Mãe e filho de mãos dadas trilhando os caminhos do autismo/asperger.
Numa partilha intimista e de coração aberto em sonhos e desalentos, numa vida vivida...
Ter um filho asperger não é o fim do mundo, mas o princípio de uma nova vida...
Valorizando os afectos...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Com orgulho, "Glorioso"...

video

É um orgulho, fazer parte desta família gloriosa.
Ver uma "chuva de galácticos" de todo mundo, e os nossas estrelas de todos os tempos. Fizeram brilhar a catedral, num jogo animado bem disputado, com muito "fair play"...
Por uma causa, a luta contra a pobreza e este ano o Haiti é o contemplado com estes fundos.
Acho que é o mínimo que poderiam fazer quem tanto lucra com a imagem, usá-la para bem da humanidade é além demais um privilégio...
Parabéns aos participantes, haveria outros que não puderam participar.
Obrigado ao público anónimo, por estar presente também a ajudar....
Os vencedores estarão no Haiti, há espera desta AJUDA.

Nota-Este post já vai atrasado, por inoperância da administradora lool, que não conseguia retirar só um pequeno trecho da gravação...
Mas como sempre ouvi dizer "mais vale tarde que nunca"...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mas...Há sempre um mas...

Na minha cabeça "martelam" ideias absurdas, descabidas, ou utópicas?!...
Mas...Há sempre um mas, para esta "idiotice" que me apoquenta...
Há muito que os hospitais psiquiátricos estão "demodé".
E as pessoas com doença mental, passam ao nosso lado naturalmente, o que eu até concordo para termos uma sociedade mais justa todos temos direito à integração plena.
E quando medicados e com uma estrutura familiar adequada e apoiada são cidadãos comuns...
Mas, há o reverso da medalha os que não têm suporte familiar ou pertencem a famílias disfuncionais, ficam entregues a si próprios ou a instituições, que terão o papel provedor.
Será isto real?!... Ou corremos riscos?!...
Eu pessoalmente tenho receio de pessoas não devidamente tratadas e não suficientemente apoiadas!...
Também não acho viável a junção de todas as patologias no mesmo "pacote"!...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Preocupações acrescidas

Não é visível, para um Síndrome de Asperger, compreender a linguagem corporal, os olhares, o tom de voz, o "ar" alegre ou carrancudo...
Também não percebem quando estamos "enfadados" e insistem no mesmo assunto, vezes sem conta...
Torna-se aos olhos dos outros isto por si só, numa provocação, como é que alguém pode não perceber que o outro está irritado, e repetir em frente ao próprio na maior descontracção, sem noção real das consequências das suas palavras...

Se isto para os ditos "normais", implica uma dose de conhecimento e paciência.
Para alguém com deficiência mental, isto supostamente é um atentado. E há que trava-lo com violência física. Até porque para estes adultos secalhar o que funciona mesmo é a linguagem do corpo, só as palavras soam já a uma ameaça e confronto...

Isto tudo, para chegar ao episódio de hoje, que me deixou preocupada acima da média, não que não esperasse já este tipo de situação, mas queria levar esta minha ideia para outro lado, que não passasse de um devaneio...

Hoje à hora de almoço, enquanto esperavam pela carrinha o Bruno, depois de ontem ter visto o M. e o J.P. a degladiarem-se, hoje lembrou-se de dizer ao M. para "atacar" o J.P.
Ora não falando ele em segredo, o J.P. ouviu e não foi de meias medidas, foi de encontro ao Bruno e apertou-lhe os "garganetes", já estando o Bruno quase sem respirar e aflito, sem se saber defender, ali se ficaria, "qui ça" podendo mesmo o outro esgana-lo, senão fosse o M. em sua defesa. Criando-se depois um luta "acesa" entre os outros dois.

O J.P. é um jovem com problemas mentais, que me parece "descarrilar", algumas vezes, não consegue controlar a sua fúria.
Já, havia antecedentes com ele, e se o Bruno já é cheio de medos, agora ficou com mais.
Pior ainda é que a única forma que encontro para o demover destas provocações ao J.P é causar-lhe ainda mais medo, o que torna a situação terrível, mas que não é infundada, porque já repetidas vezes lhe tinha dito para ignorar completamente o jovem problemático e afastar-se dele.
Hoje ficou bem assustado, julgo que vai cumprir o nosso pacto de ignorância...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Memória +++


É também uma característica dos portadores de Síndrome Asperger, a memória visual e auditiva "intensa", podem ainda ter um bom ouvido musical que é aproveitado pela tal memória auditiva, e no caso do Bruno mesmo não sabendo cantar, apanha com facilidade as músicas e tons mesmo não sabendo as letras.
Dúvidas , quem canta ou como se chama a música, perguntamos ao Bruno, que começa por trautear, e completa depois a resposta, que ás vezes encontra no refrão...
Divertimos nos imenso, com esta musicalidade, e ás vezes até usamos a mesma "arma" que ele. E fazemos perguntas, quando já sabemos as respostas.
Mas a confirmação dele é sempre garantida, e correcta..rsss

