o Bruno que têm esta perturbação conhece-o , e mais uma vez fez-se notar.
-Este, é o T.F ? ( o nome do senhor) (diz me ele) -enquanto, eu baixo os olhos, e não respondo.
-Insisti, este é Presidente da Câmara!
- Respondo :Sim - e tento desvia-lo deste foco, indo para outro local.
Tentado sempre evitar, que estas observações se mantenham, ou que lhe saia, mais alguma.
Já fora do recinto, enquanto conversava com amiga.
Esta figura carismática da cidade saiu do evento, e Bruno tenta de novo aborda-lo numa correria, que me deixou envergonhada.
Tive, de sair do local, sem sequer me despedir da pessoa com quem estava a falar, para evitar a aproximação.
Não era nada de transcendente, mas poderia correr perigo, não o senhor presidente, mas ele por esta atitude "desvairada",se o presidente tivesse guarda-costas.
Tudo isto , por que ele acha piada, ás figuras públicas :) e como até sabe o nome completo do senhor, considera que já o conhece.
-Mas afinal, o que que ias perguntar!? (pergunto eu)
-Porquê, que ele me ignorou!? (diz-me ele)- quando apresentamos o programa de voluntariado, este senhor doutor exercia outro cargo.
-Pois filho, o Autismo, não conta, essa é. E será sempre a nossa maior dificuldade em poderes viver neste mundo, meia dúzia de pessoas já se interessaram, e conto com elas para que possas ser feliz com todas essas tuas particularidades.
Nota- Tive que o assustar, e zangar-me com ele, que nem todos entendem estas atitudes, e que pode correr perigo, não basta saber o nome completo da pessoa , para a conhecer, e sabendo que é figura pública, nem que seja do burgo.
Ainda me sinto triste, por não conseguir abrir lhe as portas do mundo.
Ficou muito assustado, quando lhe consegui fazer entender, que uma coisa simples com as figuras públicas, pode tomar outras proporções .
Conviver com autismo, é uma balança, nem sempre equilibrada.
E, o desejo de uma normalização, nem sempre é possível.
Não, são apenas tentativas, é mesmo a vontade de inserção no mundo, que é de todos, mas nem todos, temos, o mesmo olhar, ou compreensão.
E a dificuldade reconhecer esta perturbação, se calhar para o comum dos mortais, passará por ser conotada com outra perigosidade ou doses de loucura.
Toda, esta prosódia, para explicar, uma atitude que pode fazer parte do padrão comportamento de pessoas com esta perturbação do espectro do Autismo.
Embora tudo que aqui escrevo, se refira apenas ao meu filho, e estas são atitudes de que não me orgulho, e que tento evitar (até porque sei, que do outro lado, haverá sempre julgamentos).
Sempre que há eventos de interesse público, nós vamos, e hoje não foi excepção, sensibilização para a diabetes , com rastreio , actividade física, alimentação e bons conselhos.
O que foi excepção, foi a presença do senhor presidente do município, que ainda por cima já quase no final do evento, se colocou, ao nosso lado, claro que senhor doutor não nos conhece de lado nenhum, nem conhece provavelmente nada sobre estas perturbações do autismo.
Mas o Bruno que têm esta perturbação conhece-o , e mais uma vez fez-se notar.
-Este, é o T.F ? ( o nome do senhor) (diz me ele) -enquanto, eu baixo os olhos, e não respondo.
-Insisti, este é Presidente da Câmara!
- Respondo :Sim - e tento desvia-lo deste foco, indo para outro local.
Tentado sempre evitar, que estas observações se mantenham, ou que lhe saia, mais alguma.
Já fora do recinto, enquanto conversava com amiga.
Esta figura carismática da cidade saiu do evento, e Bruno tenta de novo aborda-lo numa correria, que me deixou envergonhada.
Tive, de sair do local, sem sequer me despedir da pessoa com quem estava a falar, para evitar a aproximação.
Não era nada de transcendente, mas poderia correr perigo, não o senhor presidente, mas ele por esta atitude "desvairada",se o presidente tivesse guarda-costas.
