Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...
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terça-feira, 6 de abril de 2010

Record/meia maratona


Nem dia de Páscoa o Bruno deu tréguas, e lá fomos nós caminhar, com uma aragem fresquinha
A 1ª- Parte numa zona florestal recôndita, em corta mato, ainda nos perdemos e lá voltamos um pouco para atrás, até alcançar-mos a 1ª. via pedonal, que nos levou há Foz do Arelho, e aí paramos na Vila para repor energias beber água e comer umas sandes, no café Central, que ainda tínhamos muito trajecto para palmilhar e o Bruno já muito cansado, com a cabeça em cima da mesa...
Aí!... Valha-me Deus, ainda falta tanto, filho vais ter mesmo de caminhar...
Alguns kms acima entramos na 2ª. via pedonal ao km 4,5, com o Bruno a arfar e no seu andar desengonçado, sem apoiar o calcanhar...
Para o distrair fui cronometrando de 100 metros em 100 metros que nesta pista está sinalizada, e ele já a antever que o último km de pista é a subir, já para não falar no resto do percurso que é mais que a pista até chegar a casa sempre a andar, e para finalizar ainda mais uma subida íngreme para a nossa casa chegar...
Foi mesmo para estoirar ( atenção o desafio partiu dele)rsss a" velha" é a mãe lool
Chegar a casa pôr os pés de molho, em água morna e sal um pouco de óleo de amêndoas doces para restaurar.
O Bruno com as solas do pés cheias de bolhas tinha razão para se queixar, depois do molho a limpeza e creme protex para acalmar, mas no dia seguinte ainda se andava a queixar...
Terão sido à volta de 20km, claro que o Bruno disse logo que a meia maratona são 21 km e 97,,5 m xD.
Não sei que teimosia é esta que tinha que fazer as duas pistas rsss

Ao fundo,a nossa miragem, faltava cerca de 5 km :))))(em foto tirada pelo Bruno)

terça-feira, 23 de março de 2010

Foi-se !...o dente do siso...


É desta que o rapaz vai ter juízo kkk, já extraiu o dente do siso.
Que há muito, o apoquentada e incomodava principalmente ultimamente que infectou, estava envolvido na gengiva não só pela infecção, mas por não conseguir romper na totalidade, acabou por ter de fazer uma pequena cirurgia.
Não valia a pena a mãe ter sofrido por antecipação.
Nem ele estar tão ansioso, com a novidade, a Drª. Teresa explicou e conversou bastante com o Bruno sobre o efeito da anestesia e calmamente foram vendo, a reacção o Drº.Gonçalo extraiu e fez a limpeza do "buraco", deu uns pontos para fechar.
E o Bruno surpreendeu não só a eles mas principalmente à mãe.
Ele praticamente não usou o "código de dor" que lhe tinham indicado kkk, há saída até perguntou quando ia arrancar o outro loool
Fiquei preocupada também com efeito da anestesia o não sentir a boca durante umas 3 horas, que ele registou logo, embora tenha ferido um pouco o lábio, não foi nada demais...
Comeu um gelado e sopa fria nesse dia, essa primeira noite esteve incomodado ainda com dores embora medicado.
Hoje, foi tirar os pontos, o Drº. sem explicações pediu para abrir a boca, para ver se estava cicatrizado, pegou na tesoura cortou, na pinça arrancou.
-Pronto, já está!..
-O Bruno espantando, só isto!... Já está. kkkk
Deram os parabéns um ao outro, que fizeram ambos anos na semana passada kkk
-O Bruno continuava a perguntar?!.. Vais arrancar me o outro?!...
É um herói,este meu rapaz!... loool, Quando não é "piegas"!...loool
Ficamos com o trofeú, numa caixinha...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Revivendo o Passado...