Durante a programação Natalícia,
Estavam a transmitir do circo Chen, o circo de natal, como é normal nessa época.
Como era especial, houve intervenções de participantes dos ídolos.
-O pai pergunta, ao Bruno sabes quem está a cantar?!... (pergunta mal formulada)
-Não sei. ( responde ele)
Claro!... não conhece as seis jovens que estavam a cantar.
E o pai, Eh!.. .Eh!... Eh... Apanhei-o xD
-Apanhei uma que o Bruno , não sabe.(que é habitual o Bruno saber todas)
-Nova pergunta, quem canta esta música?!...
- Resposta pronta Gwen Stefani.(e escreveu-me o nome num papelinho)
Sim, porque a mãe não conhecia rsss
- Resposta certa, repetida, talvez para lá de 5 vezes, para que não restassem dúvidas de que sabia loool

Nota-Devo sempre referir que cada caso é um caso, e mesmo quando generalizo, estes comportamentos e todos os que aqui escrevo referem-se ao meu filho Bruno.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Esta dualidade!...Que há em mim!...


Fica complicado saber como gerir, o que é melhor, e fico sempre nesta duplicidade de sentimentos e resoluções...
Sem saber muito bem como agir, fico numa ambiguidade estranha.
Se por lado eu luto e desejo que o meu filho seja aceite e entendido da forma que ele é, e quero dar-lhe "ferramentas" para se autonomizar.
Por outro, fico dividida. Como é que as pessoas que não o conhecem e não lidam com esta patologia o conseguirão perceber...
Mas vamos exemplificar com uma pequena situação, que poderia ser outra qualquer, mas esta ocorreu esta manhã...
Já tínhamos combinado ir esta manhã fazer as análises, depois de uma semana a ouvir o Bruno a repetir : "- Vai doer, vai doer." - E a mãe a tentar amenizar que não dói nada. rsss
Para nos despacharmos mais rápido, até porque o cérebro da mãe em jejum parece que não funciona, íamos no carro. E combinei com ele : "A mãe deixa-te à porta do laboratório com o receituário, tiras a senha e inscreves-nos, enquanto a mãe procura lugar para o carro."
Entretanto antes de sair de casa, escrevi num papel, prevenindo-me para alguma eventualidade... O seguinte: «Este jovem é portador de Síndrome de Asperger, poderá não se explicar bem ou ficar atrapalhado. A mãe foi só estacionar a viatura. Agradecia que fizessem a nossa inscrição que eu volto já e efectuo o pagamento. Obrigada pela compreensão. Um abraço».
Este pequeno manuscrito ia junto ao receituário. Será que a funcionária iria perceber?!.... Se ele entregasse o papel, talvez sim!... De contrário, talvez não!... Acabei por não utilizar esta opção.
Ele convenceu-me que era muito cedo!... ou porque eu não quis arriscar?!...
Lá deixamos o carro no parque e fomos a pé, com o "depósito" da mãe a acusar fraqueza. rsss
Mas fico muitas vezes nesta ambivalência de deixa ir para ver no que é que dá!... Ou continuo a abafar e a proteger!...
Será que alguém entende?!...Eu, ás vezes, não!...
Será uma questão de razão e coração desencontrados?!...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Notas, Soltas... (2)


Ontem ,quando íamos para fazer o teste da passagem pela mata, para pudermos comparar os tempos de percurso, deparamos com o portão da mata fechado, o que eu acho bem por questões de segurança.

-O Bruno, olha está fechado!...
-Eu digo :ainda bem, que está fechado...
-Ah!...Pensei que ias dizer que era bem feita(diz ele)
E a mãe ri pois está claro.
Terá percebido que afinal no dia anterior tinha errado?!...

Ainda, ontem numa curta pausa que a irmã deu, fez aqui dois comentários no blog, já ia a caminho da sua "Toquinha", digo-lhe tens de escrever alguma coisa para colocar-mos no blog.

-P'ro mor de Deus, não digas que eu não escrevo nada, ainda agora escrevi dois comentários (diz-me ele)
Pasme-se este " P'ro mor Deus", dito por ele :))))

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

"Ora... "Toma""!....