Tudo isto , por que ele acha piada, ás figuras públicas :) e como até sabe o nome completo do senhor, considera que já o conhece.
-Mas afinal, o que que ias perguntar!? (pergunto eu)
-Porquê, que ele me ignorou!? (diz-me ele)- quando apresentamos o programa de voluntariado, este senhor doutor exercia outro cargo.
-Pois filho, o Autismo, não conta, essa é. E será sempre a nossa maior dificuldade em poderes viver neste mundo, meia dúzia de pessoas já se interessaram, e conto com elas para que possas ser feliz com todas essas tuas particularidades.
Nota- Tive que o assustar, e zangar-me com ele, que nem todos entendem estas atitudes, e que pode correr perigo, não basta saber o nome completo da pessoa , para a conhecer, e sabendo que é figura pública, nem que seja do burgo.
Ainda me sinto triste, por não conseguir abrir lhe as portas do mundo.
Ficou muito assustado, quando lhe consegui fazer entender, que uma coisa simples com as figuras públicas, pode tomar outras proporções .
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quinta-feira, 13 de novembro de 2014
" Excêntrico"
O próximo excêntrico!
Sou, eu! Sou, eu!
Quando chega ao seu número no centro de emprego, antes que passe a sua vez. Onde, é, que é o balcão!? ( naquele, seu estado eufórico), com toda a gente olhar.
Porque o número anterior, não respondeu, à chamada, e rapidamente, passaram ao seguinte.
Antes que chamem o seguinte, vá de fazer-se notado ( são , estes pequenos nadas que marcam a diferença), a mãe estava ao pé em seu "socorro", sozinho, dificilmente seria capaz de dar a volta ao assunto, até chegar ao pedido de uma declaração. Não sei, se a funcionária o iria entender.
Isto, porque a mãe é parva, e mesmo consciente das dificuldades sociais e de relação, ainda quer acreditar, que mundo o vai perceber. E assim sendo, reactivou uma inscrição que se encontrava numa espécie de "arquivo morto", feita pelo centro onde ele fez formação, no centro de emprego.
A minha ideia, ao fazê-lo, até porque tenho noção, de que só a através de um emprego protegido, é viável, seria criar-lhe um posto de trabalho ( mas não à nenhum tipo de apoios).
E como dá jeito, às estatísticas, foi chamado para fazer formações, dentro das que havia, optamos pelo inglês comercial rsss, vamos ver, no quê, que dá durante 3 semanas, em "part time" vai estar ocupado :)
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014
"Macaquinho de imitação"
Felizmente a igreja está a mudar, talvez a ir mais de encontro à verdadeira dignidade humana.
Criada numa família católica, onde era ponto de honra ir mos, à missa aos domingos.
Confesso ter-me afastado do culto religioso (naquilo a que poderão chamar a casa do senhor), a casa do senhor para mim, é onde se pratica o bem.
Por amor à minha progenitora, que partiu à 12 anos, precisamente no dia de finados , em memória dela, e sei, o quanto ela se sentiria feliz com minha presença na missa, não faço nenhum sacrifício, é mesmo relembra-la num local que ela tanto gostava.
Nesse dia, vou assistir à missa numa paróquia, e o Bruno foi comigo.
E o quê!? que isto têm a ver com o autismo!?
Durante a missa, algumas das passagens e cânticos, são repetidos, pelos paroquianos.
-Estás a ver! Estão a repetir (diz-me ele), como sempre naquele seu tom de "segredo" alto ;)
Isto a propósito, de andar sempre a ralhar, com ele, por ele andar sempre a imitar, o que a irmã diz, que não deve andar repetir ;)
E, esta hen! Pouco católico, imitar os irmãos .
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quarta-feira, 29 de outubro de 2014
"Percurso de vida"
Aos 16 anos já houve outra psicóloga a referi lo como sendo portador PEA.
Os pais e uma tia que trabalhava com menino autista, por volta dos 3/ 4 anos achamos comportamentos estranhos, e relacionamos com comportamentos autistas à mais de 20 anos não tínhamos internet nem sequer literatura disponível, síndrome de asperger era desconhecido.