Relembrei o nascimento e as primeiras ligações a este espaço galáxico e emocional, do meu filhote...
E mesmo um bebé chorão pode ser um bebé bonzinho, desde que haja um motivo plausível para isso, pois já diz o ditado "quem não sabe falar protesta assim"(choro)
Como, quase todos bebés, o Bruno também teve as chamadas cólicas dos 3 meses,que no caso dele foi para além dos seis meses, e aí sim, ele chorava e esperneava muito, ora um bebé bonzinho que não chora para comer, para pedir colo, mas nesses períodos era doloroso ouvi-lo chorar e não saber bem como agir...
Chegava aquela hora em que o seu relógio biológico era mais forte, era muito difícil de o tranquilizar, arranjamos duas formas de suavizar: uma deita-lo de barriga para baixo sobre o nosso corpo, a outra passear de carro, o pai chegou a sugerir á pediatra senão havia um comparticipação para a gasolina, que viajar de carro era mesmo o melhor remédio...
A acompanhar, as cólicas o Bruno sofreu de obstipação crónica desde nascença, o que quanto a nós (pais) foi um processo que o condicionou muito o seu desenvolvimento e "qui ça a sua síndrome", e que eu passados estes anos atribuo ao facto de alguma vez lhe ter doído e a partir daí começar a retrair, manifestando já uma forte rigidez, emocional...
A pediatra sem nenhum tipo de exames atribua a um intestino muito longo,e ia dando sugestões quer alimentares quer medicamentosas, mas nada resultava e o medo foi aumentado, esta situação tornou-se também psicológica, ora se doía ele não fazia, e andamos nisto até aos 7 anos de vida, ele até já tinha o trauma do "cliter". Não!... Chegamos a esperar dias que o intestino funcionasse sem esse método agressivo, mas piorava mais, tornando as fezes ainda mais rijas, chegando algumas vezes a ferir o ânus.
Choramos muitas vezes, com estas dores que eram de ambos...Fazia muitas vezes força com ele enquanto lhe massajava a barriga para o estimular. Muito teria para contar desta etapa difícil...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Conversas

A passada semana, foi a da dor de garganta...
Há sempre algo que apoquente este meu rapaz, andou a semana toda a pastilhas para a garganta, rebuçados de mentol e chás para aliviar a dor de garganta...
A dor de garganta já passou, agora é o dente do siso. Sim!... que o meu rapaz tem algum siso rsss, já pus o Elugel diz-me ele.
Qualquer dia tem o curso de "medicina" digo eu loool
Tenta, sempre arranjar, qualquer coisa para aliviar a dor ou o mal estar, mas fica sempre muito obsessivo e repetitivo, quando tem algo que o incomode...
E fica muito concentrado, nos pensamentos negativos...

Conversa puxa conversa, tentando descodificar os pensamentos, negativos, positivos e intermédios...
Vai-me indagando: Esta dor de garganta, nunca mais me passa!.. (negativo)
De certeza que esta dor de garganta me vai passar. (positivo)
Espero bem que me passe esta dor de garganta?!... (intermédio)
Espero vem que esta mãe esteja a interpretar bem (eu) rsss
Que depois vem por aí, mais uma série de afirmações e interrogações para eu classificar...
E nem me posso enganar!...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Saltou a tampa


da garrafa, literalmente xD.
Fomos ao laboratório buscar as análises clínicas da mãe.
E o meu "médico assistente", "versus" Bruno.
Quis ser o primeiro a abrir o envelope, mal podia esperar para verificar se a mãe tinha colesterol elevado como no ano passado.
E não é que tinha .
Valha-me Deus!...
Como é possível!... Vou ter de beber daqueles iogurtes especiais.
Mas para não começar logo a pensar em dieta, fomos a uma pastelaria lanchar.
Para a mãe uma vianinha com pouca manteiga e um galão, para o filho um palmier recheado e um bi laranja.
-Schiiii!... Que a dieta ainda não começou (ninguém lê isto)
A mãe agita o sumo e alivia a tampa, o Bruno vai agitar também e lá salta a tampa,
entorna o sumo pela mesa e pela camisola.
-Porra!... entornei o sumo, grita ele, já em tom alterado.
-Tinha de acontecer, exclama ainda a soprar...
-Calma filho, não adianta ficares nervoso...
Incomodado com a camisola molhada, vá de a tirar.
O que vale foi dia de treino, e a mãe tinha o casaco de fato treino à mão, para substituir a camisola salpicada...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Triglicéridos