Ora, ontem, lá veio ele de TOMA, era para ir ter à escola da irmã.
Tínhamos , visto o horário e paragem, no dia em que se molhou.
Mas este meu rapaz lembrou-se de alterar os planos, e vai de apanhar o TOMA, noutro lugar, porquê nesse local tinha duas possibilidades em vez de uma.
Só que eu já lhe havia dito que não gostava que ele fosse para aquela paragem ,porquê têm de atravessar a mata ( e expliquei-lhe as razões).
Mas o teimosinho, foi para aquela. É que quando entra alguma coisa naquela cabeçita é de ideias fixas...
Na hora a que deveria estar a chegar à escola da irmã, ainda estava na paragem, ainda por cima ali que a volta é maior ,iria chegar 30 minutos depois.
Valha-nos o telemóvel, que ele lá ligou para nos avisar.
Mas quando chegou a casa não se livrou do ralhete.
Porque não tinha feito como nós tínhamos combinado.
Lá veio ele com o seu "chorrilho" dos "Se"
-Se chega atrasado.
-Se chega adiantado.
-Se isto, se aquilo!....
E eu contraponho , que nem sempre duas hipóteses, são melhor que uma.
E que a primeira hipótese, que tínhamos colocado era melhor.
-Mais desculpas , é mais longe (diz ele)
- E continua dizendo e ainda tenho de atravessar mais estradas( essa parte, eu também tenho medo, por ele andar sempre de cabeçita no ar).
Ainda assim não desarmei e insisti que a melhor solução teria sido vir pelo estipulado.
Já estava ele aos gritos, a querer fazer valer os seu ponto de vista, repetindo asperamente os seus "Se".
Até o pai o alertou. Então! Bruno!...
Ele nunca foi, nem é agressivo, mas ontem apetecia-lhe falar mais alto, como se assim fosse melhor escutado.( o que até acho esta atitude normal), mas não vinda dele.
Depois lá acalmou e para premiar a mãe até me limpou a loiça. rsss

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Urgentemente

É urgente amar
É urgente um pássaro voar.

É urgente destruir ódio
e a tristeza
É urgente lembrar
numa árvore a Natureza.

É urgente inventar paz
Multiplicar o amor
É urgente descobrir a beleza duma flor.

É urgente aprender a escutar.
É urgente aprender a perdoar.
Cuidar da Natureza é urgente
O mundo precisa de nós
urgentemente.

Autora Cristiana Maria- 6.º.F
Escola C+S Júlio Saúl Dias de Vila do Conde

Nota-Este poema estava em todas cadernetas escolares do 2º.3º. ciclo do Bruno
Passei-o para aqui, para além da sua beleza, transmiti uma mensagem urgente.
Um alerta à humanidade, que esta jovem já alguns anos , nos suplicava que ouvi se mos, os sinais da Natureza.
Achei-o oportuno, e relacionei-o com a catástrofe no Haiti, que é urgente Ajudar.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Oh!... P'ra mim Espantada!...


É normal os Asperger cumprirem as regras rigidamente. Alguns ás vezes fogem ás regras e devo sempre referir que cada caso é um caso. E neste espectro esta máxima aplicasse mais do que em outras patologias é muito variável de pessoa para pessoa.
Ora como eu ontem contei, fomos á médica de família que disse ao Bruno que já estava ali com umas gordurinhas rsss. Nada que a mãe já não lhe tenha referido, várias vezes que há alimentos que engordam e que têm de controlar aquele apetite. Por acaso nem falamos em dieta, mas referimos que há alimentos muito calóricos que tem de ser evitados, tal com os amendoins . Que ele devora qual "macaquinho"ihihih
Hoje ao jantar surpreendeu-me , não quis comer o 2º prato, argumentando que não é para perder gorduras, mas sim para não ganhar mais gordura...
Então ficou-se pela entrada queijo fresco, sopa,e fruta papaia e maça...
Boa, filho. Vamos ver até quando te vais lembrar desta máxima, dos cuidados alimentares?!...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

" Falsas Acusações"


O sentido de justiça, é também uma característica dos Asperger.
Porque para eles só existe uma verdade. A verdade...
E não acham piada nenhuma, quando são acusados injustamente( claro ninguém gosta).
O Bruno por exemplo e penso que se aplique a muitos outros, nunca percebe se estão a fazer uma acusação ou se estão a brincar ao dizer que foi ele que fez determinada coisa , que ele de facto não fez...
Esta não percepção da linguagem não verbal, pode despoletar uma revolta nele, não percebe se o tom é brincadeira ou a sério.
E esta tarde, alguém partiu um vaso, e o J.P. disse que foi o Bruno, e logicamente ele ficou logo revoltado com acusação, que terá sido outra pessoa ao retirar o chapéu de chuva do vaso que o terá feito cair, por coincidência o Bruno ia a passar naquela altura. E levou logo com as culpas.
Por mais que eu lhe diga, que foi a brincar, para ele não ligar, que até nem sei se foi o caso, para ele é sempre uma acusação e nunca uma brincadeira ou provocação...
Ás vezes tenho, medo da reacção dele a estas provocações injustas...
Porque têm dificuldade, para se defender, a não ser insistir que não foi ele e ficar muito revoltado.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

"Fogo", digo eu!...