Quando exibiram o filme "Encontro de irmãos" ,identificamos o Bruno com aquele personagem o (Dustin Hoffman), e outros familiares também nos alertaram para o facto fazendo o mesmo reconhecimento (tinha ele 4 anos).
Na altura criei muitas expectativas e dada a elevada memória e os bastos conhecimentos para a idade, ele era um geniozinho que nos surpreendia com as suas capacidades, perspectivei que estava perante um génio inadaptado ( como as figuras que são referidas Einesten, Winston Churcill...
Foi tendo vários diagnósticos sob dotado, perturbação emocional, border line.
Nunca tive fases de revolta.
E sempre estive disponível para colaborar com escolas, com o psicólogo que o acompanhou do departamento de pedopsiquiatria do hospital D. Estefânia onde íamos às sessões de psicoterapia.
Não fez nem terapia da fala, nem psicomotrocidade (ainda hoje motricidade fina desajeitada).
Na escola teve acompanhamento especial desde a entrada na infantil aos 4 anos com educadoras de ensino especial algumas horas por semana.
Na primária teve nos 1º. e 2º. ano., abdicando no 3º. e 4º. anos.
Do 5º. ao 9º. ano tinha apoio também com professora de ensino especial uma manhã por semana, tinha ainda apoio a Matemática, Português e Inglês.
Nunca foi aluno de alto rendimento, nem isso nunca me preocupou as notas sempre foram secundárias, embora tenha transitado sempre ao abrigo do antigo decreto lei 319, Ponto forte sem dificuldades a matemática, pontos fracos tudo que implique compreensão de textos, só facilitado com perguntas directas.
Do 10º. ao 12º. feito por disciplinas , poucos apoios escolares, só no último ano 12º Também frequentava um curso de formação profissional numa instituição de ensino Especial durante 4 anos.
E o que fazemos hoje em dia que já não há escola , nem emprego, e que as instituições actuais não promovem o enriquecimento pessoal destes cidadãos, passou por CAO (3 anos) e por FSO (1 ano), ambos ocupacionais muito básicos na sua generalidade, para quem tinha competências para muito mais.
Saiu porque foi agredido, mas não era local em que eu gostasse que ele estivesse, embora estivesse adaptado...
O bebé perfeitinho é um homem sem vicíos não fuma , não bebe não sai à noite, que posso mimar sempre, e que será sempre dependente de orientação.
Como mãe tornei-me uma pessoa obstinada, ele foi sempre a minha prioridade e continua a ser o meu calcanhar de Aquiles, o seu Futuro.
Sempre achei, e insistentemente me tenho batido, que ele pode ser uma pessoa útil à sociedade, já olham para mim de lado como se fosse uma mãe em completo delirío.
Actualmente, está em casa a tempo inteiro à quatro anos sem programa especifico, tento ocupa-lo e tira lo de casa o mais possível, fazemos caminhadas, e quando o pai pode passeios de bicicleta, hidroginática, piscina e criei o projecto de voluntariado inclusão/ educação para ser mais uma forma de o trazer ao mundo.
Fazemos alguns passeios de comboio, e assim passamos o nosso tempo.
Não é o ideal, mas o possível...
E hoje!? O quê, que me motiva!?
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terça-feira, 21 de outubro de 2014
"Cabeçinha de vento"
Quem lida, com pessoas portadoras desta síndrome (autismo/asperger), sabe que elas, têm uma sobrecarga informativa.
E que ás vezes uma coisa simples, eles complicam.
O seu estado de alerta para o mundo, pode estar noutro foco.
E um simples ir buscar uma mochila,(que reconhecidamente, ele sabe ser nossa), mas está dentro de um cesto diferente, que ele não reconhece.
Às vezes parece que não ouvem, mas estão atentos a tudo o que se passa ao redor ( desengane-se quem pense o contrário, e que fale, como se eles não ouvissem)
O bom do meu rapaz, peço-lhe para ir buscar a nossa mochila, depois do banho, enquanto me limpo.