Eu tenho os triglicéridos bastante elevados mas não sei porque razão tenho os valores bastante elevados. Pesquisei na internet e vi que quem bebe bebidas alcoolicas é que tem os triglicéridos bastante elevados. Eu não bebo bebidas alcoolicas e mesmo assim tenho os triglicéridos bastante elevados.
Qual é a diferença entre triglicéridos e colesterol? Eu tenho o colesterol normal e tenho os triglicéridos muito altos. Eu quero é saber que tipo de gorduras é que provocam os triglicéridos?... E aquilo que eu tenho de evitar para isto não se agravar?... Agora eu estou à espera do resultado das análises da minha mãe. E depois ver o que diz a médica de família!...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Ansiedade/Preocupação


Logo pela manhã, analises, analises.... estou ansioso por saber o resultado (diz o Bruno)
Já estavam prontas há uma semana, mas eu esperaria que as minhas estivessem prontas que é só p´ra semana, e traria as duas, mas para não o ouvir mais "martelar" nos meus ouvidos com a palavra analises.(lá fui)
Dia de consulta na psicóloga, enquanto ele fica na consulta, a mãe vai ao laboratório buscar as analises dele, para lhe matar a curiosidade, e baixar a ansiedade.
Abro o envelope, mas nem vi os resultados, deixo para ele ver, ainda no gabinete da psicóloga, começa a analisar os parâmetros dos valores de referência, que é coisa que ele gosta muito de fazer rsss
Aqui , está acima um bocadinho, aqui também, e chega aos triglicéridos que margem de diferença, já é muito considerável e começa nos a questionar, o que é isto, ora nem mãe nem a psicóloga somos médicas, temos de esperar até há próxima sexta que é quando temos consulta. Dos triglicéridos ambas temos noção do que é, e quais as causas e as consequências que podem advir desses valores elevados.
É natural digo-lhe eu que acumules gorduras no sangue, erros alimentares e vida sedentária são um factor de risco, e que pode agravar-se e teres um acidente vascular cerebral, e lá está a mãe a fazer de médica lool( busco uma palhinha): estás a ver isto, é como se fosse uma das tuas artérias por onde circula o teu sangue a gordura acumulasse, e (busco um palito) para introduzir na palhinha, primeiro é aqui só mas "paredes" da palhinha e se aumentar introduzo o palito todo, que é da espessura da palhinha, fechasse como vez o sangue não circula e não chega ao cérebro.
Temos de começar já a tratar para diminuir e banir os alimentos proibidos da alimentação, e sai-me uma lista grande, entre eles os seus adorados amendoins. Dieta já. E não é só de um dia.
Lá vem ele com o "Mas" que eu acho sempre imensa piada a este mas. Mas ainda não sabemos (diz ele)
-Vamos ver para semana, o que diz a médica de família, continua ele ainda tentando fugir com o" rabinho à seringa".
Isto para poder comer desalmadamente até lá.
Depois de eu ter referido que agora começa a dieta essencialmente comer menos, mais devagar e retirar os tais alimentos proibidos. Fazer exercício,sair da "toca". Para começar fomos caminhar uma horita, durante a caminhada ouço palavra triglicéridos e colesterol vezes sem conta, já fazia eco nos meus ouvidos.
Daqui a uns meses, haverá necessidade de fazer nova analise , para ver se baixaram.(digo eu)
-Ah!... Tenho de fazer uma contra analise (diz ele)
Oh!... Ficou desanimadito, até comparava o efeito dos amendoins aos cigarros nos fumadores, como ele sabe o que são vícios...
Pois é a mãe, também não ficou nada animada, mas desta têm mesmo de ser filhote, não dá para correr riscos a saúde em primeiro lugar...
-Agora estou ansioso por ver as tuas (diz ele)
Hum!.. Jantar queijinho fresco e sopinha estamos a começar loool ao deitar vai um iogurte, vais começar a habituar te filhote... Não custa nada!...

sábado, 16 de janeiro de 2010

Oh!... P'ra mim Espantada!...