Estes meus meninos, têm "chauffer" particular a qualquer hora...
Ontem a filhota: Ah e tal não há aulas. Houve um apagão, vem-me buscar...

Esta manhã a mãe e o Bruno foram a uma consulta de rotina, para fazer alguma vigilância.
Já havia avisado o Bruno antecipadamente que depois haveria necessidade de fazer análises clínicas, para ver se está tudo bem. Ele está a ganhar muito peso, e com uma vontade de comer insaciável, pois ingere sempre os alimentos à pressa o que não o deixa saciado.
Mas bastou este "click" das análises para tudo o resto ficar esquecido. Agora os neurónios passaram a estar concentrados na" picadela" que há-de levar.
Ele que até é um picuinhas com a saúde.
Só que agulhas? isso é que não...!
Depois da consulta viemos almoçar ao enclave*, para da parte da tarde ir para o fórum. Iria na carrinha, que já estava a porta.
Mas hoje tinha a "pancada" que iria de TOMA*, porque na carrinha chegaria lá muito cedo e não gosta de estar a "secar"...
Ora toma, o TOMA, não passa ali perto. Lá vai a mãe até a paragem mais perto, a das piscinas municipais, supostamente teria passado um há uns 2 minutos, só meia hora depois viria outro e já passaria da hora de entrada no fórum.
Lá vai mãe levá-lo à zona do fórum.
Regresso finalmente a casa... Passados mais ou menos uns 20 minutos liga-me o Bruno.
-Tenho as calças encharcadas.
Estranhei... Hoje nem está a chover.
Não é que o bom do meu "menino" senta o rabinho numa cadeira ensopada e só quando sente as calças bem molhadas se manifesta?
Lá vai a mãe de novo com calças secas, para trocar... Mas não estava a acreditar que as que tinha vestidas pudessem estar tão molhadas, já pensava que ele estava exagerar...
Como o recinto do fórum estava com água por todos os lados, optei por trazê-lo de volta...
Até porque nem a iluminação poderiam ligar...
E aquela cabeçinha onde andaria para não ver a cadeira molhada? A pensar nas agulhas!?...

*enclave-Local onde são servidas as refeições
*TOMA-Transporte público rodoviário das Caldas, na zona citadina

E, Esta!?...Hem!?...

É normal em alguns Asperger, não terem um discurso espontâneo...
Na maioria das vezes não contam o que se passa no seu dia fora de casa.
Como tal desde sempre, me habituei a ser uma mãe "inquiridora".
Todas as respostas são puxadas a " saca rolhas"!...
O que fizeste hoje?!...
Hoje por exemplo na nova ocupação lixou e pintou móveis.
Muitas vezes até sou eu que faço as afirmações, só para obter a confirmação, ou não...
O quê que almoçaste?!...
-Arroz de pato
-Boa
E à tarde o que fizeste?!...Continua o questionário rsss
-Fogo, chata!.... lá diz ele, já cansado das perguntas loool
Por vezes até me diz, queres saber mais alguma coisa!...
-Queres?!...
Chata eu?!.. Tásse mesmo a ver... Tá.....se rsss

"Estou, na Lua"!...



Não me chateies que eu agora estou na lua...
Ás vezes faço estes pequenos testes, para o obrigar a ter alguma autonomia.
De véspera sou sempre eu que lhe preparo a roupa que há-de vestir, senão vai com a do dia anterior.
Hoje, foi dia de natação, preparei a mochila como de costume.
Mas, não tirei propositadamente o fato de banho da gaveta...
Disse-lhe repetidas vezes, para o fazer e vesti-lo...
À tarde quando o fui buscar "câde" o fato de banho.
Não levou. Tiveram de lá lhe emprestar um.
Cabeçinha sempre no "ar"...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Nem sei, o que sinto!...Ou sei!?...


Meu Deus
Tirai-me este sentir!...
Curai-me desta dor...
Nestes dias atormentados
Em que me sinto impotente.

De mãos atadas...
Que hei-de fazer?!...
Não posso deixar de ver...
Tenho de decidir...

Não consigo oprimir
Este lamento...
Ajudai-me a não sucumbir.

Pode parecer aflição...
Este aperto no coração
Por não encontrar solução...

Mãe Mina

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

"Autismo em "referência"" parte1/4

Breve nota: Devo referir que estas informações por si só,não excluí a ida, a um técnico de saúde credenciado na área do autismo, perturbações do desenvolvimento...