Os seus ouvidos tinham escutado, uma cena minutos antes, de uns cestos, que o segurança achou, que um casal havia deixado, e chamou-os atenção, que casal saísse e deixa-se os cestos ( até nem eram do casal).
Perdido nestes pensamentos, não reconheceu a nossa mochila, dentro do cesto verde...
Como , não sabe resolver de outra forma, entra em agitação e grita :
-Segurança- Roubaram os nossos sacos ;)
Quando eles estavam lá.
Ele, é que ainda estava no assunto anterior...
Valha-nos a mão da nossa amiga Né, que lá vai buscar a nossa mochila :)
Mas , para que culpas, não fiquem só com a cabecinha de vento, do rapaz.
A mãe nesse dia, não se ficou atrás, e colocou o telemóvel, no saco de outro veraneante (cabecinha de alho chocho)...
Vá lá, que à gente séria e deixaram na recepção...
Obrigado
terça-feira, 7 de outubro de 2014
"Que lata"
Hoje resolvi, ir tomar café, a um local, que Bruno frequentava, enquanto esteve no fórum sócio ocupacional, cuja a senhora, criou alguma empatia com ele.
Ele não vai de "meias medidas", e diz, a minha mãe:
-Queria abrir, assim um café! rsss
E a mãe , aproveita, com uma "grande lata", pede à senhora, se ele pode fazer o teste , tirando o café para mãe, a que a senhora acedeu gentilmente( embora com algum receio, segurando-lhe a mão).
E depois, ainda serviu, o bolo. à mãe :)
Está apto, para quem , não acredita, com acompanhamento , é muito capaz.
-"meias medidas"- sem vergonha
-"grande lata"- descaramento
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
De regresso
As férias, acabaram...
Foram dias intensos, na ilha das mil cores...
Muito ficou por ver, mas muito foi visto, em percursos pedestres, de transportes públicos, e de carro, foram alguns kms percorridos.
Enriquecidos, com as paisagens deslumbrantes, cheios com as emoções ao rubro, pelas pessoas com quem partilhamos estes dias, e nos mostraram a beleza do coração...
Momentos de partilha, cumplicidade, risadas, um sem fim de recordações, que ficam na nossa memória para sempre...
Mas quando falamos desta síndrome, falamos da coerência, e do cumprimento, de todas regras.
Factos, são factos, e que mesmo que nos prejudiquem, ele não os deixa passar ( ás vezes, mais valia estar calado) :).
Há nossa frente, a fazer check in, estava um individuo, sozinho com 24 kg de bagagem, a quem a funcionária alertou, senão poderia tirar algumas peças, e levar na bagagem de mão, o senhor abriu a mala, e retirou um casaco, que pesaria uns 200g rsss, e não pagou o excesso (argumentando com a inflexibilidade da companhia).
Chegada a nossa vez, uma das nossas malas tinha mais 2kg ( o que até nos tinham dito, quando embarcamos, que havia essa tolerância) mas a outra mala tinha menos 3kg , compensava uma a outra ainda ficando com saldo, a nossa favor de um kg.
Mas o que para ele contava, era aquela, que tinha excesso , e não se calava em mencionar o facto rsss
Isto, é que é rigidez, no cumprimento das regras :)
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Até breve !
Porque, as perturbações do espectro do autismo, não são exclusivas de uma determinada região, etnia, ou classe social.
Queremos levar o mais longe possível, a compreensão e inclusão, destes indivíduos.
Pode parecer pretensioso!
Mas, é apenas, amor...
E uma vontade férrea, de que estas portas se lhes abram, para o Mundo, onde todos os entendam independentemente de cada particularidade...
Consta desta apresentação :
-Representação por um adulto, com perturbação do espectro do autismo.
-Breves notas, sobre esta perturbação, numa vertente simplificada.
-Apresentação de um power point, com uma fábula personificada por um pintainho autista, da autoria da Ana Paula Antunes com os direitos da APPDA-Setúbal
Nota-obrigado a todos, até ao final do mês ficaremos com acesso limitado à internet.
Não estranhem a não publicação dos vossos comentários, nem as visitas habituais aos vossos.
Beijinhos, até já
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