É normal os Asperger cumprirem as regras rigidamente. Alguns ás vezes fogem ás regras e devo sempre referir que cada caso é um caso. E neste espectro esta máxima aplicasse mais do que em outras patologias é muito variável de pessoa para pessoa.
Ora como eu ontem contei, fomos á médica de família que disse ao Bruno que já estava ali com umas gordurinhas rsss. Nada que a mãe já não lhe tenha referido, várias vezes que há alimentos que engordam e que têm de controlar aquele apetite. Por acaso nem falamos em dieta, mas referimos que há alimentos muito calóricos que tem de ser evitados, tal com os amendoins . Que ele devora qual "macaquinho"ihihih
Hoje ao jantar surpreendeu-me , não quis comer o 2º prato, argumentando que não é para perder gorduras, mas sim para não ganhar mais gordura...
Então ficou-se pela entrada queijo fresco, sopa,e fruta papaia e maça...
Boa, filho. Vamos ver até quando te vais lembrar desta máxima, dos cuidados alimentares?!...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

"Fogo", digo eu!...



Estes meus meninos, têm "chauffer" particular a qualquer hora...
Ontem a filhota: Ah e tal não há aulas. Houve um apagão, vem-me buscar...

Esta manhã a mãe e o Bruno foram a uma consulta de rotina, para fazer alguma vigilância.
Já havia avisado o Bruno antecipadamente que depois haveria necessidade de fazer análises clínicas, para ver se está tudo bem. Ele está a ganhar muito peso, e com uma vontade de comer insaciável, pois ingere sempre os alimentos à pressa o que não o deixa saciado.
Mas bastou este "click" das análises para tudo o resto ficar esquecido. Agora os neurónios passaram a estar concentrados na" picadela" que há-de levar.
Ele que até é um picuinhas com a saúde.
Só que agulhas? isso é que não...!
Depois da consulta viemos almoçar ao enclave*, para da parte da tarde ir para o fórum. Iria na carrinha, que já estava a porta.
Mas hoje tinha a "pancada" que iria de TOMA*, porque na carrinha chegaria lá muito cedo e não gosta de estar a "secar"...
Ora toma, o TOMA, não passa ali perto. Lá vai a mãe até a paragem mais perto, a das piscinas municipais, supostamente teria passado um há uns 2 minutos, só meia hora depois viria outro e já passaria da hora de entrada no fórum.
Lá vai mãe levá-lo à zona do fórum.
Regresso finalmente a casa... Passados mais ou menos uns 20 minutos liga-me o Bruno.
-Tenho as calças encharcadas.
Estranhei... Hoje nem está a chover.
Não é que o bom do meu "menino" senta o rabinho numa cadeira ensopada e só quando sente as calças bem molhadas se manifesta?
Lá vai a mãe de novo com calças secas, para trocar... Mas não estava a acreditar que as que tinha vestidas pudessem estar tão molhadas, já pensava que ele estava exagerar...
Como o recinto do fórum estava com água por todos os lados, optei por trazê-lo de volta...
Até porque nem a iluminação poderiam ligar...
E aquela cabeçinha onde andaria para não ver a cadeira molhada? A pensar nas agulhas!?...

*enclave-Local onde são servidas as refeições
*TOMA-Transporte público rodoviário das Caldas, na zona citadina

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Dia da cirurgia...