As primeiras referências científicas relativas ao autismo devem-se ao pedo-psiquiatra, (psiquiatra infantil) americano Leo Kanner(nascido na Áustria) e o pediatra austríaco Hans Asperger, que respectivamente em 1943 e 1944, descreveram uma doença infantil caracterizada, essencialmente, por uma perturbação na interacção social (isto é na maneira como as crianças estabelecem as trocas sociais).
Kanner, que trabalhava e publicava as suas investigações nos Estados Unidos, viu o seu trabalho ser reconhecido nas décadas de 50 e de 60.
A Hans Asperger que trabalhava em Viena e publicava em língua Alemã, só lhe foi reconhecido o devido mérito no final da década de 80.
Curiosamente através dos trabalhos destes dois pediatras, foi possível identificar retrospectivamente, em muitas obras literárias, descrições de pessoas que viveram há centenas de anos atrás e que de acordo com as novas terminologias, preenchem os critérios de inclusão para o diagnóstico de autismo.
Sabe-se hoje que os síndromes autistas não são condições novas geradas pelas sociedades industriais e urbanas(não há evidência que o autismo seja mais frequente nas áreas urbanas do que nas rurais, muito embora a expressão do mesmo possa ser diferente).
Todas as definições de autismo actualmente aceites pela comunidade científica incluem três critérios basilares, imprescindíveis para a formulação do seu diagnóstico:

1- Tem de existir uma perturbação na interacção social.

2- Tem de existir uma perturbação na comunicação(incluindo a compreensão e a expressão da linguagem falada).

3 -As crianças tem de apresentar padrões de comportamento, interesse e actividade repetitivos, restritos e estereotipados.
São conhecidos muitos sistemas classificativos, mas todos eles assentam nestes três critérios fundamentais.

"Autismo em "referência"" Parte 2/4

As manifestações da DOENÇA são notadas quase sempre antes dos 3 anos de idade, tipicamente entre os 6 e os 20 meses de idade.

Diversas teorias foram propostas para tentar explicar o aparecimento e as manifestações do autismo. Parece que o autismo será o resultado final de um número considerável de causas (etiologias).
Tem vindo a ser gradualmente aceite que o autismo corresponde a uma constelação de perturbações comportamentais que tem por base uma disfunção neurológica ( do sistema nervoso central).
É possível hoje em dia identificar uma DOENÇA associada em aproximadamente 1/3 casos de autismo.
São exemplos dessas doenças entre outras, a síndrome X frágil, a esclerose tuberosa, a neurofibromatose, a fenilcetonúria e algumas infecções durante a gravidez.
Curiosamente quando um de dois gémeos **monozigóticos, apresenta um quadro de autismo o outro muito frequentemente, exibe um quadro similar.
O mesmo não acontece geralmente com gémeos ***dizigóticos.
Alguns eventos ocorridos no período prenatal, perinatal e neonatal como por exemplo as hemorragias durante a gravidez e a asfixia (resultante da diminuição da oferta de oxigénio aos tecidos) poderão, segundo alguns autores, estar co-implicados na génese do autismo.
Por vezes é muito difícil establecer a diferença entre os casos de crianças com défice cognitivo e os traços autistas ou seja as perturbações típicas do autismo e os casos de autismo puro( designado correntemente por síndrome de kanner).
Nos primeiros casos as manifestações que dominam o quadro clínico estão claramente relacionadas com atraso mental e as perturbações comportamentais "autísticas" assumem uma dimensão secundária, muitas vezes inconsistente e incompleta.
Nas crianças com autismo, só muito raramente foi documentado um período de desenvolvimento psicomotor normal.
Não raras vezes os pais e os médicos acreditam que houve uma deterioração do desenvolvimento psicomotor ( traduzido pela perda de aquisições linguísticas, motoras e intelectuais entre outras), facto que sabe-se hoje provavelmente não aconteceu.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"Autismo em "referencia"" Parte 3/4

Falemos agora das manifestações mais comuns da síndrome autista:

As crianças com autismo evitam o contacto ocular, e podem resistir e mostrar desagrado ao serem pegados ou tocados.

Não é raro os pais dizerem:"ele estava tão feliz quando estava sozinho, mas começou a gritar e chorar quando lhe peguei ao colo".

Muitas crianças não exibem movimentos de antecipação para serem pegadas ao colo.

Contudo ao contrário do que geralmente se crê muitas crianças com autismo gostam do contacto corporal, que constitui em muitos casos uma das únicas formas de comunicação com as outras pessoas.

Seres humanos, animais e objectos poderão ser tratados da mesma forma, havendo relativa incapacidade para partilha de alegrias, interesses, prazeres com as pessoas, mesmo com os familiares.

As pessoas designadamente os pais, poderão ser tratadas como se fossem instrumentos para alcançar determinados objectos.

Com frequência mesmo situações geradoras de stress, não procuram o necessário conforto, ajuda ou segurança junto dos adultos ou de outras crianças .

Tipicamente as crianças com autismo isolam-se e demonstram incapacidade para estabelecerem uma relação social adequada com os seus pares. Esta incapacidade, persiste de um modo geral, durante a infância a adolescência e, mesmo na idade adulta.

À medida que a criança cresce, as perturbações de interacção social tornam-se menos evidentes, particularmente se a criança é observada em ambientes familiares.

Muito precocemente, as com autismo demonstram graves problemas de compreensão da fala, dos gestos e da expressão facial dos seus interlocutores(podem rir-se quando alguém grita, ou ficar com medo quando alguém ri).

A atenção é pobre (por exemplo dizer adeus ou bater palminhas. O balbuciar (dizer ma-ma-ma-ma, sem o significado de mamã, que ocorre na maioria das crianças sem problemas, por volta dos 6-8 meses) é pobre ou, mesmo inexistente; emitem sons monótonos, em contraste com a riqueza habitual dos sons produzidos pelas crianças com desenvolvimento convencional.

Todas as crianças com autismo sem excepção, apresentam um atraso de funções linguísticas, com notória incapacidade para a compreensão da linguagem falada. O vocabulário é pobre, pouco variado.

Fazem um uso muito pobre da mímica facial e dos gestos.

Cerca de metade das crianças com autismo consegue desenvolver uma linguagem funcional. Um fenómeno muitas vezes descrito é o da persistência da ecolalia ( repetição sintomática das palavras ou dos fins das frases dos interlocutores, que em determinada fase do desenvolvimento é normal).

Por vezes, há uma confusão ou um evitamento na utilização dos pronomes pessoais.

Muitos fazem constantemente perguntas, por vezes de uma forma monótona e repetitiva.

Mais raramente está descrita a ecopraxia (imitação de gestos e movimentos do interlocutor).

Algumas crianças com bom desenvolvimento linguístico conseguem repetir, integralmente longas conversas, palavra por palavra, contudo tem uma enorme dificuldade em extrair o significado das frases.

Algumas crianças não falantes, poderão ser capazes de cantar canções e algumas poderão, mesmo repetir a letra, sendo incapazes, todavia, de o fazer sem música.

Não há geralmente discurso espontâneo.

Estão descritas dificuldades significativas na compreensão, poderão compreender ler o significado de palavras simples (como de determinados substantivos, verbos e, por vezes até de adjectivos relativos a fenómenos visíveis ou audíveis).

Com frequência, há perturbações vocais, com tendência para o discurso muito pontilhado(escandido ou tipo staccto).

Estão referidos problemas de comunicação não verbal.

Mantêm-se muito afastados ou muito próximos dos interlocutores, olham para os lábios em vez de olharem para os olhos de quem lhes fala e fecham os olhos, longamente, durante a comunicação com os outros.

Frequentemente ,estabelecem ligações bizarras a certos objectos ou a partes de objectos, como pedras, peças de brinquedos etc,... Poderão ficar fascinados por objectos que produzam som (copos, campainhas, etc....) Os objectos são muitas vezes seleccionados por uma característica particular (pela sua cor textura ou forma...) e são transportados para toda a parte.
Ficam tensas se alguém pretende pegar neles. Objectos redondos e susceptíveis de poderem rodar, como rodas , moedas e discos produzem uma enorme atracção

Amiúde, há uma aderência inflexível a determinadas rotinas, geralmente não funcionais, e que assumem uma forma doentia.

Acompanho uma criança que, todas manhãs quando vai com a mãe às compras, tem de correr à volta de um determinado marco do correio,está descrita uma intolerância às mudanças de ambiente( pequenas mudanças verificadas no quarto poderão produzir uma grande irritabilidade)

As esterotopias (movimentos repetitivos, não funcionais, como estalar os dedos, como" lavar as mãos", como os balanceamentos do corpo ou da cabeça) são muito frequentes característicos das crianças com autismo.

Um aspecto peculiar ( e que alguns autores reputam de muito significativo) é o das resposta anómalas aos estímulos sensoriais. Por exemplo, poderão ignorar um ruído forte (ou mesmo estrondo) e poderão ligar, logo a seguir, ao som produzido pelo desembrulhar de um chocolate.

Não é rara a reacção anómala à dor ao calor e ao frio.

Frequentemente, há um fascínio pelos contrastes de luzes.

Podem ter o hábito de cheirar pessoas e objectos.

A hiper actividade (traduzida por uma enorme irrequietude) é um problema comum.

Estão referidos em muitos casos, problemas de sono.