Em casa os primeiros dias foram de grande cansaço, a hemorragia, foi desaparecendo, mas a anemia já tinha atingido valores muito elevados, tinha de me restablecer ao máximo.
O internamento estava marcado, para dia 25 de Novembro, para efectuar a cirurgia no dia seguinte.
Com muita fé e esperança, mas com algum medo, lá fico instalada na enfermaria, a fazer a preparação, pré-operatória . Na cama ao meu lado está uma senhora de setenta e tal anos, bem disposta e animada , e também ia ser operada!...
Ora ali estava ela a dar-me uma lição de vida.
Na manhã seguinte, lá vou para o bloco operatório, mesmo sedada sentia um friozinho e uma vontade enorme de urinar (nervoso miudinho está claro), o cirurgião lá permitiu que me colocassem a arrastadeira, uff... que alívio...
A partir daqui apagou-se tudo, lembro me de estar deitada numa "pedra gelada" tanto era o frio, que ligaram algo para me aquecer, a mana esteve na visita das 15 h e eu nem dei por ela, o tempo de estada no recobro foi longo possivelmente pelo meu estado debilitado, mas mesmo assim consegui abrir os olhos e ver 19h num relógio, e apercebi-me que ainda não estava na enfermaria.
E estava na hora da visita, perguntei então como posso ver os meus filhos.
Enquanto isto cá fora, aguardavam os meus filhos com outros familiares.
A visita daquela hora era só para marido e filhos o marido não pode estar, então foi a mana e a sobrinha acompanhar.
Sabendo disso a minha sobrinha disse ao segurança que também ela era minha filha ( e até é rsss).
Mas o primo Bruno, não achou bem e fez questão de lembrar,e frisar bem alto á prima em frente ao segurança.
Não, não tu estás enganada, não és filha, tu és sobrinha...rssss
Eu estou a imaginar a sobrinha encolher-se, por ser desmascarada por ter arranjado um primo irmão á pressão.
Houve bom senso e a prima pode acompanha-lo que ele não conseguiria ir ver a mãe sozinho.
Lá dentro na sala do pós operatório, o Bruno preocupou-se em inquirir a enfermeira, sobre os aparelhos a que a mãe estava ligada, e outros que por lá se encontravam rsss
Saber como é que a mãe se sentia, nem por isso rsss
Nesse dia sob o efeito da anestesia, por pouco dei, dei apenas pela presença deles.
No dia seguinte quando me contaram a cena da prima "apanhada", não pude deixar de rir, até quase rebentava os pontos.
Como é que um adulto, não deixa, passar assim uma mentirinha piedosa rsss

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Ida ao hospital.

No final de 2004 a 11 de Novembro( dia de São Martinho), o meu corpo deu sinal. Pediu-me para que parasse.
Dias antes no final de Outubro tinha ido a um ginecologista, confesso à muito, que não ia. E só fui porque comecei a achar estranho a frequência dos ciclos menstruais, não tinha dores nenhumas, a não ser as minhas celebres enxaquecas.
Logo nesse mesmo dia de fim de Outubro no próprio consultório, foi feita uma eco que revelou um mioma no útero com grandes dimensões atingindo também um ovário.
Fui apanhada de surpresa, e saí logo com vários exames para fazer, no caminho sozinha com as lágrimas a espreitar o corpo a "tremelicar" consegui aguentar e ir marcar os exames.
Havia uma possibilidade de só ser retirado o mioma, mantendo o aparelho reprodutivo em funcionamento.
No tal dia 11 de Novembro, uma hemorragia avassaladora , me veio incomodar, o dia inteiro com o sangue a "jorrar", até fraldas tive de ir comprar, nada conseguia travar aquela "avalanche".
Depois de recolher os meus "pitos" e deixar-lhes o jantar. Pego na viatura e vou ao hospital. Quando sai de casa disse-lhes a mãe vai ao hospital e volta já...
Uhau!...Naquele dia fui atendida muito rápido, estava a acabar a inscrição, já me estavam a chamar.
Fui imediatamente encaminhada para ginecologia, e por acaso o médico que estava de serviço era o médico que me fez o diagnóstico, no particular.
E bom disse-me tens de cá ficar e ser operada de urgência.
O quê !...digo eu, não pode ser, eu tenho de ir para casa eu disse que voltava.
O médico também , já tinha conhecimento da síndrome do Bruno, de que não pode haver assim umas surpresas tão repentinas, eu tinha de me aguentar.
Têm de me dar tempo, para o preparar, para a minha ausência.
Ele lá ouviu as minhas preces, e deixou-me sair com receitas para anemia que já estava instalada e veio a piorar muito, e para parar a hemorragia.
Mas alertou-me cuidado, tu és forte, mas cuidado...(convencida mas é)
Naquele dia até estranhei tanta gentileza até o segurança me queria ajudar rsss
Só depois vim a saber que era por causa da fita vermelha que envergava na "lapela"
Alheia aos avisos e com vontade de regressar a casa e descansar, continuei o caminho as receitas fui aviar, na farmácia já tive que me sentar.
Para regressar ao carro havia uma pequena subida, parecia-me uma montanha, já sem forças para a trepar. Nessa rua entro numa churrasqueira a pensar preciso de me alimentar, vou já aliviar. Senti o cheiro dos grelhados que me estavam a enjoar, mas o cansaço era tanto que nem consigo falar sinto o corpo a "resvalar", já meio "tropega", ouço as funcionárias a dizer que me vão levar ao hospital. Não, digo eu em voz sumida acabo de sair de lá.
Enquanto me dão um copo de água com açúcar, ligo a um casal amigo para me ir buscar, já não me conseguia levantar, e conduzir nem pensar...
Amparada por eles a casa consigo chegar, tenho uns dias para recuperar.
E para tudo organizar, e principalmente preparar o Bruno, para a minha ausência, durante uns dias....
"to be continue"
O que o comentário da Ray me foi fazer lembrar rsss