Por vezes auto-flagelam-se (batem a si próprios, parecendo insensíveis à dor).

O défice cognitivo (atraso mental) ocorre em 65-88% de todos os casos de autismo.

Muitos apresentam habilidades e talentos específicos em determinadas áreas, como, por exemplo, na aritmética, na música e na construção de puzzles, sendo capazes de verdadeiras proezas.

As convulsões ocorrem em 30 a 40% de todos os casos. Os défices auditivos e visuais são muito frequentes.

"Autismo em "referência "" Parte 4/4

Nem todas as crianças com autismo apresentam as características atrás mencionadas e há uma ampla variedade, quer na qualidade, quer na gravidade, das manifestações da DOENÇA.

O programa de intervenção assenta basicamente, na prestação de cuidados médicos, educativos e sociais, numa perspectiva pluridisciplinar, sempre com a participação efectiva da família.
Tal como deve acontecer com todas as pessoas com perturbações do desenvolvimento, as crianças e adultos com autismo não podem ser segregadas e devem ser socialmente integradas desiderato muitas vezes difícil de alcançar.
Com introdução das novas metodologias pedagógicas, o prognóstico do autismo, embora com frequência reservado, tem vindo a melhorar, assim de acordo com os mais recentes estudos, 5-10% das crianças com autismo virão a tornar-se adultos autónomos, 25% das crianças com autismo adquirirão, até a idade adulta, uma boa, ou pelo menos razoável autonomia pessoal e social.
O tema relativo às metodologias de intervenção é muito complexo, razão porque será abordado, num futuro próximo, de uma forma específica e alargada.

Nota: Nesta informação não está referida a autoria da mesma, nem o titulo.
Por nos manuscritos que me chegaram não estar indicado, mesmo este titulo é da minha autoria. Como tal salvaguardo os direitos do autor. Por ter sido tudo transcrito os erros que possam estar inclusos poderão ser da minha responsabilidade, embora tenha estado atenta...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A importância dos irmãos...


E dos amigos...
Sem ter-mos um diagnóstico concreto, percebíamos as alterações do Bruno, perante qualquer mudança.
Perante esse facto, fomos sempre planeando a nossa vida tendo em conta essa evidência.
Tínhamos planos, para ter mais um bebé, como tal tínhamos de preparar o caminho...
Mesmo antes da gravidez, ia o chamando à atenção para as barriguitas das grávidas que se cruzavam no nosso caminho e para o bebés.
Íamos lhe perguntado, se não gostaria que tivéssemos um bebé só nosso (da família).
Durante a gravidez, foi acompanhando o crescimento do bebé, e aprendeu a senti-lo.
Pedimos a opinião dele para a escolha do nome e embora não soubéssemos o sexo do bebé, ele só escolheu nome para rapariga e a sua escolha recaiu no nome de uma amiguinha (por sinal única), a quem ele considerava a "mãe" da mesma idade. a Rita M********. ( sua única escolha)
O nome foi aceite, com uma pequena alteração, ser M**** Rita (esta alteração teve de ser muito esmiuçada) para ele a aceitar.

Concluindo, posso dizer que a mana, foi muito bem aceite por ele, embora no inicio estranhasse a pequenez (dela) rsss,
Durante esses primeiros anos tornou-se muito mais comunicativo e interactivo com a irmã, fazia palhaçadas para ela se rir, ainda bebé fazia-a mexer os braços e dizia que era para ela fortalecer os músculos, por isso é que ela não se fica a trás, deu resultado o exercício rsss
Fazia queixinhas, se ela rasgava as revistas, mas gostava dela e pedia sempre coisas para a mana ( o que faz ser irmão mais velho rsss)
Hoje em dia, já não é bem assim, são mais "cão" e "gato", embora ele continue a ser mais generoso com ela e a dar-lhe primazia, até lhe enche o copo com água, sem ela pedir ou mesmo sem ela querer lool
Outras vezes andam ás "turras", por causa do PC, se ela não cumprir com o horário estabelecido, ele fica muito irritado e ás vezes tenho mesmo de intervir.
Entre todos os prós e os contras, funcionou como a melhor terapia e criou nele um outro desenvolvimento, notou-se a evolução...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Dia de aniversário



Hoje da minha princesa...

Pela segunda vez, tive esta sensação
Igual à primeira, com a mesma paixão
De ser mãe, de uma linda menina.
Eras tão pequenina e fofinha...
Muito "rechonchodinha", nos teus 45cm
A médica até me disse, tem aqui uma "Ritinha",
como é que ela adivinhou?
Não sei!?...

Como crescestes
minha filha, continuas linda...
Uma miúda, sensível, envergonhada,
inteligente, "quasi, quasi" perfeita.
Na idade do "armário" que é complicada.
Até encontrares o teu "eu" definitivo.
És uma menina já madura, na tua idade,
Mas com muita dificuldade em tomar decisões
e ter iniciativa.

Sabes que quando estás mal,
Eu também fico mal
Quando tens uma dor
Eu tenho-a a dobrar...
Por isso te quero sempre proteger.
Não te quero ver sofrer...
E mesmo quando estamos em desacordo,
Sabes que te continuarei a amar...
Farás sempre parte da minha vida.

Um dia quando fores mãe sentirás
Que esta ligação não mais se quebrará...

Dizes que me preocupo demais...
Também sabes que a mãe é assim.
Riu e choro por tudo e por nada,
são as emoções...
Mas tudo o que eu mais quero é que sejas
FELIZ
Parabéns minha filha

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Noite em "Branco"


Esta madrugada, às 2 horas, ainda estava acordado, com nervoso miudinho, em "corropios" até ao w.c.
Até às 6h e 30m , não o ouvimos, assim que o pai se levantou, foi logo para o nosso quarto dizer que não tinha conseguido dormir nada toda a noite.
Tudo isto provocado, pela nova etapa que iniciou hoje, nada de muito significativo, por agora, as alterações não foram assim muitas, mantêm se na mesma instituição, noutras instalações ( que já conhecia), numa outra frequência, com alguns colegas que também já conhecia que privaram com ele no tele trabalho e outros novos, agora numa estrutura, nova para ele.

Passou a noite a pensar nos novos colegas, e como funcionariam as novas actividades... Ansiedade levada ao limite, apesar de o ter medicado.
Dado o estado anímico dele, fiquei preocupada e sugeri ir busca-lo à hora de almoço, para vir descansar.

Ligou-me, para o telemóvel, que eu tinha deixado no carro. Não atendi.
Ligou para o fixo, e eu ainda não tinha chegado a casa...
Deixou recado à irmã, para me transmitir que estava tudo bem com ele, para não me preocupar.(conversa em tom elevado)

Que ele sabia que eu tinha ficado preocupada, por ele não ter dormido.
O que poderia provocar alterações de comportamento, de extrema excitação ou de apatia( felizmente não se verificou)

Ainda assim, fui ter com ele à hora de almoço ao enclave, onde almoçam, com o propósito de o trazer, teve de almoçar rápido e eu a dizer para não comer tão depressa, afinal ficou-se na refeição pouco mais 15m, só podia mesmo comer à pressa....

Há tarde ainda com poucas novidades, mas com horário estabelecido, colegas e monitores apresentados, saiu satisfeito e mais tranquilo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Despedida Amiga

Como sempre referi, no blog e em sede própria, nunca achei em tempo algum que o CAO, fosse a resposta adequada ás capacidades e condições do meu filho.
Não têm a ver com o funcionamento da instituição que funciona em moldes regulares, muito menos com a "massa" humana que são a força motriz de qualquer instituição...
E alguns manifestaram de alguma, forma o apego que tinham pelo Bruno o que muito me enterneceu ( principalmente a parte feminina) sentimentos de mulheres, sempre mais activos...
E apesar de o Bruno, não ser de muitos afagos e demonstrações afectivas, acho que até em alguns colegas deixará saudade, em outros a sensação de alívio natural por tirarem alguém que «teria mais capacidades», note se que sem nenhum pretenciosismo da minha parte, que esta é a minha leitura, o que não quer dizer que seja a correcta, mas é a minha.
Eu própria que sempre, fui um pouco renitente nesta passagem, reconheço que fiquei a encarar a diferença de uma outra forma, não ainda da forma "ligeira" de quem lida diariamente com todas aquelas patologias...
Alguns daqueles "meninos" e desculpem o alguns, porque não gostamos de todos de igual maneira ficaram no meu coração seria hipocrisia dizer que são todos... Reconheço que o meu rapaz têm algumas limitações e que não são compatíveis com um mercado de trabalho aberto, mas que têm capacidades e condições para funcionar em sistema protegido. Espero que esta etapa seja mais um passo, para alcançar o tal emprego ou actividade protegida.
E ainda agora está a começar que não seja uma paragem, mas sim um recomeço, para uma vida activa e produtiva.
Será pedir muito!?...

Nota-têm de se pôr o som alto, que a gravação está assim mal feita rsss, foi a última participação em Cao

domingo, 3 de janeiro de 2010

Novo Ano


Chegados ao novo ano...
Com, a esperança renovada...
Que seja um ano de mudanças...
Que os sonhos, passem a realidades...
Que as vontades, se concretizem...

Nós, até apanhamos com chuva
Há quem diga que ano molhado.
É ano abençoado...
Pode ser que seja bom presságio
Para que todos sejamos mais felizes...
Juntamente com os nossos "petizes"