domingo, 14 de junho de 2009

Gripe A (H1N1)


A gripe A (H1N1), é a primeira pandemia do século XXI.
Há 41 anos que não havia nenhuma pandemia assim.
Em 1918 houve outra pandemia que foi a gripe Espanhola.
E também houve outras pandemias como a peste negra.
Quando a minha irmã teve uma pneumonia eu pensava que ela tinha meningite, porque nesse tempo a meningite andava a matar crianças.
Depois da meningite surgiu a pneumonia atípica e a gripe das aves (H5N1), e nenhuma destas doenças chegou a Portugal.
A gripe A (H1N1), chegou cá a Portugal e há neste momento três casos confirmados de gripe A em Portugal.
Alguns países como a Estónia, Letónia, Lítuania, as Balcãs e quase todo o Continente Africano ainda não confirmaram qualquer caso de gripe A.
Os países mais pobres do mundo e os países onde não há turismo são os lugares ideais para viajar para não se apanhar a gripe A, porque os lugares onde não há turismo ainda não estão infectados com a gripe A.
A gripe A é uma doença contagiosa que se pega muito facilmente quando se está a falar com alguém que está contaminado, por isso eles usam máscaras para proteger.
A gripe A começou no México e depois estendeu-se aos Estados Unidos, e depois as pessoas com gripe A ,apanharam o avião para passar férias noutros países e pegaram a gripe A, ás pessoas que viviam nesses países.
E pegaram o vírus ás outras pessoas.
Cada vez há mais casos confirmados de gripe A, no mundo e eles dizem que o pior ainda está para vir no Outono.
E se isto continuar assim um quarto da população mundial corre o risco de ter gripe A (H1N1) e podemos muito bem ser nós , por isso é melhor irmos viver para África porque nesse Continente não há casos confirmados de gripe A, como em muitos países.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Podia ser!... Mas não é. Conversa da "Treta"!...


Como complemento ao texto do Bruno fica aqui um breve resumo da má função intestinal que o acompanha desde bebé...

O Bruno desde nascença sempre teve problemas de trânsito intestinal, desde os primeiros dias de vida, logo após ter feito aquela chamada limpeza, que todos os bebés fazem...
O seu intestino tornou-se preguiçoso e desde então tivemos de lhe começar a provocar as contracções para expulsar as fezes, através dos métodos ancestrais, o termómetro untado com vaselina, gotas de limão no suplemento de leite que tomava, xarope de maçã reineta, leite Philips, e massagens abdominais.
Depois com produtos farmacêuticos clister, supositórios, gotas gutalax, aerom e já nem me lembro se houve mais, sei que foram uns primeiros sete anos de vida, nesta luta quase diária.
Que do meu ponto de vista também influenciou a sua postura e os medos que ainda hoje tem.
Foi uma experiência muito traumática para ambos, choramos muitas vezes juntos, com as dores que ele tinha e as fezes sempre duras que muitas vezes tinha de o ajudar a libertar, por métodos pouco convencionais.
Fizemos todo o tipo de terapias que nos aconselhavam desde de alimentares até ás medicamentosas, mas até hoje não sabemos qual a origem da obstipação crónica.
Que tem vindo a diluir-se, e a deixar de ser tão significativa, mas que não ficou de todo resolvida, embora sem os mesmos traumas do passado, ainda continua com prisão de ventre.
Que em algumas alturas, foi levantada a hipótese de ter um intestino muito comprido e o processo de expulsão do excedente levar muito tempo e ir secando durante esse espaço até chegar ao recto.
E possivelmente a rigidez dele e o medo que criou em volta deste processo fisiológico que deveria ser natural...
Condicionou o seu desenvolvimento...

"Homem Gaseificado"


A barriga é uma parte do corpo muito chata, não me deixa dormir.
Eu não consigo expulsar todos os gases(peidos) do meu intestino.
Eu não tenho diarreia, não consigo c*gar mas saem-me toneladas de gases (peidos).
Eu sinto muito ar nos intestinos e se eu não o expulsar todo ainda fico com cólicas (dores abdominais).
Eu não posso pedir constantemente para ir à casa de banho e os gases saem-me constantemente de 5 em 5 minutos mais ou menos.
Se eu não pensar nos gases eles saem-me mais facilmente.
Os gases saem da minha barriga indefinidamente.
Existe um medicamento que é o" Imodium Plus", para parar a diarreia , mas aquilo que eu quero parar, não, é a diarreia, mas sim os gases (peidos)
Aquilo que eu, quero encontrar é algum medicamento para a prisão de ventre.
Há toneladas de comida que provocam gases como o feijão e a coca-cola e outras bebidas gaseificadas.
As bebidas gaseificadas consigo evitar beber, mas o feijão é mais complicado evitar comer. Isto porque no CAO às vezes a comida é feijoada e tem feijão que provoca muitos gases nos meus intestinos.
A gordura acumulada na barriga ao longo dos anos faz com que eu tenha mais gases nos intestinos, isto na minha opinião.
Porque o meu pai quando foi para a tropa pesava 58 kg e nessa altura não tinha gases.
Agora que o meu pai pesa mais de 80 kg , já tem gordura acumulada e por isso tem muito mais gases, que antigamente não tinha.
Eu não me importava de ter o peso que tenho desde que tivesse mais massa muscular e menos gordura.
As soluções para por um travão nos gases devem ser: comer mais devagar ou então tomar carvão vegetal.
Ganhar peso é bastante fácil agora perder peso é bastante difícil.
Se eu não comer a minha barriga começa a "dar horas"...

Bruno V.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Meia gota Milagrosa!...


Esta manhã o Bruno, ao acordar, queixou-se que estava muito "atacado"...
Quer dizer muito constipado...
O pólen que se fazia sentir ontem em Lisboa entrava para dentro da viatura, qual " algodão flutuando pelos ares", despoletou esta reacção alérgica.

Andou todo o dia irritado, a pressionar a narina, carregando na narina esquerda para desobstruir a direita que está sempre entupida, diz ele.
Há pouco ao chegar a casa ,"atacadinho", não é que vai logo para o quarto e coloca vibrocil na narina.
E vem dizer-me:

-Mãe, estou muito melhor, coloquei meia gota de vibrocil.
-Meia gota filho?!... Como é que se põe meia gota.
-Sim mãe foi apenas um "niquinho" e exemplifica com os dedos.
É, ou não é?...
Uma maravilha esta explicação da meia gota, não pude deixar de sorrir... )

terça-feira, 31 de março de 2009

Ansiedade Generalizada


Pode evoluir para um quadro de depressão.
Comum em todos os seres humanos, independentemente da idade ou do género, a ansiedade é uma emoção absolutamente normal, que se pode manifestar de diferentes maneiras e perante factores desencadeantes distintos. De acordo com o psicólogo e psicanalista José Carlos Coelho Rosa " a ansiedade mais não é do que um sentimento de medo, pelo que em si mesma, não pode ser considerada doença. No fundo trata-se de uma emoção que todas as pessoas já experimentaram, o problema é enquanto umas pessoas vivem as suas ansiedades de forma controlada, e relativizada, outras há que não conseguem controlar esta emoção e , nesses casos devem procurar a ajuda de um especialista". Quando a ansiedade se torna frequente e começa a interferir com a qualidade de vida das pessoas dizemos que estamos perante uma ansiedade generalizada, que se manifesta sobretudo num estado de tensão e de inquietude permanente, sem que exista um acontecimento concreto que o possa explicar. Nestes casos a ansiedade é geralmente acompanhada por várias manifestações físicas tais como palpitações, sensação de aperto no estômago, transpiração, dores de cabeça, secura na boca entre outras, o que faz com que possamos afirmar que estamos perante uma sensação de angústia. " A angústia é um estado emocional pior, porque é uma ansiedade que não tem nome. È quando uma pessoa já acorda a sentir-se mal com tudo o que a rodeia e com medo não sabe de quê" explica José Carlos Coelho Rosa.
No fundo existem diferentes níveis de ansiedade, que vão desde uma ansiedade considerada normal e pontual, até uma ansiedade generalizada passando pela fobia, pela perturbação obsessivo-compulsivo, pelos ataques de pânico e pelo stress pós-traumático. Contudo, "é possível aprender a lidar com a ansiedade", tranquiliza o especialista, "nomeadamente através de uma ajuda do exterior de alguns especialistas, tais como psicólogos psicanalistas ou psiquiatras, entre outros. O importante é ajudar as pessoas a perceberem que nem tudo o que está ao seu redor depende delas". O problema adverte José Carlos Coelho Rosa, é que "muitas vezes a ansiedade não é apenas endógena, não é só algo que vem de dentro, é provocada por acontecimentos externos. Se vivemos numa sociedade em que os próprios governantes criam situações de medo não assumindo com a verdade o actual quadro económico-social em que vivemos é natural que as pessoas se sintam inseguras e que ansiedade aumente". Sentir medo é normal, o que faz a diferença é a maneira como cada pessoa lida com o sentimento. " Quando a ansiedade passa a ser inibidora e não permite que as pessoas vivam a sua vida com qualidade, então está na altura de procurar ajuda, para perceberem o porquê dessa ansiedade e para tentarem aprender a controlá-la", diz o psicanalista. Mas nem todas as situações de ansiedade são fáceis de controlar, o que faz com que a ansiedade seja uma das causas que pode conduzir a quadros clínicos mais graves, de que é exemplo a depressão. " Uma pessoa ansiosa é alguém que não consegue viver a vida tranquilamente e se sente permanentemente frustrada com o seu próprio sentimento de ansiedade, o que frequentemente deprime, tal é o acumular de frustrações", salienta José Carlos Coelho Rosa, acrescentando que " não se pode afirmar com certeza que hoje em dia existam mais casos de ansiedade ou depressão do que no passado, o que posso concluir da minha experiência clínica é que as pessoas têm menos resistência á frustração". A ansiedade está sobretudo relacionada com a insegurança. "O que cria a ansiedade são sempre circunstâncias novas ou desconhecidas que podem afectar tanto as crianças como adultos, homens ou mulheres, sendo que encararmos a vida com segurança e com naturalidade é meio caminho andado para reduzir a ansiedade até ao nível suportável, que não interfira com a nossa qualidade de vida", conclui o psicanalista. O importante é que as pessoas percebam que a maior parte das ansiedades patológicas são susceptíveis de melhoramentos consideráveis, permitindo-lhes ter uma vida dita normal.
Informação retirada da Dica de 02.04.2009

Achei muito interessante e se calhar toca, a muitos dos pais de filhos com síndrome de asperger/ autistas o sentimento de insegurança e impotência quanto ao futuro dos nossos filhos. Pelo menos em mim gera este sentimento de ansiedade...Não quer dizer que o resto das pessoas estejam imunes.